POLÍTICA NACIONAL

Primeira-secretária diz que bancada feminina não aceita apelidos pejorativos

Publicados

em


Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Deputada Soraya Santos discursa no Plenário
Soraya Santos repudiou a declaração de Bibo Nunes em nome da bancada feminina

A 1ª secretária da Câmara dos Deputados, Soraya Santos (PL-RJ), saiu em defesa das deputadas de oposição, chamadas de “deputéricas” pelo deputado Bibo Nunes (PSL-RS) durante a discussão da MP da Casa Verde e Amarela. Ela afirmou que fala em nome da bancada feminina ao repudiar a atitude do deputado. “Quero demonstrar o repúdio total a essa palavra vexatória. Repreendemos com veemência a atitude de um parlamentar que chamou uma mulher de histérica”, afirmou. “Não aceitamos apelidos pejorativos que nos envergonham enquanto representantes da sociedade”, disse.

“Espero que os homens e as mulheres presentes a qualquer sessão, qualquer discussão desta Casa, possam sempre se levantar e repreender qualquer palavra que possa desqualificar uma mulher”, disse.

Referindo-se às deputadas de partidos de esquerda, Bibo Nunes afirmou: “Quando eu falar ‘deputérica’, estarei me dirigindo a uma deputada histérica.”

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Wilson Silveira

Comentários Facebook
Propaganda

POLÍTICA NACIONAL

Projeto prorroga até abril pagamento do auxílio emergencial, com valor de R$ 600

Publicados

em


O Projeto de Lei 5650/20 prorroga o pagamento do auxílio emergencial como medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19, com valor de R$ 600, até abril deste ano. O auxílio foi criado pela Lei 13.982/20 para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a emergência de saúde pública provocada pela doença. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

Pago desde abril de 2020, sendo as cinco primeiras parcelas de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300, o auxílio emergencial acabou extinto em 31 de dezembro do ano passado, juntamente com o fim da vigência do decreto 6/20, que reconheceu a situação de emergência de saúde no País.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Tema: Discussão sobre o PL 2881/19. Dep. Chiquinho Brazão (AVANTE - RJ)
Chiquinho Brazão: auxílio traz vantagens sociais e econômicas

Autor do projeto, o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econômicas trazidas pelo auxílio emergencial devem ser mantidas. “Ainda que de forma temporária, o benefício contribuiu para reduzir o índice de pobreza da população e para manter a atividade econômica”, diz Brazão.

“Caso o auxílio não tivesse sido oferecido desde abril de 2020, o índice de pobreza teria saltado para 36% durante a pandemia. Além da queda de renda da população, o fim do benefício vai afetar a arrecadação de estados e municípios e os pequenos comércios locais”, acrescentou.

STF
Uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2020, garantiu a prorrogação das medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia, mas não prorrogou o decreto que reconheceu o estado de calamidade pública nem o pagamento do auxílio-emergencial.

Na prática, com o fim do estado de calamidade, o governo volta a ficar submetido às imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo obrigado a cumprir metas de execução do orçamento e limites de endividamento e de gastos com pessoal, o que reduz sensivelmente os recursos disponíveis para financiar políticas de assistência social e ações emergenciais na saúde e no setor produtivo.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana