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Presidente das Filipinas assume responsabilidade por penas de morte por tráfico

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Dondi Tawatao/Getty Images

Milhares de pessoas foram mortas nas Filipinas durante campanha contra as drogas


O presidente das Filipinas , Rodrigo Duterte, disse não ter problemas em ser responsabilizado pelos milhares de assassinatos  na guerra contra as drogas de seu governo, acrescentando que está pronto para enfrentar acusações que podem levá-lo à prisão , embora não por crimes contra a humanidade.


Os comentários do presidente na televisão na noite desta segunda-feira (19) estavam entre seu reconhecimento mais claro das perspectivas de que ele poderia enfrentar um dilúvio de acusações criminais pela campanha sangrenta que lançou após assumir o cargo em meados de 2016.

A morte de quase 6 mil suspeitos de tráficos de drogas foi relatada pela polícia, mas os defensores dos direitos humanos suspeitam que o número de mortos seja muito maior .

“Se houver matança, estou dizendo que sou eu… Você pode me responsabilizar por qualquer coisa, qualquer morte que tenha ocorrido na execução da guerra às drogas”, disse Duterte. “Leve-me ao tribunal para ser preso . Tudo bem, não tenho nenhum problema. Se eu servir meu país indo para a cadeia, irei com prazer.”

1,6 milhão de viciados em drogas nas Filipinas, disse Duterte, citando estatísticas de uma agência antinarcóticos. O número é muito menor do que os 4 milhões de viciados que ele citou à polícia no início de sua presidência para justificar sua repressão.

A polícia informou que pelo menos 5.856 suspeitos de delitos de drogas foram mortos em buscas e mais de 256 mil outros presos desde o início da repressão. Grupos de direitos humanos acusaram as autoridades de notificar consideravelmente as mortes.

Duterte disse que as mortes por drogas que não aconteceram durante as operações policiais não devem ser atribuídas a ele , acrescentando que elas podem ter sido desencadeadas por rivalidades entre gangues ou acerto de contas.

Pelo menos duas queixas por crimes contra a humanidade e assassinato em massa em conexão com a campanha de Duterte estão sendo analisadas por um promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI), que irá determinar se há evidências suficientes para abrir uma investigação completa.

Fonte: IG Mundo

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Sete trabalhadores são resgatados em condição de escravidão na Aeronáutica

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Funcionários foram resgatados em condição de escravidão em Anápolis
Folhapress/Reprodução

Funcionários foram resgatados em condição de escravidão em Anápolis

Sete trabalhadores responsáveis pela construção de um hangar de uma da Aeronáutica em Anápolis (GO) foram resgatados em condições análogas à escravidão por grupo que inclui auditores fiscais do trabalho e MPT (Ministério Público do Trabalho). As informações são da Folhapress .

Os operários atuavam para uma empreiteira contratada pela Força Aérea para erguer uma estrutura metálica na Base Aérea de Anápolis (GO), a 150 quilômetros de Brasília.

Os trabalhadores moravam em um alojamento que fica a quatro quilômetros da base aérea. Eles faziam o serviço diariamente, inclusive aos sábados, domingos e feriados com frequência.

Na casa onde foram instalados, os auditores fiscais e procuradores do trabalho encontraram falta de condições mínimas de acomodação e de higiene, além da falta de comida.

Os documentos da fiscalização feita registram que os operários, levados de outros estados para a cidade em Goiás, tiveram de recorrer à fritura de formigas tanajuras para matar a fome.

O MPT (Ministério Público do Trabalho) ajuizou uma ação na Justiça do Trabalho pedindo a rescisão de contratos e o pagamento das verbas rescisórias, em caráter liminar (decisão provisória).

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