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Por falta de higiene mais de mil homens têm o pênis amputado todos os anos no Brasil

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Zico fez a campanha publicitária para Sociedade Brasileira de Urologia (SBU)

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Domingo (21.11) falamos aqui sobre os problemas relacionados à vagina, então hoje vamos tratar da saúde do homem, afinal estamos dentro do “novembro azul”. Por preconceito ou medo de ir ao médico, os problemas que afetam a saúde masculina são muito mais graves que os da mulher. Geralmente quando um homem tem um diagnóstico de uma doença relacionada a seu sistema reprodutor/sexual ela já está em estado avançado o que dificulta o tratamento e tem consequências graves.

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Doença é a maior causa de morte entre 1 e 9 anos por diagnósticos errados

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) entre 2019 e 2020, houve 6 mil diagnósticos de câncer de pênis no Brasil, 1.092 homens tiveram o membro amputado por buscarem tratamento somente em estágio avançado e 458 morreram. A situação foi agravada pela pandemia. Houve uma queda de cerca de 70% no número de homens que procuraram um médico.

Embora evitável, o câncer de pênis é um problema que acomete milhares de homens todos os anos e quanto mais tarde se busca tratamento menor a chance de cura do paciente.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) alerta que pessoas acima de 50 anos, são muito mais suscetíveis ao desenvolvimento de tumores penianos, principalmente pela falta de higiene correta. Considerado o tipo de câncer que se evita com água e sabão, o câncer peniano representa apenas 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, mas tem impacto muito forte na qualidade de vida dos pacientes.

“Apesar da relativa baixa incidência quando comparado a outros tumores urológicos e não urológicos, seu impacto é enorme, por poder acometer homens ainda jovens, com consequências físicas e psíquicas por vezes dramáticas e perenes”, alerta Karin Anzolch, membro do Departamento de Comunicação da SBU e vice-presidente da SBU-RS.

Na maioria dos casos, a doença é uma decorrência da fimose, que impossibilita a retração da pele que cobre a glande. Essa dificuldade faz com que haja acúmulo de uma secreção branca e pastosa, que o próprio corpo produz para lubrificar o pênis, mas que precisa ser limpa diariamente no banho. O excesso desta secreção cria o ambiente propício para que fungos e bactérias se instalem, causando infecções. Se não houver tratamento correto, há chances do quadro evoluir para uma ferida avermelhada na glande que não cicatriza. Em outros surge um pequeno nódulo na glande, no prepúcio ou no corpo do pênis.

OBSERVE

  • Alteração da pele na região do pênis: manchas marrom-azuladas,
  • mudanças na cor e na textura, que fica mais grossa;
  • Feridas avermelhadas que não se cicatrizam;
  • Secreções malcheirosas;
  • Nódulos no pênis ou na virilha ou verrugas no pênis;
  • Corrimento com mau cheiro que sai pela uretra;
  • Sangramento pelo pênis;
  • Inchaço da extremidade do pênis;
  • Dor e inchaço nas ínguas da virilha.

“Medidas tão simples como uma boa higiene íntima diária com água e sabão podem prevenir a grande maioria dos casos e devem ser ensinadas e incorporadas nos hábitos desde as etapas mais iniciais da vida de um homem, reforçadas com medidas como a vacinação contra o HPV e o tratamento de fimose, quando presente”, diz Dra. Karin Anzolch.

A urologista explica que alguns fatores contribuem para o desenvolvimento da doença:

  • Higiene íntima inadequada – é preciso puxar o prepúcio, pele que envolve a cabeça do pênis, para limpá-la;
  • Papilomavírus Humano (HPV);
  • Fimose (dificuldade ou impossibilidade de exposição da “cabeça” do pênis, a glande, por estreitamento do prepúcio, a pele que o envolve);
  • Lesões penianas não tratadas;
  • Fumo (o habito de fumar é um fator de risco para vários tipos de cânceres, inclusivo o peniano)

Como lavar adequadamente o pênis no banho:
Puxe o prepúcio, que é a pele que recobre a glande (cabeça) do pênis, para trás totalmente, até que não haja nenhuma ruga de pele.

Lave com sabonete íntimo com com pH entre 5 e 6, e bastante água. Repita isso várias vezes até ter certeza de que não haja mais secreção  sob as dobras pele da glande.

Esta limpeza deve ser feita, sempre que tiver uma relação sexual ou pelo menos, uma vez por dia, durante o banho.

SENHORES – Não tenham medo, não tenham vergonha e procurem um médico sempre que tiverem qualquer problema. Uma coceira, um incomodo qualquer. Vá ao posto de saúde mais próximo, marque uma consulta e fale o que está acontecendo. Adiar ou tentar esconder qualquer problema pode ser fatal…

 

 

 

 

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Dia de atenção à tireoide, que afeta 60% da população. A maioria nem sabe

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

No dia 25 de maio comemora-se o Dia Internacional da Tireoide. A tireoide é uma glândula localizada na altura do pescoço e é uma das estruturas mais importantes de todo o organismo humano.

Ela é responsável pelos hormônios que regulam praticamente todas as funções do corpo, desde nosso humor, até o peso, as batidas do coração, o intestino, entre muitas outras.

Seu funcionamento é tão abrangente, que o surgimento de problemas pode ser difícil de detectar, justamente porque as consequências podem nos afetar dos pés à cabeça.

1,6 bilhão de pessoas no mundo podem ter algum distúrbio da tireoide, sendo que uma em cada oito mulheres desenvolverá o problema durante a vida.

Segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), aqui cerca de 60% da população sofre de algum problema relacionado à tireoide, mas apenas 5% dos casos apresentam algum risco para o paciente.

A glândula tem 2 lados, com formato de “borboleta” está na parte da frente do pescoço, lobo abaixo do chamado “pomo de Adão” (que sim! existe também nas mulheres, só é menos visível) e atua na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), responsáveis pela regulação de todos os sistemas do organismo.

Isso significa que a tireoide dita a função de órgãos de suma importância para nossa saúde, como o cérebro, o fígado, o coração, os rins, entre outros.

Ou seja, seu funcionamento interfere em questões como o peso, a concentração, a fertilidade, o humor, a regulação de ciclos menstruais, o desenvolvimento das crianças, a memória, equilíbrio emocional, e assim por diante.

Quando a glândula tireoide está alterada, ela pode tanto liberar uma quantidade insuficiente de hormônios quanto produzi-los em excesso.

Os hormônios da tireoide atuam nos batimentos cardíacos, no sono, raciocínio, na memória, temperatura do corpo, no funcionamento intestinal e no metabolismo. Eles são importantes também para a formação dos órgãos fetais (principalmente o cérebro), crescimento, desenvolvimento, fertilidade e reprodução.

As principais doenças que afetam essa glândula são o hipotireoidismo, quando a tireoide funciona menos do que deveria; o hipertireoidismo, quando funciona mais do que deveria; as tireoidites (processos inflamatórios) e os nódulos de tireoide, que podem ser benignos – cerca de 85% a 90% dos casos – ou malignos.

No caso dos nódulos malignos, os principais fatores de risco são: histórico de radiação na região cervical, histórico familiar de câncer de tireoide em parentes de primeiro grau, crescimento rápido do nódulo, presença de adenomegalias (ínguas) na região do pescoço e rouquidão.

O câncer de tireoide é a 5ª neoplasia maligna mais frequente em mulheres e a 17º mais prevalente nos homens. Por isso, recomenda-se que as pessoas façam o autoexame e, caso percebam alterações, procurem o médico.

Hipertireoidismo – No hipertireoidismo, os hormônios da tireoide são produzidos em excesso e por isso as funções do organismo começam a atuar mais rápido do que deveriam. A pessoa fica agitada, o coração dispara, o sono piora, o intestino fica desregulado, o suor é excessivo, entre outros sintomas semelhantes.

Apesar de não ter causas bem definidas, relaciona-se o hipertireoidismo a doenças autoimunes, consumo excessivo de iodo ou de hormônios tireoidianos, além de inflamação, nódulos ou cistos na glândula. Atinge apenas 2% da população.

Hipotireoidismo – As mesmas causas também podem fazer com que a tireoide produza menos hormônios do que deveria. E assim, ao contrário do caso anterior, o corpo passa a funcionar mais lentamente, provocando sonolência, batimentos cardíacos lentos, cansaço, ganho de peso, depressão, intestino preso, e assim por diante.

É como se o organismo ficasse sem “combustível” e tentasse “parar” a pessoa para que ela não gaste a pouca reserva que tem.

O hipotireoidismo afeta 18 milhões de brasileiros, ou 8,5% da população, segundo estudos realizados pelo Instituto Minds4Health a pedido da empresa farmacêutica francesa Sanofi.

Apesar de não haver cura para o hipotireoidismo, ele pode ser controlado com o uso de reposição hormonal e a adoção de hábitos saudáveis, que incluem a alimentação equilibrada e a prática regular de atividade física. Daí a importância de consultar um especialista, fazer os exames necessários e seguir as recomendações à risca para que o médico consiga prescrever a dosagem adequada da medicação.

 

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