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Polícia não pode julgar quem vive e morre, diz diretora da Anistia Internacional

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Jurema Wernek, ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil
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Jurema Wernek, ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil

A ativista e diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil, Jurema Werneck, falou nesta segunda-feira (17) sobre a operação policial que deixou 29 mortos no bairro do Jacarezinho, no Rio.  Werneck criticou a operação e afirmou que “polícia nenhuma tem autorização para decidir quem vive e quem morre”.

“Se trata de uma chacina porque são muitas pessoas mortas, atacadas, traumatizadas e com sequelas que vão durar a vida toda. O país vai viver com essa marca de que policiais entraram na comunidade, nas casas, no quarto de crianças e mataram brasileiros e brasileiras. Mataram jovens, gente que tem uma vida pela frente”, disse Jurema no Roda Viva , da TV Cultura .

Segundo a ativista, existe uma ‘falência’ da promessa da segurança pública no Brasil, em especial no Rio de Janeiro. Ela diz que as forças de segurança querem “quase uma carta branca” para as suas ações.

“Essas ações que, nos últimos 30 anos, têm sido denunciadas como pouco inteligentes, truculentas e violadoras de direitos humanos (…) existe um profundo desprezo pela vida das pessoas que moram nas favelas, nas periferias, pela vida de pessoas negras”, disse Jurema. 

A ativista reforçou que a truculência das forças de segurança só fazem aumentar os índices de violência no Brasil. Segundo ela, a solução passa pelo respeito aos direitos humanos. “Que inclui saúde, educação, moradia, cultura, trabalho… é pela vida digna.”

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Programa será expandido para 128 unidades em todo o país

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O Projeto de Telessaúde do Brasil, um novo modelo de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para comunidades distantes com o uso de tecnologia, está sendo testado em Cristalina (GO). O projeto busca melhorar a qualidade do atendimento em regiões remotas e reduzir o tempo de deslocamentos e custos.

Nessa quinta-feira (17), os ministros da Defesa, Braga Netto, e da Saúde, Marcelo Queiroga, estiveram na cidade para acompanhar os trabalhos. Queiroga afirmou que, até o fim deste ano, o modelo deverá ser expandido para 128 unidades de saúde em todo o país.

“Aqui, os ministérios, interligados por universidades públicas federais, desenvolveram um programa que pode ser reprodutível nas mais de 40 mil unidades básicas de saúde do Brasil”, afirmou Queiroga. “Planejamos, até o final do ano, ter 128 unidades básicas como essa espalhadas pelo Brasil e, assim, sucessivamente até interligarmos nosso país com esse tipo de ação que é prioritária.”

Por meio de equipamentos de alta tecnologia, o Telessaúde viabiliza que sejam feitos exames laboratoriais e consultas médicas em municípios distantes dos centros urbanos e socialmente vulneráveis, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“Não há dúvidas que a telessaúde amplia fortemente o acesso à saúde. Temos no Brasil cerca de 9% da população vivendo em áreas remotas, e essa iniciativa, seguramente, faz com que a atenção primária e a média e a alta complexidade possam ser interligadas em função do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação”, ressaltou Marcelo Queiroga.

O ministro da Defesa, Braga Netto, afirmou que a telessaúde já é uma realidade nas unidades de saúde das Forças Armadas em locais remotos como unidades de fronteira e atendem também as comunidades adjacentes como de índios e ribeirinhos.

“Trata-se de um serviço de excelência que amplia o princípio da universalização da saúde a todo cidadão brasileiro, oferecendo maior agilidade e eficiência aos atendimentos de saúde. Aqui em Cristalina, presenciamos um modelo inovador de telessaúde”, frisou.

Projeto inicial

A iniciativa no município goiano é coordenada pelo Ministério da Defesa, mas o projeto é uma estratégia intersetorial com a participação dos ministérios da Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovações; das Comunicações; da Educação; da Cidadania; da Economia; e de Minas e Energia.

Juntas, as pastas viabilizam infraestrutura como acesso à banda larga de internet, dispositivos tecnológicos, digitais, energia elétrica em unidades que não possuem e capacitação técnica de profissionais.

Há mais de quatro meses, o projeto atende uma população sazonal de 20 mil pessoas, o que permite a atenção a boias-frias que não têm recursos para contratar profissionais de saúde.

Nas unidades, os pacientes têm acesso a exames laboratoriais e de detecção do novo coronavírus. Também são feitos exames oftalmológicos, dermatológicos e cardiológicos.

Como funciona

O programa utiliza tecnologias que viabilizam a execução dos serviços em diversas áreas de telessaúde e telediagnóstico.

Ao chegar à unidade de saúde, o paciente fornece os dados pessoais, que são inseridos na plataforma do Telessaúde. Ele então é direcionado para a sala de triagem, onde há um equipamento capaz de avaliar 17 parâmetros vitais como frequência cardíaca, pressão arterial e saturação de oxigênio.

Após a avaliação, o paciente é encaminhado para o médico. Se for necessária alguma consulta mais especializada, o projeto conta com a participação inicial de cinco especialidades: a telecardiologia, que disponibiliza um eletrocardiograma; a teledermatologia, com a utilização de um dermatoscópio; a telepediatria; a telepsiquiatria; e a teleoftalmologia, que utiliza um retinógrafo.

Fonte: Brasil.gov

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