POLÍTICA NACIONAL

Presidente do TSE diz que nunca houve fraude na votação eletrônica

Publicado


.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, reafirmou hoje (28) que jamais foi constatada qualquer fraude nas eleições realizadas por meio de votação na urna eletrônica. A declaração foi dada após a divulgação do resultado do teste público de segurança do equipamento. 

De acordo com o tribunal, dos 13 planos de ataque feitos pelas entidades que participaram dos testes, apenas dois conseguiram obter sucesso parcial. Peritos da Polícia Federal (PF) conseguiram romper uma das diversas barreiras de proteção, mas não conseguiram alterar os dados de eleitores e de candidatos. Dessa forma, foi confirmada a inviolabilidade dos dados principais, disse o TSE. 

Para o presidente do TSE, a sociedade pode ter certeza que o candidato mais votado nas urnas foi legitimamente escolhido pelos eleitores. Barroso lembrou que no tempo da votação manual eram registradas muitas fraudes. Mas nunca foi registrada nenhuma irregularidade com a votação eletrônica, disse o ministro.

“A votação por meio da urnas eletrônicas, que já vigora no Brasil há mais de duas décadas, já passou por diversas auditorias nos últimos anos, e jamais foi constatada qualquer fraude. Tudo que é humano está sujeito à aperfeiçoamento, mas nunca se documentou nenhum tipo de fraude relevante que pudesse comprometer o resultado das eleições”, disse. 

Hoje (28), o TSE anunciou a ampliação da votação nas eleições municipais deste ano, cujo primeiro turno está marcado para 15 de novembro. As urnas serão abertas mais cedo e ficarão aptas a receber votos das 7h às 17h, sempre no horário local.

Edição: Fernando Fraga

Comentários Facebook
publicidade

POLÍTICA NACIONAL

5 candidatos a prefeito em SP concentram 89% das arrecadações das campanhas

Publicado


source
Montagem com Bruno Covas, Jilmar Tatto, Guilherme Boulos, Joice Hasselmann e Celso Russomanno um ao lado do outro
Arte iG

Candidatos que mais arrecadaram em São Paulo têm R$ 12,5 milhões para gastar em suas campanhas

Dos 14 candidatos à Prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2020, cinco deles concentram 89,5% do total de arrecadações de todas as campanhas para assumir o cargo de líder do Executivo na capital paulista. Somando o valor arrecadado por todos os pleiteantes, o montante chega R$ 18,3 milhões. Desse total, 16,3 milhões estão concentrados entre os cinco que mais arrecadaram.

O levantamento foi feito com base nas informações declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos próprios candidatos até esta segunda-feira (19), portanto esse valor ainda pode mudar até que a prestação de contas consolidadas seja enviada à Justiça Eleitoral após o fim das eleições.

Os montantes arrecadados correspondem ao dinheiro repassado aos candidatos pelos diretórios de seus respectivos partidos e às doações diretas feitas por pessoas físicas. Desde o pleito de 2016, empresas não podem mais fazer doações a campanhas.

O candidato Bruno Covas (PSDB), que é o atual prefeito e disputa a reeleição, é o que mais tem dinheiro para usar em sua campanha. O valor arrecadado pelo tucano até agora foi de R$ 7,5 milhões. No caso dele, a maior parte veio dos repasses feitos pelo PSDB (R$ 5 milhões) e pelo Podemos (R$ 2 milhões), que faz parte da coligação da chapa.

Covas ainda recebeu doação de José Roberto Lamacchia, que é dono da Crefisa e contribuiu com R$ 200 mil. Também contribuíram com a campanha os empresários José Ricardo Rezek e David Joseph Safra, filho banqueiro Joseph Safra. Ambos doaram R$ 100 mil e R$ 75 mil, respectivamente, à campanha do candidato do PSDB.

Em segundo lugar na lista de campanhas aparece Jilmar Tatto (PT), com uma quantia declarada de R$ 4,4 milhões. O petista, porém, conta só com uma fonte de arrecadação, que foi o repasse feito pelo PT. Tatto é seguido por Joice Hasselmann (PSL), que também só tem R$ 2 milhões doados pelo diretório nacional do PSL.

Em quarto lugar aparece  Guilherme Boulos (PSOL). O líder do Movimento do Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tem R$ 1,2 milhão à seu dispor para usar na campanha. A maior parte desse dinheiro – R$ 953 mil (74,2%) – foi repassado pelo PSOL.

Atrás dele vem Andrea Matarazzo (PSD), que teve repasse de R$ 1,05 milhão do PSD e mais duas doações de pessoas físicas nos valores de R$ 25 mil e R$ 10 mil. A soma dos valores dá R$ 1,08 milhão.

A lista segue com os candidatos Marina Helou  (Rede), que arrecadou R$ 575 mil,  Celso Russomanno  (Republicanos), com R$ 500 mil, Orlando Silva  (PCdoB), com R$ 423 mil, Arthur do Val  (Patriota), com R$ 326 mil,  Vera Lúcia  (PSTU), com 52 mil, e Filipe Sabará (Novo), com R$ 16 mil. Márcio França (PSB), Antônio Carlos Silva (PCO) e Levy Fidelix (PRTB) não declararam nenhuma arrecadação.

Líderes do crowdfunding

Embora tenham menos recursos, se forem desconsiderados os repasses feitos pelos partidos, Guilherme Boulos e Arthur do Val são os candidatos que mais tiveram arrecadação, já que ambos fizeram campanhas de financiamento coletivo.

O candidato do PSOL fez uma campanha que rendeu a ele uma quantia de R$ 312,7 mil, o que corresponde a 24% do que ele tem para gastar nas eleições. Já Arthur, que abre mão de usar dinheiro público para sua divulgação, conseguiu arrecadar R$ 161,7 mil através dessa mesma fonte de renda.

Em quantidade de doações individuais diretas, no entanto, o candidato do Patriota fica na frente. O número de doadores a ele foi de 285. Entre eles está o empresário José Salim Mattar Júnior, que é fundador da Localiza e doou uma quantia de R$ 25 mil a Arthur. Boulos teve a doação direta de cinco pessoas.

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana