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Prioridade zero é Bolsa Família de R$ 300, diz ministro

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse hoje (14) que o governo tem como “prioridade zero” a efetivação do Bolsa Família com valor de R$ 300. De acordo com ele, os recursos do programa social serão bancados com recursos advindos do imposto de renda e estarão dentro do teto de gastos do governo federal.

“A agenda, prioridade zero, é Bolsa Família de R$ 300. O presidente [da República, Jair Bolsonaro] já disse que é R$ 300, dentro do teto e com responsabilidade fiscal”, disse o ministro no evento Macro Day, promovido pelo banco BTG Pactual, na capital paulista.

Em sua fala, Guedes criticou segmentos empresariais que são contrários à reforma tributária do imposto de renda. “Inadvertidamente, às vezes, o mundo empresarial vai a Brasília, e faz um lobby contra o imposto de renda. Ele, na verdade, está inviabilizando o Bolsa Família”, ressaltou.

“[Isso] vai produzir uma reação do governo que é a seguinte: então quer dizer que não tem fonte [de receita para Bolsa Família]? Não tem tu, vai tu mesmo. Então bota aí R$ 500 logo de uma vez e é auxílio emergencial. A pandemia está aí, a pobreza está muito grande, vamos embora”, acrescentou.

Essa solução, segundo Guedes, seria, no entanto, “um problema tremendo para todo mundo”. “Inclusive para quem vos fala no momento. Eu não estou lá para fazer bagunça. E vai virar bagunça se não houver uma solução tecnicamente correta”, disse. 

Edição: Fábio Massalli

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Represas já operam com nível abaixo do pré-apagão

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Represas do Sudeste e Centro-Oeste já operam abaixo do nível pré-apagão
Pollyanna Maliniak/ALMG/25.4.2014

Represas do Sudeste e Centro-Oeste já operam abaixo do nível pré-apagão

Os reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste, responsáveis por mais da metade da geração de energia elétrica do país, já operam com o menor nível de armazenamento de água desde 2001 – quando aconteceu o maior racionamento da história do Brasil. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em 15 de setembro, o volume total de água nas represas era de 18,23%.

Há 20 anos, o governo federal teve que recorrer a apagões elétricos programados para evitar o colapso do sistema de geração de energia brasileiro. Em 2000, ano que precedeu os blecautes, as represas funcionavam com 20,8% da capacidade de armazenamento. Já em 2001, já com o programa de redução compulsória de energia, o nível era de 21,76%.

A estimativa da ONS é de que a porcentagem atual deve continuar em queda até novembro – quando pode romper a barreira de 10%. Algumas hidrelétricas já operam em patamares preocupantes. A usina de Ilha Solteira, a maior do Estado de São Paulo, atingiu o volume morto nesta semana. Segundo o site da ONS, o reservatório já registra -1,45% de armazenamento de água. A situação também é grave na Três Irmãos, cujo volume útil atingiu 1,98%.

Em agosto, o governo definiu regras para o início do programa de racionamento de energia destinado a grandes consumidores . O objetivo é diminuir a demanda em horários de pico para diminuir os riscos de apagões. Em contrapartida, as empresas recebem compensação financeira. A redução deve ser de 237 MW, mas isso ainda é pouco comparada à necessidade do país, de 4 mil MW.

Como contrapartida à falta de chuvas, outra medida que vem sendo adotada é o acionamento das termelétricas – que operam a partir da queima de combustíveis fósseis. Os resultados disso já podem ser observados:  em julho, essas usinas bateram recorde na geração de energia do país , com 18.625 MWmed produzidos. Além disso, na última quinta-feira (16), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), autorizou o início das operações da segunda maior térmica do Brasil, a GNA 1, para compensar o baixo nível das represas.

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