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Prevenção ao assédio inclui acolhimento psicológico, explica juíza em Roda de Conversa em Cáceres

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Servidores e servidoras do Judiciário de Mato Grosso que precisarem de apoio psicológico diante de uma situação de assédio moral ou assédio sexual no ambiente de trabalho poderão receber atendimento de um profissional de outro local. O esclarecimento foi da juíza Luciene Kelly Marciano Roos, da 3ª Vara Criminal de Pontes e Lacerda, que participou de uma Roda de Conversa no Fórum de Cáceres sobre tema do assédio moral e do assédio sexual, nesta quinta-feira (26).
 
O assunto vem sendo abordado em uma Semana de Enfrentamento realizada pelo Tribunal de Justiça, por meio da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do Primeiro e Segundo Graus, presidida pela desembargadora Maria Erotides Kneip.
 
“Normalmente, quem é vitima de um assédio ou discriminação fica em uma situação de vulnerabilidade, não necessariamente de hierarquia. Pode ser que ela não queira que aquele psicólogo da comarca que conhece a ela e ao seu assediador faça o atendimento. Então, ela pode, por meio do canal que é disponibilizado, solicitar atendimento de outro psicólogo”, explica a juíza Luciene, eleita em votação direta entre os magistrados da respectiva jurisdição para compor a Comissão.
 
Antes de Cáceres, o encontro foi realizado em Cuiabá, Sinop, Várzea Grande, e ainda ocorre em Barra do Bugres e Tangará da Serra. A juíza explicou aos participantes que, às vezes, é difícil concluir se uma situação configura assédio ou discriminação. Mas qualquer situação que enseje desconforto e que não seja pontual e sim reiterado, continuado, seja levada ao conhecimento da Comissão para que, junto de profissionais da psicologia, a situação seja avaliada e dado um encaminhamento.
 
“Além do apoio psicológico, a Justiça também conta com outros meios como os Círculos de Construção de paz, as constelações familiares e mediações. Estamos à disposição de todos os servidores, seja qual for o vínculo com o Tribunal, terceirizados e também estagiários, para que contem com a comissão”, afirmou.
 
O juiz 3ª Vara Criminal de Cáceres, José Eduardo Mariano, elogiou a iniciativa do Tribunal de levar o tema para a comarca e acredita eu a contribuição do debate será grande para cada servidor do local.
 
“Com o retorno das atividades presenciais, é importante que esse tema do assédio seja debatido. Condutas que, às vezes, podem ser praticadas no dia a dia sejam pautadas de acordo com um ambiente saudável, harmônico”, contou.
 
O trabalho preventivo foi destacado pela servidora Josane dos Santos Cunha que disse ficar surpreendida sobre a amplitude que o tema pode ter e garante que as reflexões a marcaram.
 
“Muitas pessoas não tem o conhecimento de tudo que foi passado. Para mim foi um aprendizado maravilhoso, tinha coisas que eu não sabia sobre o assédio moral. Às vezes a gente faz as brincadeiras com os colegas, sem o intuito de ofender, mas acabamos ofendendo. Foi muito produtivo, saí satisfeita”.
 
Estagiária de Direito, Franciely Batista de Oliveira, também aprovou a forma como o debate foi conduzido. Entre os pontos que disse ter aprendido ela destaca os limites da relação de trabalho.
 
“A palestra serviu, no meu ponto de vista, como uma prevenção no ambiente de trabalho, pensar, analisar se a minha fala ou conduta é assédio ou não, se estou no limite certo de como tratar meus colegas. É importante saber colocar limites na forma de falar, analisar melhor o que falar”, concluiu.
 
Também estiveram presentes no evento membros da Ordem dos Advogados do Brasil, Ministério Público, servidores e estagiários.
 
ParaTodosVerem: essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Primeira imagem: Foto colorida do auditório do Fórum de Cáceres onde ocorreu o evento.
Segunda imagem: Foto colorida da juíza Luciene Kelly Marciano Roos, da 3ª Vara Criminal de Pontes e Lacerda, sendo entrevistada.
Terceira imagem: Foto colorida do juiz José Eduardo Mariano, da 3ª Vara Criminal de Cáceres sendo entrevistado.
Quarta imagem: Foto colorida da servidora Cáceres Josane dos Santos Cunha sendo entrevistada.
 
Andhressa Barboza
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

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Acadêmicos de Direito visitam a sede do Tribunal de Justiça em aula de campo

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Aprimorar os conhecimentos e conhecer de perto o funcionamento do Tribunal de Justiça mato-grossense. Este foi objetivo da visita de estudantes do 4º ao 8º semestres do Curso de Direito da Faculdade Fasipe, de Cuiabá. O tour pela sede do Palácio da Justiça faz parte do Nosso Judiciário, projeto desenvolvido pelo Espaço Memória, para aproximar a Justiça estadual da sociedade.
 
A visita, considerada pela direção da Instituição de ensino Superior (IES) como aula de campo, foi elogiada pelo dirigente da Faculdade de Direito, professor Alex Fernandes Silva de Almeida, ao parabenizar o Judiciário por promover, por meio do projeto de visita, a inclusão, especialmente de pessoas que, com a conclusão do curso, passam a fazer parte do meio jurídico. “Essa visita técnica é magnifica”, frisou Alex Fernandes.
 
Na visão do coordenador do curso, professor Ronildo Medeiros Júnior, além de conhecer o prédio e alguns encaminhamentos da lida jurídica, os acadêmicos tiveram a oportunidade de acompanhar uma sessão de julgamento e ainda receberam informações sobre a evolução tecnológica colocada em prática pelo Judiciário para garantir mais agilidade nas ações e atos judiciais. “Excelente e de extrema importância para a formação desses futuros operadores do Direito”, destacou Ronildo Júnior.
 
Gabrielly Torturelli Barbosa e Pedro Lucas Figueiredo, alunos do 7º semestre, foram inânimes em pontuar a relevância da visita para a formação deles como futuros advogados. Os dois pretendem realizar o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Secional Mato Grosso no ano que vem para, depois dessa etapa, decidirem em qual área jurídica pretendem atuar, apesar de Pedro Lucas ter sinalizado que tem preferência pela criminal.
 
Depois de passar por vários ambientes do Tribunal de Justiça, a visita foi encerrada no Espaço Memória com a presença do juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, titular da 13ª Vara Criminal, da Comarca da Capital. Antes da fala do magistrado, o coordenador Judiciário do Tribunal, Bruno José Fernandes da Silva, explicou como é a movimentação de processos na segunda instância e a importância do Processo Judicial Eletrônico (PJe), habilidade com novas tecnologias e informática, proteção de dados, crimes cibernéticos e desafios da Justiça para o futuro.
 
Doutor Francisco Mendes Neto falou sobre a trajetória dele de 23 anos de magistratura, sendo 12 deles como juiz criminal na 13ª vara. “Meu pai foi juiz, desembargador e atuava na Câmara Criminal, então acho que herdei essa vontade”, brincou doutor Francisco. Em seguida, respondeu perguntas de estudantes. A visita contou ainda com a participação do professor Thiago Fiorenza de Souza.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Imagem em formato horizontal colorida no Espaço Memória, do Tribunal de Justiça. A sala tem o teto e paredes revestidas em madeira, com quadros e um crucifixo, cadeiras almofadada em vermelho. E ao fundo bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e do Judiciário. Os estudantes e os três professores, vestidos de ternos pretos, acompanham a fala do juiz Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, titular da 13ª Vara Criminal, que está de camisa polo da cor amarela e calça preta.
 
 
Álvaro Marinho/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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