AGRO & NEGÓCIO

Produção de peixe: cresce procura pelo teste TambaPlus

Publicado

A Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (Brasília-DF) tem registrado aumento na procura pelo teste TambaPlus, uma das ferramentas genômicas mais importantes para os produtores de peixes nativos evitarem perdas na alevinagem e elevarem o desempenho produtivo dos animais durante a engorda, especialmente no caso do tambaqui (Colossoma macropomum).

 Lançado há menos de um ano, esse serviço já soma um total de 1.600 amostras de DNA analisadas até julho de 2020. De acordo com o produtor amazonense Alexandre  Ronczaryk o teste para verificar a qualidade genética dos peixes é uma garantia aqueles que vivem da produção e engorda de alevinos. Ele tem criatórios nos municípios de Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo, ambos localizados a cerca de 130 quilômetros de Manaus, e enviou à Embrapa, no mês de julho, 79 amostras para análise por meio do TambaPlus – ferramenta desenvolvida pelo pesquisador Alexandre Caetano juntamente com a pesquisadora Patrícia Ianella, ambos da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.

O material enviado por Ronczaryk chegou ao laboratório em Brasília, pelos Correios, no dia 20 de julho. O relatório com o resultado das análises seguiu para Manaus uma semana após. Com isso, Alexandre Roczaryk tem em mãos dados suficientes para dar prosseguimento à melhoria do seu plantel. Ele já utilizou o teste TambaPlus para outras análises, tendo um total de 123 analises realizadas.
“Quando você pega um peixe, você pode até chipar ele, mas não tem uma digital. Mas agora, com essa ferramenta da Embrapa, o DNA é analisado no grau de parentesco e pureza e nos dá garantia na hora de fazermos os cruzamentos e escolhermos as melhores matrizes”, comenta o produtor, que atua nessa área desde 1996.

Segundo o pesquisador Alexandre Caetano o TambaPlus (com marca registrada no Instituto Nacional de Propriedade Intelecutal – INPI) pode evitar perdas e melhorar a eficiência produtiva e a lucratividade do setor: pois disponibiliza ferramentas que vão analisar a pureza e também a identificação do grau de parentesco das matrizes, o que permite avanços importantes para o manejo genético dos plantéis de reprodutores. Uma das vantagens das vantagens das ferramentas genômicas é evitar, por exemplo, o cruzamento de irmãos e meio-irmãos – que impedem o desenvolvimento dos embriões e causam malformações . Só para se ter uma ideia, o prejuízo devido a esse fator pode afetar até 30% da produção.

O serviço de análise de amostras para pureza e parentesco é ofertado em escala restrita e com valores reduzidos, ao custo de R$ 120,00 por amostra. A contratação se dá por tipo de serviço: uma para detectar a pureza específica (R$ 60,00) e outro contrato destinado ao serviço para identificar as relações de parentesco (pedigree) das matrizes (R$ 60,00).
O desenvolvimento das ferramentas para análise do tambaqui, com a liderança de Alexandre Caetano, ocorreu dentro Projeto BRSAQUA, que envolve mais de 20 unidades de pesquisa da Embrapa.

O trabalho científico conta com financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Secretaria da Aquicultura e da Pesca (SAP), ligada ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) via Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Amparo a Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e da própria Embrapa.

Saiba mais sobre o TambaPlus

 

 

 

 

 

 

Fonte: Embrapa

Comentários Facebook
publicidade

AGRO & NEGÓCIO

Produtor mato-grossense investe na produção de cachaça e whisky

Publicado

A transformação da cana-de-açúcar foi uma boa opção de diversificação e de renda para o agricultor que comercializa os produtos em Mato Grosso e na região Sul do país. 

A Fazenda São José, propriedade de Valmor Bressan, localizada no município de Primavera do Leste (231 km ao Sul de Cuiabá), produz de forma artesanal rapadura, melado, cachaça, whisky e outros.

Com recursos próprios e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na ordem de R$ 315 mil implantou, no final de 2018, a Agroindústria São José.

Essa nova atividade, que ressalta o forte sabor da cachaça e o doce da rapadura e do melado, transformou a propriedade que possui uma área total de 100 hectares. A técnica em agropecuária da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Clélia Tiozo Silva, destaca que o empreendimento mudou a rotina da família do agricultor, oferecendo maior qualidade de vida com lucro e renda.

Ela explica que a indústria trabalha de forma sustentável, e um exemplo disso é a utilização do bagaço da cana, que é queimado na caldeira reduzindo o uso de madeira para produção dos derivados da cana. O restante vai para o solo como cobertura morta para as culturas. O vinhoto ou vinhaça é um subproduto da produção de cachaça. Um composto químico que é também um ótimo aliado da agricultura sustentável, sendo utilizado como fertilizante na lavoura. “Nada é desperdiçado, tudo é aproveitado”, explica Clélia.

Conforme a técnica em agropecuária, as instalações são adequadas com equipamentos para produção industrial, sendo adotadas as Boas Práticas de Fabricação (BPF), com higiene e utilização de equipamentos de proteção individual para manipulação dos produtos. O crédito rural do Pronaf foi elaborado pelos técnicos da Empaer. A empresa atende o produtor desde 1987, auxiliando em todas as atividades produtivas com assistência técnica, crédito rural e também na comercialização.

Com uma produção anual de 20 mil litros de cachaça, 80 toneladas de açúcar mascavo, 1.500 quilos de melado batido e dois mil quilos de rapadura, a fabricação dos subprodutos da cana-de-açúcar despertou interesse no produtor. Recentemente, no mês de maio, lançou um novo produto, o whisky. A produção inicial é de 200 litros. Comercializa também o açúcar mascavo para a merenda escolar da cidade e dos municípios de Campo Verde e Santo Antônio do Leste.

O produtor Valmor chegou com a família no município de Primavera em 1986. Natural de Caibi, em Santa Catarina, ele começou com o cultivo de olericultura e produção de batata doce, chegando a plantar 30 hectares da cultura, tendo sido esta a sua principal atividade por muitos anos. Cultivou também tomate, abobrinha, berinjela e folhosos. Teve mais de 400 caixas de mel em produção e parou por causa da redução do pasto apícola, devido à agricultura intensiva na região.

Com experiência em diversas culturas, resolveu investir numa área de 19 hectares com o cultivo da cana-de-açúcar e, em seguida, com a implantação de uma agroindústria. A intenção do produtor é chegar ao final de 2020 com a renovação do cultivo de cana numa área de cinco hectares. Hoje a fabricação dos subprodutos da cana-de-açúcar tornou-se a principal fonte de renda da família. No atacado, comercializa o açúcar mascavo por até R$ 10,00 o quilo, a rapadura por R$ 10,00 (kg), o melado por R$ 8,50 (kg), a cachaça de R$ 25,00 a R$ 60,00 e o whisky por R$ 90,00.

Com a produção de 10 tipos de cachaça artesanal, ele destaca o sabor, o aroma e a maciez da bebida que produz em sua propriedade. Bressan afirma que o trabalho é constante, sendo iniciado com o cultivo da cana, o corte, a separação, a moagem, e na sequência a produção de vários derivados. “Quem toma a minha cachaça, vira freguês. O diferencial dessa bebida é que esquenta a boca, desce macio e não queima a garganta. Nunca recebi nenhuma reclamação. Temos também a cachaça para as mulheres, que é feita com mel e castanha de coco, sendo bem aceita pelo grupo feminino”, esclarece.

Na produção do whisky, utiliza açúcar mascavo e milho curtido na madeira. Ainda está fazendo vários ajustes para garantir uma bebida de excelência, apostando na qualidade e fidelização dos clientes.

O proprietário afirma que o objetivo é que as pessoas adquiram confiança e se tornem clientes por muitos anos, garantindo o escoamento da produção. O trabalho na agroindústria conta com a participação do seu filho Quellis Bressan, que é formado em Tecnologia da Informação e Engenharia Agronômica, e atua no desenvolvimento da propriedade.

 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana