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Pós-greve

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Faz alguns dias que terminou a greve geral dos servidores públicos no estado de Mato Grosso. Durou dois meses. É muito tempo pra uma paralisação geral dos serviços públicos. Do ponto de vista do servidor é natural exercer o seu direito de greve.

 

Mas para os cidadãos que pagam impostos e a arcam com a folha de pagamentos, depender dos serviços públicos paralisados vira um tormento. Só o setor da pecuária e dos frigoríficos perdeu perto de R$ 1 bilhão por conta de não poder mobilizar rebanhos e vender a carne.

 

O saldo da longa greve deixou lições. Pela ordem: para o governo, que aprendeu a movimentar técnicas de conversas, diálogo e negociações. A princípio pensou-se que bastaria o governo se posicionar que bastaria. Não bastou. Experimentou sucessivas fórmulas até perceber que sozinho não superava o impasse.

 

O Poder Legislativo entrou no processo e também teve que aprender porque há muitos anos deixou de ser uma casa efetivamente política capaz de conduzir negociações. Também aprendeu debaixo da pressão dos sindicatos.

 

Os servidores radicalizaram até o enfrentamento na Assembléia Legislativa, onde negociações foram aos poucos construídas debaixo de vaias, de protestos e de acaloradas discussões. A cada encontro os deputados tinham que ir ao governo negociar os encaminhamentos e ambos aprendiam outra linguagem mais institucional há muito perdida.

 

Mas os servidores perceberam que fazer e manter greve é mais complicado do que parecia no começo quando a questão era apenas pretender a reposição de 11,28% da RGA. Manter a greve, as discussões, receber propostas, discuti-las e formular propostas é uma experiência que eles também não tinham. No final teve ganhos e teve perdas.

 

O governo perdeu parte e ganhou parte. A Assembléia ganhou parte e perdeu parte. Os servidores ganharam parte e perderam parte. Quem perdeu 100 por cento foi a sociedade que ficou privada de serviços públicos por 60 dias.

 

A economia e os cidadãos se viram desamparados diante da burocracia infernal exigida para os negócios e para ações pessoais. Por outro lado o risco é os servidores encamparem a idéia de que a greve resolve antes de conversar. A sociedade está ficando muito intolerante. No futuro todos os atores precisam refletir muito mais em suas negociações antes de radicalizarem.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – www.onofreribeiro.com.br

 

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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