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Presidente Jair Bolsonaro chega a Eldorado para velório da mãe

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O presidente da República Jair Bolsonaro desembarcou no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, no início da tarde de hoje (21) e embarcou em helicóptero para a cidade de Eldorado, no interior do estado paulista, onde vai acompanhar o velório e sepultamento da mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, que faleceu nesta madrugada

O helicóptero pousou em Eldorado por volta das 15h20. Ao desembarcar, o presidente seguiu de carro para o local do velório, acompanhado da esposa, Michelle Bolsonaro, e do filho Flávio Bolsonaro. O enterro está marcado para as 17h de hoje no cemitério local.

Bolsonaro estava em compromisso oficial no Suriname, de onde partiria para a Guiana. Ao saber da morte da mãe, ele cancelou seus compromissos e retornou ao Brasil. 

Nas redes sociais, o presidente postou vídeo de seu último encontro com a mãe, em que ele segurava suas mãos e ela gargalhava. Flávio Bolsonaro também postou um vídeo com fotos da avó e fez um agradecimento. “Vó, olhe por nós aí junto de Deus. Muito obrigado por tudo”, escreveu.

A mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bonturi Bolsonaro, morreu na madrugada de hoje. Ela estava com 94 anos e morava em Eldorado, no interior de São Paulo. A causa da morte não foi informada.

O prefeito da Estância Turística de Eldorado, Dinoel Pedroso Rocha, decretou luto oficial e lamentou a morte da mãe do presidente. “Neste momento, nos unimos a todos os amigos e familiares, manifestando nossa solidariedade. Rogamos a Deus, que na sua infinita bondade e misericórdia conforte a todos neste momento de dor e saudade”, escreveu.

A Câmara Municipal de Eldorado também se solidarizou com a família Bolsonaro. “Nossa solidariedade e pêsames a todos os familiares e amigos. Que Deus a receba de braços abertos em sua infinita misericórdia e bondade, confortando a todos neste momento de despedida”, diz a nota.

mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bonturi Bolsonaro mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bonturi Bolsonaro

Mãe do presidente Jair Bolsonaro, Olinda Bonturi Bolsonaro – Reprodução Facebook/Jair Bolsonaro

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

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MPF instaura procedimento cível sobre morte após abordagem da PRF

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou nesta sexta-feira (27) mais um procedimento relacionado à morte de Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, em Umbaúba (SE). Segundo a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), diante das notícias de que a vítima sofria de esquizofrenia e fazia uso de medicamentos controlados, a procuradoria vai acompanhar a apuração do suposto crime na esfera cível para verificar as violações aos direitos dos cidadãos e, em especial, aos direitos das pessoas com deficiência.

A procuradoria informou que vai fazer contato com a família da vítima e agendar reunião com a Superintendência da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Sergipe “a fim de tratar sobre as medidas já tomadas, bem como sobre informações acerca da existência de protocolo de abordagem a pessoas com deficiência no âmbito da PRF”.

Ontem, um procedimento criminal foi instaurado pelo MPF para acompanhar as investigações sobre a eventual responsabilidade dos policiais pela morte de Genivaldo. 

Genivaldo morreu após abordagem de policiais rodoviários federais. Imagens veiculadas na internet mostram a vítima presa dentro de uma viatura esfumaçada. As suspeitas são de que a fumaça era um gás disparado pelos policiais. O Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe identificou de forma preliminar que a vítima teve como causa da morte insuficiência aguda secundária a asfixia.

A procuradoria solicita que pessoas que presenciaram a ação policial e gravaram vídeos entrem em contato com a PRDC via email . Os vídeos serão utilizados nas investigações do MPF.

Repercussão 

Em nota, a organização Human Rights Watch (HRW) afirmou que o Ministério Público Federal deveria investigar “a motivação pela qual Genivaldo foi detido e as circunstâncias de sua morte, incluindo possíveis indícios de tortura”. “Também deveria verificar se a Polícia Rodoviária Federal possui protocolos e treinamento adequados para a abordagem de pessoas com deficiências psicossociais”, diz a HRW.

 A Oxfam Brasil afirmou que o crime não gerou ações imediatas. “Além da crueldade e vileza com que as populações negras são tratadas pelos agentes policiais, chama a atenção que tais fatos não tenham gerado ações imediatas e duras por parte de governadores e chefes das polícias”.

A ONU Direitos Humanos na América do Sul cobrou uma “investigação célere e completa” da morte. “É fundamental que as investigações iniciadas pela Polícia Federal e o Ministério Público cumpram com as normas internacionais de direitos humanos e que os agentes responsáveis sejam levados à Justiça, garantindo reparação aos familiares da vítima”, diz Jan Jarab, chefe regional da ONU Direitos Humanos.

Investigações

Em nota enviada à Agência Brasil, a Polícia Federal informou que investigará “as circunstâncias da morte” e que diligências foram iniciadas para esclarecer “o mais breve possível” o ocorrido.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse, também em nota, que está comprometida com “a apuração inequívoca das circunstâncias relativas à ocorrência no estado de Sergipe, colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação”. A PRF instaurou processo disciplinar para elucidar os fatos e os agentes envolvidos foram afastados das atividades de policiamento.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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