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Poupança tem pior rendimento em três décadas no último ano

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Queda na rentabilidade da caderneta de poupança é a maior desde 1991
Maria Clara Matturo

Queda na rentabilidade da caderneta de poupança é a maior desde 1991

Investimento querido pela população, a poupança apresentou o pior índice de rendimento em 31 anos, segundo um levantamento feito pela Economática. No ano passado, a caderneta apresentou rendimento negativo em 6,37%, ou seja, a cada R$ 1.000 depositados, o investidor perdia R$ 63,70.

Esse é o pior valor desde 1990, quando foi registrado resultado negativo de 22,44%. O investimento também apresentou negatividade pelo terceiro ano consecutivo. Desde 2019, a poupança vem perdendo força em relação à inflação, que atingiu 10,06% em 2021.

Os dados mostram, no entanto, que a poupança apresentou rentabilidade maior que investimentos na Bolsa de Valores. As sucessivas quedas do índice Ibovespa após precauções do mercado financeiro fez com que o investimento fechasse o ano com – 19,98%.

Já o CDI, que tem se destacado nos últimos anos por sua rentabilidade, encerrou 2021 com rentabilidade negativa de 5,12%. Especialistas acreditam que o avanço da pandemia de Covid-19, principal no começo do último ano, provocou receio em investidores e, consequentemente, queda na rentabilidade dos investimentos.

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CMN simplifica abertura de contas em dólares por governos locais

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Órgãos e empresas estatais dos estados, do Distrito Federal e dos municípios poderão abrir contas em moeda estrangeira para receberem empréstimos de organismos internacionais, decidiu hoje (27) o Conselho Monetário Nacional (CMN). A resolução entra em vigor imediatamente.

Segundo o Banco Central (BC), a medida tornará mais eficiente o processo de autorização de operações de crédito externas. Os empréstimos da União, dos estados e dos municípios com organismos internacionais são analisados e autorizados pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) do Ministério da Economia.

O CMN também autorizou a constituição, a partir de 2 de março, de contas em moeda estrangeira para que fundos de provisionamento depositem garantias para o descomissionamento (desinstalação) de plataformas de petróleo e de gás natural em contratos firmados com a União. Essas garantias têm como objetivo cobrir eventuais riscos no processo de desativação das estruturas.

De acordo com o BC, a abertura de conta em moeda estrangeira reduz o risco cambial (alta repentina do dólar) e reduz o custo financeiro. Isso porque as garantias estão atreladas a bens e a serviços com preços definidos internacionalmente. Em julho de 2020, a Petrobras iniciou o descomissionamento de plataformas antigas.

O Banco Central esclareceu que essas medidas não têm relação com a nova lei cambial, sancionada em 29 de dezembro do ano passado e que só entrará em vigor em 30 de dezembro deste ano. As flexibilizações, informou o órgão, dizem respeito apenas a contas vinculadas a finalidades específicas, que não estão disponíveis para o cidadão.

Edição: Claudia Felczak

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