POLÍTICA NACIONAL

“Presidente não tem diálogo com os governadores”, diz Witzel

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Wilson Witzel na CPI
Divulgação/Agência Senado/Jefferson Rudy

Wilson Witzel na CPI

Em entrevista coletiva, após deixar a sessão da CPI da Covid no Senado nesta quarta-feira (16) , o ex-governador  Wilson Witzel (PSC) afirmou que decidiu sair da oitiva a partir do momento em que ela se tornou uma “sessão de xingamentos” e voltou a mencionar a existência de uma “perseguição política” contra os governadores.

“Na medida em que começam as ofensas da forma como o senador se dirigiu a mim, de forma leviana, até mesmo chula, infelizmente eu não posso continuar. Estou aqui para ser respeitado e respeitar. Até o momento que nós estávamos conduzindo de forma civilizada, eu continuei. A partir do momento que ela se tornou uma sessão de xingamentos, como tem acontecido nas redes sociais, eu e os advogados entendemos que seria melhor encerrar, porque o que tinha que ser falado, já foi falado, dali para frente, as afirmações ofensivas são desnecessárias”, declarou Witzel.

O ex-governador também disse que requisitou à cúpula da Comissão uma sessão em segredo de justiça para que ele possa dizer o que não conseguiu em seu depoimento de hoje. Witzel também afirmou querer se aprofundar nos fatos que envolvem “aqueles que estão por trás” de seu impeachment. “Então, aguardo agora mais um convite para que eu possa colaborar com a CPI”.

Na ocasião, Witzel voltou a mencionar uma “perseguição” aos governadores que não estão ligados ao governo federal, tema destacado por ele durante seu depoimento nesta quarta, e que não há diálogo com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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Ele disse, ainda, que teria começado a ser “perseguido” por ter pedido a investigação “sem parcialidade do caso Marielle Franco”, vereadora assassinada em março de 2018.

Assista:


“A CPI pode esclarecer isso para que nós tenhamos definitivamente a verdade que os governadores foram perseguidos e são perseguidos. Nós não temos essa responsabilidade que o governo federal quer nos imputar, e que o verdadeiro responsável, a nação reconheça, porque ele tem nome endereço, sabe muito bem o que está fazendo, e as declarações são as piores possíveis”, concluiu.

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POLÍTICA NACIONAL

Projeto torna obrigatório incluir dados sobre eficácia e procedência em embalagem de genéricos

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Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados
Breves comunicações. Dep. Glaustin da Fokus (PSC - GO)
Glaustin da Fokus: a medida vai dificultar a venda de remédios falsos

O Projeto de Lei 1935/21 torna obrigatória a impressão de um código de resposta rápida (QR Code, na sigla em inglês) nas embalagens de medicamentos genéricos a fim de que o consumidor tenha acesso a informações sobre eficácia e procedência desses produtos. O texto tramita na Câmara dos Deputados e altera o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo a proposta, o QR Code deverá revelar, por exemplo, dados dos testes de equivalência farmacêutica, que mostram a eficiência do genérico em comparação com o medicamento de referência. O consumidor também deverá ter acesso a dados do perfil de dissolução e dos lotes de matéria-prima dos princípios ativos usados na fabricação do medicamento genérico.

Autor da proposta, o deputado Glaustin da Fokus (PSC-GO) lembra que a Lei 9.787/90 e a Resolução 31/10 definiram diversos critérios para que os medicamentos genéricos mantivessem o mesmo padrão de qualidade dos medicamentos de referência. O deputado, entretanto, argumenta que a falta de comprometimento de alguns laboratórios, associada a uma fiscalização insuficiente, tem tornado perigoso o consumo de genéricos.

“Tanto que vários testes particulares realizados e divulgados pela imprensa demonstraram que inúmeros laboratórios, bem como uma quantidade razoável de remédios, não guardavam compatibilidade com as exigências estabelecidas”, diz o parlamentar.

Ele acredita que as informações mostradas por meio do Código QR poderão auxiliar os consumidores no momento da compra e também contribuir para dificultar a disseminação de remédios falsificados no mercado.

Tramitação
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza 

Edição – Pierre Triboli

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