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Principais vacinas e reações em bebês

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Por Clay Brites

Ao nascer, o bebê tem poucas defesas para combater infecções e as vacinas são muito importantes pois ajudam a estimular o sistema de proteção do organismo. Com isso, diminui o risco de a criança ficar doente pois ela passa a ter menos chances de adquirir infecções severas as quais afetariam seu neurodesenvolvimento.

A vacinação infantil protege de inúmeras doenças e faz parte dos cuidados básicos. Durante o primeiro ano, o bebê tomará mais vacinas do que ao longo de toda a sua vida e historicamente esta medida demonstrou ser a mais eficaz para reduzir a mortalidade. Entretanto, alguns podem apresentar reações adversas, mas que costumam ter pouca intensidade e permanecem por um curto período de tempo.

Ao nascer, em 15 dias, deve-se tomar a BCG em dose única. Ela pode resultar em efeitos que podem ser locais e regionais, como úlcera local, uma ferida que pode demorar para cicatrizar e ter a presença de linfadenopatia regional (gânglios). A BCG quase sempre deixa uma cicatriz característica no local em que foi aplicada.

A vacina da Hepatite B deve ser aplicada ao nascer, aos 2 e aos 6 meses de vida. Suas reações mais comuns são dor, enduração local, febre nas primeiras 24 horas, fadiga, irritabilidade e desconforto gastrointestinal leve. Raramente ocorrem reações alérgicas graves. Na tríplice bacteriana, aplicada com 2, 4 e 6 meses, pode ocorrer febre baixa a moderada, irritabilidade, vermelhidão, dor e inchaço no local da aplicação.

Com 2, 4 e 6 meses, o bebê deve tomar a vacina contra a Haemophilus influenzae tipo B (HiB). Ela é dada em uma vacina combinada, a pentavalente. Sua aplicação pode levar aos mesmos efeitos colaterais da tríplice bacteriana, febre de até 39 graus e desconforto no local da aplicação. Com o mesmo tempo de vida, o bebê deve tomar a do Rotavírus. Essa pode trazer os mesmos sintomas da vacina da poliomielite. Também pode levar a febre, fraqueza, irritabilidade, perda de apetite e vômitos.

A Poliomielite é aplicada com 2, 4 e 6 meses. Nesse caso pode ser o vírus atenuado, oral, e a VIP, de vírus inativo, injetável. Na injetável pode ocorrer vermelhidão, endurecimento e dor no local da aplicação e raramente febre moderada. Já a vacina oral, em geral, é bem tolerada, mas há chances do bebê ter reações alérgicas, como urticária e erupções na pele com coceira. A Pneumocócica conjugada deve ser aplicada com 2, 4, 6 e 12 meses. Pode causar dor, edema, vermelhidão, nódulo no local da injeção e irritabilidade.

Aos 3, 5, 7 e 12 meses são aplicadas as vacinas antimeningocócicas. Na meningocócica conjugada as reações são edema, endurecimento, dor e vermelhidão no local; perda de apetite, irritabilidade, sonolência, febre e dor muscular. Na meningocócica B, as reações mais comuns são sensibilidade e eritema no local, febre e irritabilidade. As reações mais incomuns a essas vacinas são as de caráter neurológico, já a Síndrome de Guillain-Barré, neuropatias e crises convulsivas são ocorrências raras. Outros efeitos que podem acontecer são choro inconsolável, convulsões febris e anafilaxia. Caso tenha alguma dúvida, procure o pediatra da criança.

Para prevenir ou amenizar as reações faça compressa gelada na região por 5 minutos, 3 vezes ao dia, no dia da aplicação da vacina. Não faça massagem nem comprima a região da aplicação e hidrate o bebê.

Lembre-se que por mais desconfortável que possa parecer, as reações são passageiras. A não vacinação pode resultar em doenças com consequências irreversíveis para a criança, inclusive graves sequelas neurológicas e problemas permanentes de locomoção e deficiências diversas. É um direito da criança ser vacinada. E vacinar também é um ato de amor. Vacinem seus filhos!

Clay Brites é Pediatra e Neurologista Infantil (Pediatrician and Child Neurologist); Doutor em Ciências Médicas/UNICAMP (PhD on Medical Science); Membro da ABENEPI-PR e SBP (Titular Member of Pediatric Brazilian Society); Integrante e palestrante do Instituto Neurosaber.

 

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Não julgues

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Por Francisney Liberato

Meus irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala mal do seu irmão em Cristo ou o julga está falando mal da lei e julgando-a. Pois, se você julga a lei, então já não é uma pessoa que obedece à lei, mas é alguém que a julga. Deus é o único que faz as leis e o único juiz. Só ele pode salvar ou destruir. Quem você pensa que é, para julgar os outros? Tiago: 4:11 e 12

Existem pessoas que têm o prazer de falar mal dos outros. Ficam felizes por fazer comentários depreciativos. Falam dos outros com base no argumento de que a intenção é ajudar, e que é necessário criticar de forma construtiva.

Falar mal de pessoas que não conhecemos, como, por exemplo, o presidente da República, já é uma opinião vazia, porque não conhecemos todos os cenários. Falar mal de pessoas que conhecemos, mas que estão à distância, também é muito complicado, pois não convivemos com elas a todo instante, portanto, a nossa análise é limitada. Pior ainda é falar mal de pessoas próximas de nós, é muita covardia, pois, além de não conhecermos ninguém 24 horas, quebramos a confiança que depositamos naquela pessoa.

Há pessoas perfeitas neste mundo? Segundo o livro de Jó, não há um justo sequer. Ninguém é perfeito. Todos nós temos defeitos, fraquezas e dificuldades para lidar com o nosso próprio “eu”. Todos merecemos a graça e a misericórdia de Deus, pois, por mais que nos esforcemos, ainda assim, será pouco diante de Deus.

Quem pode julgar? Se você é um magistrado ou juiz, você tem o poder de julgar processos, que obviamente, dentro deles existem vidas de pessoas físicas e jurídicas, contudo, que aguardam um julgamento restrito aos autos.

No mais, quem tem a capacidade de julgar as pessoas e todos os seres do universo é somente o Deus Pai, ninguém mais. Considerando que Deus tem a característica da onisciência, ou seja, Ele conhece as nossas vidas muito antes de sermos criados, além de acompanhar o nosso percurso 24 horas por dia, sabe de nossas lutas e desafios. Não há ninguém melhor do que Ele para ser um juiz digno, poderoso, justo, imparcial e que pesará, em suas decisões, todas as dimensões de cada ser humano.

Quer uma sugestão? Fale mal de você para você mesmo. Até parece algo de pessoas insanas, mas não é. Quando você elenca todos os seus pontos fracos e os seus pontos fortes, você se conhece mais, reconhecendo o seu estado atual, e assim planejará o que deve ser feito para mudar suas falhas. Já adianto, não é fácil, mas com a ajuda de Deus tudo é possível.

Obedecer aos princípios eternos e divinos, além de tudo que está na lei de Deus, é basilar para uma vida de sucesso. Quando eu falo mal de alguém, eu não sigo os princípios divinos, portanto, não obedeço ao que Deus deseja para a minha vida.

Enfim, não temos o direito de julgar ninguém. Não somos perfeitos, por mais que nos esforcemos. Deus é o único julgador justo e misericordioso. Quem você pensa que é para julgar os outros? Cuidado com as consequências disso, conforme Mateus 7:1: “Não julgueis, para que não sejais julgados”.

Francisney Liberato é Auditor do Tribunal de Contas. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Vice-presidente da Associação Brasileira dos Profissionais da Contabilidade – ABRAPCON. Membro da Academia Mundial de Letras. Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole”, “Fenomenal”, “Reinvente sua vida” e “Como passar em concursos – Vol. 1 e 2”, “Como falar em público com excelência”, “Legado”, “Liderança” e “Ansiedade”. 

 

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