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Primeiro computador quântico da IBM com mais de 4.000 qubits vem aí

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IBM planeja lançamento de supercomputador quântico
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IBM planeja lançamento de supercomputador quântico

Falar de computador quântico é um exercício de futurologia. Quase sempre, trata-se de algo limitado aos laboratórios de gigantes de tecnologia ou de instituições de pesquisa. Mas isso deve mudar em breve. A IBM planeja colocar em funcionamento um sistema de computação quântica com mais de 4 mil qubits até 2025.

Como estamos em 2022, pode parecer um prazo longo, mas não é. Não se levarmos em conta que a computação quântica está no radar da IBM há décadas, mas que somente agora resultados promissores começaram a aparecer. Tome como exemplo o IBM Eagle, processador quântico de 127 qubits revelado pela companhia em novembro de 2021.

Neste ponto, você deve ter percebido que a quantidade de qubits é o parâmetro mais usado como referência para a capacidade de execução de tarefas de um computador quântico. A lógica é simples: quanto mais qubits, melhor.

Em tempo, qubit é uma simplificação de bit quântico. Na lógica binária, que é a base da computação atual, um bit assume um estado representado por 0 ou 1. Um qubit pode assumir 0, 1 ou uma superposição de ambos os valores.

O leque de possibilidades que isso abre é gigantesco. Um sistema baseado em qubits pode representar uma quantidade de informações que, em computadores tradicionais, exigiriam dias, semanas ou até meses para ser tratada.

Mais de 4 mil qubits a caminho

A IBM tem usado nomes de aves para identificar os seus processadores quânticos. O Eagle (águia), com os seus 127 qubits, foi anunciado em 2021, como você já sabe. O seu sucessor, o Osprey (águia-pescadora), é esperado para 2022 e contará com 433 qubits.

Em 2023, a IBM pretende apresentar o Condor, com 1.121 qubits. É um número quase três vezes maior em relação ao Osprey, mas ainda abaixo dos prometidos 4 mil qubits. Mas é aqui que essa história começa a ficar mais interessante.

Está nos planos da companhia criar um computador quântico, mas não necessariamente baseado em um único processador. Em vez disso, a IBM almeja combinar vários processadores em um único sistema.

Para tanto, a IBM quer apresentar em, 2023, outro processa quântico: o Heron (garça), com 133 qubits. Não, a quantidade menor de qubits não significa retrocesso. Isso porque o Heron terá como diferencial um hardware de controle que permitirá comunicação clássica (com tecnologia atual) entre processadores distintos.

Isso levará a pesquisa para o ano seguinte. Em 2024, a IBM apresentará o Crossbill (cruza-bico), um processador de 408 qubits formado por meio da combinação de três chips. O dispositivo será um processador “3 em 1”, por assim dizer.

Quase que ao mesmo tempo, a companhia revelará o Flamingo. Esse é o nome de um processador que terá 462 qubits, mas será combinado em três unidades para formar um sistema com 1.386 qubits. A comunicação entre essas unidades será feita por meio de um mecanismo específico para computação quântica.

De certa forma, todas essas abordagens servirão de base para, em 2025, a IBM anunciar o Kookaburra (cucaburra). É um projeto muito interessante. Ele combinará três sistemas de 1.386 qubits para formar um processador de 4.158 qubits, novamente, por meio de um mecanismo de comunicação quântica.

Um supercomputador quântico

Todas as mencionadas etapas visam ajudar a IBM a construir um supercomputador quântico. Como tal, essa máquina será capaz de lidar com aplicações extremamente complexas.

“Essa mudança radical será equivalente a substituir mapas em papel por satélites GPS conforme navegamos no futuro quântico”, afirma Jay Gambetta, líder da divisão IBM Quantum.

Mas não é como se o plano fosse o de substituir imediatamente um padrão de computação por outro. A IBM afirma que o seu supercomputador incorporará CPUs tradicionais e processadores quânticos, bem como redes de comunicação clássicas e quânticas.

Ao criar um roteiro com prazos espaçados, mas bem definidos, a companhia terá tempo para lidar com os vários desafios do desenvolvimento da computação quântica. Entre eles estão a mitigação eficiente de erros e tecnologias para comunicação entre processadores.

Provavelmente, esse será o maior feito da IBM em computação quântica desde 2019, quando a companhia apresentou o Quantum System One, primeiro computador quântico disponível comercialmente.

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Android 13 é lançado com novidades em personalização e conectividade

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Android 13 foi oficialmente lançado nesta segunda-feira (15)
Giovanni Santa Rosa

Android 13 foi oficialmente lançado nesta segunda-feira (15)

O Google lançou oficialmente o Android 13 nesta segunda-feira (15). O sistema foi liberado para os Pixels primeiro. Outras marcas devem liberar atualizações ainda este ano. A gigante das buscas diz que Samsung, ASUS, Nokia, Motorola, OnePlus, Oppo, Sony e Xiaomi estão nessa lista. A décima-terceira versão do sistema do robozinho verde traz novidades visuais, de privacidade e de conectividade entre aparelhos.

Grande parte das características do Android 13 já era conhecida das versões de testes. O sistema estava liberado para testes de desenvolvedores desde fevereiro de 2022, e o último beta apareceu na metade de julho.

Ao longo destes meses, vimos muitos recursos que agora foram oficializados, como ícones que se adaptam ao tema da interface, um seletor de fotos para apps que não dá acesso a todos as imagens da sua galeria e um novo controle de música.

O que tem de novo no Android 13?

O Google destacou 13 recursos novos do Android 13:

  • Ícones personalizáveis para aplicativos que não são do Google, como parte do Material You;
  • Escolhas de idioma independentes para cada app;
  • Tocador de música atualizado, que destaca a arte do disco e tem uma barra de progresso;
  • Papel de parede com menor luminosidade e tema escuro na Hora de Dormir;
  • Seletor de fotos para apps que não libera o acesso a todos os arquivos da galeria;
  • Limpeza automática da área de transferência após um tempo, caso o usuário copie informações sensíveis como e-mail, endereço, celular ou login;
  • Apps terão que pedir permissão para enviar notificações;
  • Spatial Audio com rastreamento de cabeça: os fones se adaptam para dar a sensação de que o som vem de uma fonte fixa no espaço;
  • Transmitir mensagens do Android para um Chromebook. Funciona com o Google Mensagens e também com Signal e WhatsApp, entre outros;
  • Suporte a áudio Bluetooth Low Energy (LE);
  • Barra de tarefas para tablets atualizada, que permite arrastar e soltar qualquer app usando o modo tela dividida;
  • Tablets Android reconhecem diferenças nos toques de uma caneta stylus e de cada dedo da mão, ajudando quem desenha;
  • Copiar conteúdo no celular e colar no tablet. Este recurso estará disponível até o fim do ano.


Fonte: IG TECNOLOGIA

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