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Cuiabá

Prefeitura e Energisa alinham medidas para aprimorar manejo arbóreo e organização da rede elétrica

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A Prefeitura de Cuiabá realizou uma reunião institucional com representantes da Energisa para discutir e aperfeiçoar os procedimentos adotados nas podas de árvores realizadas próximas à rede de distribuição de energia elétrica. O encontro ocorreu no gabinete do prefeito Abilio Brunini e reuniu gestores municipais das áreas de meio ambiente, serviços urbanos, economia, ordem pública e comunicação, no dia 24 de junho.

Participaram da reunião o prefeito Abilio Brunini, a secretária municipal de Meio Ambiente, Lise Bokorni, a secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, o diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, o secretário de Economia, Marcelo Bussiki, a secretária de Comunicação, Ana Karla Costa, além de representantes técnicos da Energisa.

A agenda foi solicitada pela Prefeitura com o objetivo de compreender os protocolos utilizados pela concessionária nas intervenções que envolvem o manejo de árvores em áreas urbanas. O tema vem sendo acompanhado pela administração municipal em razão de questionamentos apresentados pela população sobre serviços executados na capital.

Durante a reunião, a Energisa informou que realiza mais de mil podas por dia em todo o estado como parte das ações preventivas voltadas à manutenção da rede elétrica e à garantia da continuidade do fornecimento de energia. A empresa destacou que eventuais ocorrências que geram questionamentos não representam o padrão dos serviços executados e informou que tem investido continuamente na capacitação das equipes responsáveis pelas intervenções.

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O prefeito Abilio Brunini reforçou a importância de que as ações sejam executadas de forma planejada, transparente e alinhada aos princípios de preservação ambiental. Segundo ele, a população muitas vezes associa as podas à atuação do Município, o que torna necessária uma atuação integrada entre os órgãos públicos e a concessionária para assegurar que os procedimentos ocorram dentro dos critérios técnicos adequados.

Abilio também defendeu que os serviços de poda sejam acompanhados do imediato reordenamento da fiação nos locais atendidos. Conforme alinhado durante a reunião, a Prefeitura passará a adotar critérios mais rigorosos para autorização e acompanhamento das intervenções, buscando garantir não apenas a segurança da rede elétrica, mas também a organização urbana e a preservação da arborização da cidade.

“O desenvolvimento da cidade precisa caminhar junto com a preservação ambiental. Cuiabá possui um patrimônio arbóreo importante, que contribui diretamente para a qualidade de vida da população. Nosso objetivo é assegurar que toda intervenção necessária seja realizada com responsabilidade, planejamento e respeito ao meio ambiente”, destacou o prefeito.

Ao final do encontro, Prefeitura e Energisa definiram o fortalecimento da cooperação técnica entre as instituições, com análise de novas técnicas de manejo arbóreo em áreas de rede elétrica, ampliação da fiscalização e aperfeiçoamento dos fluxos de autorização dos serviços. A iniciativa busca reduzir impactos ambientais, aumentar a eficiência operacional das intervenções e oferecer mais segurança, organização e transparência à população cuiabana.

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Cuiabá

Operação da PC mira grupo cobrava R$ 150 mil para anular condenações

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A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (25.06) a Operação Falsa Vantagem para apurar um suposto esquema de venda de influência dentro do sistema de Justiça de Mato Grosso.

Cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Cuiabá contra investigados suspeitos de prometer benefícios judiciais em troca de pagamentos que chegariam a R$ 150 mil.

Entre os alvos estão um advogado, bacharéis em Direito, um policial penal e uma servidora da Justiça. Os nomes não foram divulgados. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias do Polo de Cuiabá, a partir de investigação conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco).

Segundo a Polícia Civil, o grupo é suspeito de abordar familiares de pessoas condenadas pela Justiça oferecendo uma solução aparentemente simples para processos já julgados: a anulação da pena. Para convencer as vítimas, os investigados afirmavam possuir influência sobre uma servidora responsável por atos judiciais e cobravam altas quantias em dinheiro vivo para garantir o suposto benefício.

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As investigações apontam que uma das vítimas teria desembolsado R$ 150 mil após receber a promessa de que a condenação seria revertida. No entanto, o resultado obtido foi apenas uma redução da pena, sem qualquer anulação da sentença. A frustração com o desfecho levou o beneficiário a exigir a devolução dos valores pagos, fato que passou a integrar a apuração policial.

A suspeita é de que a exigência de pagamento em espécie tivesse o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro e ocultar a movimentação financeira do grupo. Agora, os investigadores tentam identificar o destino dos recursos e verificar se houve participação de outros envolvidos no suposto esquema.

Os mandados cumpridos nesta fase buscam apreender celulares, computadores, documentos, registros financeiros e outros materiais que possam esclarecer como a organização atuava. A Polícia Civil também investiga há quanto tempo o grupo operava, se existem outras vítimas e qual era o papel de cada investigado.

O caso reacende as preocupações sobre a atuação de intermediários que exploram a expectativa de familiares de presos e condenados com promessas de influência sobre decisões judiciais. Em operações anteriores, a Polícia Civil já havia identificado grupos que se apresentavam como pessoas com trânsito junto a magistrados e servidores para obter vantagens financeiras sem possuir efetivo poder de interferência nos processos.

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Os investigados poderão responder por crimes como exploração de prestígio, estelionato, extorsão, corrupção e organização criminosa. As investigações seguem em andamento.

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