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População de rua do DF aumentou em cerca de 30% na pandemia, diz serviço social

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População de rua aumentou durante a pandemia
Unsplash/Mihály Köles

População de rua aumentou durante a pandemia

A pandemia fez com que a população de rua do Distrito Federal crescesse em 30%, informou o gerente do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS), André Santoro, ao Metrópoles . Além disso, a perda de emprego e renda fez com que a demanda passasse de 1,8 mil pessoas para cerca de 2,4 mil.

Somente em setembro, pelo menos 20  pessoas em situação de rua foram encaminhadas pelo governo do estado para o Centro Pop da Asa Sul.

De acordo com a administradora regional do Sudoeste e Octogonal, Tereza Canal, algumas das pessoas até têm onde morar, mas “preferem a rua por achar que conseguem mais ajuda”. “Aqui no Sudoeste tem uma família do SIA que opta por circular e pedir”, disse ela ao Metrópoles .

O gerente do SEAS afirmou que as doações diretas da população podem, de certa forma, estimular que essas pessoas continuem nas ruas. 

De acordo com ele, as doações não devem deixar de existir, mas elas precisam ser feitas por meio de instituições confiáveis, que tenham o registro no Conselho de Assistência Social da pasta. “A mesma comunidade que reclama [das pessoas vivendo nas ruas] é que doa. E isso pode ser mudado”, disse ele.

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Estados Unidos descartam lockdown; OMS alerta para novos surtos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou hoje (29) que a variante Ômicron do novo coronavírus impõe alto risco de novos surtos de infecção.

A OMS advertiu as 194 nações afiliadas de que a possibilidade de um novo surto pode ter consequências severas, mas ressaltou que nenhuma morte foi registrada até o momento em decorrência da nova variante.

Também hoje, o presidente norte-americano, Joe Biden, afirmou em discurso na Casa Branca que a nova variante é motivo de preocupação, mas não de pânico. Segundo Biden, a variante chegará em solo americano cedo ou tarde; portanto, a melhor abordagem no momento é a vacinação.

Na próxima quinta-feira (2), a Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, divulgará uma nova estratégia para lidar com a pandemia e suas variantes durante o inverno. Joe Biden adiantou que o plano não incluirá novas ações restritivas à circulação de pessoas ou contenção de aglomerações. “Se as pessoas estiverem vacinadas e usarem máscaras, não há necessidade de novo lockdown [confinamento]”, afirmou.

O presidente ressaltou, entretanto, que ainda demorará algumas semanas até a comprovação da eficácia dos imunizantes disponíveis contra a Ômicron.

O especialista em saúde Anthony Fauci, conselheiro do governo nas ações contra a pandemia, disse que que o país “obviamente está em alerta vermelho”. “É inevitável que se espalhe amplamente”, afirmou em entrevista a uma rede de televisão neste sábado (27), de acordo com a agência internacional de notícias Reuters.

Segundo projeções de órgãos de saúde internacionais, o número de casos da variante Ômicron deve ultrapassar 10 mil nesta semana, em comparação aos 300 registros feitos na semana passada, informou o professor Salim Abdool Karim, infectologista que trabalha no combate à pandemia no governo sul-africano.

Ontem (28), o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, denunciou em redes sociais o que chamou de abordagem “injustificada e anticientífica” em relação país. Para Ramaphosa, o fechamento de fronteiras e a proibição de voos de países da África Austral fere profundamente economias que dependem do turismo, além de serem “uma espécie de punição pela capacidade científica de detectar novas variantes”.

O presidente da África do Sul fez um apelo para que autoridades internacionais não estabeleçam restrições de voo para a região.

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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