AGRO & NEGÓCIO

Produção de café da Ásia & Oceania representa 28% do total produzido no mundo

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Safra em nível mundial está estimada em 168,9 milhões de sacas e da Ásia & Oceania em 48 milhões de sacas de 60kg no ano-cafeeiro 2020-2021

A produção de café na Ásia & Oceania no ano-cafeeiro 2020-2021 foi estimada em 47,98 milhões de sacas de 60kg, volume que representa uma queda de 3% em relação ao mesmo período anterior. Tal volume de produção corresponde a 28% da produção mundial, que está estimada em 168,9,6 milhões de sacas para o ano-cafeeiro 2020-2021.

Neste mesmo contexto, convém ressaltar que as safras dos anos-cafeeiros 2019-2020 e 2020-2021, em nível mundial, foram estimadas em 169 e 168,9 milhões de sacas de 60kg, respectivamente, o que denota um inexpressivo decréscimo de 0,1%. Entretanto, a produção de Coffea arabica teve um aumento de 2,2%, cujo volume passou de 97,09 milhões de sacas em 2019-2020 para 99,26 milhões de sacas em 2020-2021. E, em contrapartida, a produção de Coffea canephora (robusta e conilon) diminuiu de 71,92 milhões no ano cafeeiro anterior para 69,62 milhões de sacas no ano-cafeeiro 2020-2021, o que representa uma redução aproximada de 3,2%.

Para a Organização Internacional do Café – OIC, conforme o seu Relatório sobre o mercado de Café janeiro 2022, do qual foram extraídos os dados da produção mundial de café, citados anteriormente, o ano-cafeeiro global compreende o período que abrange os meses de outubro a setembro. Tal Relatório está também disponível para consulta na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. As demais edições desse Relatório, desde julho de 2014, podem ser acessadas na íntegra no Observatório do Café.

Referido Relatório também traz como destaque que as exportações de café da Ásia & Oceania, no período de outubro a dezembro de 2021, somaram 11,04 milhões de sacas que representaram em torno de 30% de aumento em relação ao mesmo período do ano anterior (8,51 milhões de sacas). Os três países maiores produtores e exportadores, considerando esse bloco da Ásia & Oceania em conjunto (Índia, Indonésia e Vietnã), foram responsáveis por 50,8% do crescimento no trimestre, ao aumentarem de 8,06 milhões de sacas para 10,62 milhões de sacas, em comparação com o mesmo período anterior.

Conforme ainda a OIC, as exportações da América Central & México totalizaram 1,78 milhão de sacas, nesse mesmo período de outubro a dezembro de 2021, em comparação com o volume de 1,38 milhão de sacas exportadas no primeiro trimestre do ano-cafeeiro anterior adotado pela Organização.

Além disso, o Relatório sobre o mercado de Café janeiro 2022 ressalta que as exportações da África aumentaram para 3,19 milhões de sacas no primeiro trimestre do ano-cafeeiro de 2020-2021, em comparação com as 3 milhões de sacas exportadas anteriormente. E, por fim, o maior bloco dos países produtores de café do mundo, a América do Sul, teve suas exportações reduzidas em 19,2% no primeiro trimestre do ano-cafeeiro em pauta, pois elas decaíram de 18,92 milhões de sacas para 15,28 milhões de sacas, nos dois trimestres comparados nesta análise.

Consulte a performance da cafeicultura em nível mundial no Relatório sobre o mercado de Café janeiro 2021, da OIC, o qual encontra-se disponível também no Observatório do Café, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/2022/Janeiro/relatorio_oic_janeiro_2022.pdf

Confira a produção e o consumo dos demais países, divulgados pela OIC, no link:

https://www.ico.org/pt/new_historical_p.asp

Conheça o todo acervo de publicações da Embrapa Café e faça download dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Projeto Cadeias Sustentáveis vai fortalecer cadeias de valor da soja e babaçu no Maranhão

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Este ano a Embrapa Cocais iniciou projeto, em parceria com a Rede ILPF e financiado pela agência de cooperação técnica alemã – GIZ, para fortalecer as cadeias sustentáveis de valor da soja e do babaçu no Maranhão. Primeiramente, as ações abarcaram a cadeia da soja (leste do estado) e agora entrou em cena as atividades nas comunidades de quebradeiras de coco para agregação de valor aos subprodutos do babaçu no estado. O projeto está sendo realizado em parceria com agentes de ciência e tecnologia, como Instituto Federal do Maranhão – IFMA, Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Universidade Estadual do Maranhão- UEMA, iniciativa privada, organizações não governamentais e outros agentes das cadeias de valor.

“A iniciativa reflete atuação da Embrapa no Maranhão conectada com as demandas do setor produtivo e articulada com as instituições de pesquisa presentes no estado, para inclusão produtiva e geração de riqueza com baixo impacto ambiental, e representa o fortalecimento da Rede de Pesquisa e Inovação Maranhense”, destaca o chefe-geral da Embrapa Cocais, Marco Bomfim.

Estão previstas capacitações e intercâmbio de conhecimentos entre pesquisa e conhecimento tradicional. O projeto inicia com abordagem da cadeia de valor, do papel dos atores da cadeia produtiva na identificação de problemas e oportunidades. Esta semana, pesquisadores, professores e bolsistas das instituições de ciência e tecnologia parceiras no projeto estão em viagem a Itapecuru-Mirim para testar novos coprodutos do babaçu, como o biscoito, gelado e hambúrguer a partir da amêndoa e do mesocarpo de babaçu.

Segundo a chefe de transferência de tecnologia, Guilhermina Cayres, “o objetivo é ampliar e consolidar a Rede Babaçu como estratégia de conexão de ‘stakeholders’ e geração de produtos sociais sustentáveis, de valor agregado e com potencial para negócios com identidade sociocultural, a partir de uma espécie da sociobiodiversidade, que é o babaçu”.

O representante da Agência GIZ no Brasil, Westphalen Nunes, destaca que a agenda para o babaçu vai percorrer a abordagem da cadeia de valor, gargalos, boas práticas, saúde e segurança para as quebradeiras de coco, novas parcerias e novos produtos, comercialização, entre outros temas. “Queremos colaborar para que o babaçu possa explorar suas potencialidades, gerando mais renda e qualidade de vida às quebradeiras, mais opções de produtos de qualidade para o mercado consumidor e mais riqueza com desenvolvimento sustentável para o Maranhão”.

Fonte: Embrapa

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