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Presidente do STJ participa de evento do CNJ para promover Justiça itinerante no Brasil

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O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho da Justiça Federal (CJF), ministro Humberto Martins, participou nesta segunda-feira (23) da abertura do webinário Justiça Itinerante, evento organizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de promover iniciativas dos tribunais para levar a jurisdição aos pontos mais remotos do país.

“A Justiça Itinerante permite a presença do Estado-Juiz em locais geograficamente distantes dos fóruns e de difícil acesso para os jurisdicionados, e torna possível a implementação de um novo modelo de prestação jurisdicional que viabiliza sobremodo o acesso à Justiça, principalmente aos hipossuficientes e mais vulneráveis”, afirmou o ministro.​​​​​​​​​

Humberto Martins elogiou esforços do CNJ para levar Judiciário para as áreas mais remotas do país.​ | Foto: Lucas Pricken

Martins lembrou que, na condição de corregedor nacional de Justiça, editou em 2019 a Recomendação 37, incentivando a instalação e a implementação da Justiça Itinerante nos Tribunais Regionais Federais, Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal.

“É inquestionável que a Justiça Itinerante promove um real encontro e a aproximação entre a Magistratura e todos os jurisdicionados. É nosso dever e nossa missão trazer à luz os invisíveis e vulneráveis, possibilitando a eles o acesso às políticas públicas e a redução das desigualdades”, afirmou o presidente do STJ.

Aproximação do Judiciário ao cidadão

Para o secretário-geral do CNJ, Valter Shuenquener, a Justiça Itinerante fortalece a ideia defendida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Luiz Fux, de aproximação do Judiciário ao cidadão.

“Serão discutidos temas caros ao CNJ neste papel fundamental de levar o Judiciário aos locais mais remotos do país”, comentou Shuenquener.

Participaram do webinário os conselheiros do CNJ Vieira de Mello Filho e Giovanni Olsson, bem como a juíza Carolina Nerbass e representantes de diversos tribunais para apresentar exemplos de projetos desenvolvidos com foco na Justiça Itinerante.

Fonte: STJ

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JURÍDICO

Fepam apresenta Plano de Zoneamento do Rio Jacuí

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Uma equipe de servidores da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luis Roessler (Fepam) esteve nesta manhã (29/6) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) para expor à juíza Clarides Rahmeier, responsável pela ação civil pública que trata dos danos ambientais ao Rio Jacuí, o Plano de Zoneamento Ecológico-Econômico elaborado pelo órgão, que foi determinado em sentença.

A coordenadora da Divisão de Planejamento Ambiental da Fepam, Cláudia Bos Wolff, apresentou o documento técnico, que consiste na elaboração de diversos estudos, incluindo diagnósticos do meio físico, biológico e social. Desde 2018, a fundação, com o auxílio de uma consultoria ambiental contratada, vem pesquisando as condições ambientais da bacia hidrográfica. 

Durante esse período, os técnicos fizeram um diagnóstico do rio, com detalhamento técnico, analisando o ecossistema aquático e terrestre, o perfil geológico, a qualidade da água e dos sedimentos, a erosão das margens, identificando pontos e trechos mais sensíveis. Também foi pesquisada a estrutura econômica e a organização social em volta do rio, apontando áreas de restrição e diretrizes a serem seguidas a partir deste estudo, entre elas a avaliação específica da atividade de mineração de areia.

Segundo a magistrada, a realização de zoneamento é uma ferramenta de proteção da natureza. Ela elogiou o trabalho, dizendo que este deve ser o papel dos órgãos ambientais, o de conhecer o próprio território. “A Fepam ser a realizadora deste diagnóstico, apropriando-se do conhecimento da área, sem que isto seja sempre algo que parta do empreendedor, nos dá segurança social”, afirmou Clarides. 

A magistrada convidou os técnicos para apresentarem novamente o documento no próximo Fórum Interinstitucional Ambiental, promovido pelo Sistema de Conciliação do TRF4, que ocorrerá dia 19 de julho. Clarides enfatizou que o MPF estará presente, assim como outros órgãos interessados na questão ambiental, sendo importante a divulgação deste trabalho.

Entenda o caso

A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em 2006 contra a Fepam, o Departamento Nacional de Produção Mineral, e as empresas de mineração Smarja – Sociedade dos Mineradores de Areia do Rio Jacuí, Somar- Sociedade Mineradora, e Aro Mineração. Conforme o MPF, estaria ocorrendo mineração criminosa junto às costas, agressões às ilhas e destruição da mata ciliar nos trechos em que operam as empresas, com desídia dos órgãos ambientais.

Em maio do ano passado, foi proferida sentença condenado a Fepam a elaborar o zoneamento ecológico-econômico para a atividade de mineração de areia nos cursos médio e baixo do Rio Jacuí, apurar no prazo de dois anos os danos ambientais ocorridos no passado, revisar as licenças de operação de extração de areia do médio e baixo curso do Rio Jacuí vigentes entre a data do ajuizamento da ação civil pública (2/8/2006) e a revisão das mesmas licenças, conforme determinado na decisão em audiência ocorrida em 12/7/2013, e a adotar as providências necessárias para reparação ambiental. 

O Rio Jacuí nasce entre os municípios de Passo Fundo e Mato Castelhano, tem cerca de 800 quilômetros e banha a parte central do território gaúcho, desaguando no Delta do Jacuí, a partir do qual se forma o Lago Guaíba. Esse estudo cumpre a primeira fase da sentença. Agora, a Fepam deve começar a revisar a situação dos mineradores.

Participaram da reunião os servidores da Fepam Clebes Brum Pinheiro, biólogo; Glaucus Biasetto Ribeiro, geólogo;  Luciana Petry Anele, arquiteta urbanista; Rafael Fernandes e Silva, engenheiro geólogo; Rejane Valdameri, geógrafa; Letícia Fernandes, advogada. Também esteve presente a diretora de secretaria da 9ª Vara Federal de Porto Alegre, Gesiana Locatelli.

5026100-41.2013.4.04.7100/JFRS

Fonte: TRF4

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