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Polícia Civil prende suspeitos em chácara utilizada para armazenamento de drogas em Várzea Grande

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Duas pessoas flagradas em uma chácara utilizada para armazenamento de drogas foram presas em flagrante pela Polícia Civil, durante investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), realizadas na zona rural de Várzea Grande.

Na ação, foram apreendidos aproximadamente três quilos de entorpecentes, mais de R$ 2,3 mil, além de cadernos com anotações do tráfico. Os suspeitos de 38 e 22 anos foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Após o cumprimento de um mandado de prisão contra um foragido de Tangará da Serra, os policiais da DRE receberam denúncias sobre uma chácara localizada no loteamento São José da Vista Alegre, em Várzea Grande que seria utilizada por integrantes de uma associação criminosa para guarda de entorpecentes.

Com base nas informações, a equipe de investigadores foi até o local e logo que chegaram flagraram um dos suspeitos, monitorado por tornozeleira eletrônica, em posse de uma porção de maconha.

Questionado, o suspeito negou que tivesse outras porções de entorpecentes na casa, porém logo os policiais visualizaram o segundo suspeito dormindo e três tabletes grandes de maconha na cabeceira da cama.

Durante as buscas, também foi localizado R$ 2.360 em dinheiro e dois cadernos com anotações referentes ao tráfico de drogas. Na chácara, também foram localizadas duas crianças filhas de um dos suspeitos, que posteriormente foram entregues para a mãe.

Diante dos fatos, os suspeitos foram conduzidos à DRE onde após serem interrogados foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Fonte: PJC MT

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Justiça mantém demissão de secretários da Prefeitura de Cuiabá. Grupo é investigado por suspeita de desviar R$ 100 milhões

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A contratação de empresas fantasmas usadas para desviar mais de R$ 100 milhões da Saúde foi o motivo para a Justiça determinar  demissão dos secretários da prefeitura de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, da Saúde e Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, de Gestão,  sexta-feira (30/07). Segundo relatório técnico que o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, teve acesso e se baseou para deflagrar a intitulada “Operação Curare” da Polícia Federal, só uma das empresas, Vip Serviços Médicos, foi contratada por R$ 4 milhões, de forma emergencial (sem licitação) para prestar serviços médicos na modalidade de terapia intensiva, mas investigações apontam que a empresa não prestou os serviços.

A empresa seria responsável pelo fornecimento de medicamentos, mão de obra, materiais médico-hospitalares e insumos para atender 20 leitos covid na UTI IV. “Contudo de acordo com o relatório de fiscalização, não houve qualquer mensuração sobre a referida empresa por parte do responsável técnico e das pessoas contratadas, as quais, ao prestarem esclarecimentos, informaram que trabalhavam para a empresa Hipermed Serviços Médicos & Hospitalares S.A., o que, conforme a autoridade representante, indica a subcontratação total ou mesmo a atuação como “testa de ferro” da empresa contratada”, diz parte do documento assinado por Jeferson.

O relatório ainda aponta que a empresa Vip Serviços Médicos não possui responsável técnico de UTI registrado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) cometendo assim uma infração e não estaria apta a assumir nenhum leito de UTI.

Ficou apurado também que os medicamentos e insumos fornecidos pela Vip eram provenientes da empresa Hipermed, aparentemente subcontratado. A empresa também não possui autorização para desenvolver atividades de compras de medicamentos e insumos farmacêuticos.

O contrato de R$ 4.008.000, 00 milhões foi firmado entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública e foi assinado pelo atual secretário Célio Rodrigues da Silva, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade representante da unidade hospitalar e por Douglas Castro proprietário da Vip Serviços Médicos.

Caracterizando ainda um possível esquema de “laranja” foi investigado que a Vip foi constituída no ano de 2017, com sede na Rua Cândido Mariano, região central da capital, mas durante a fiscalização foi identificado que o imóvel está abandonado há pelo menos 3 anos.

Operação PF

A Polícia Federal continua trabalhando para desarticular a organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação. A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do Município de Cuiabá/MT, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19.

Entretanto, as contratações emergenciais e os pagamentos “indenizatórios” abarcam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

As empresas investigadas fornecem orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 

Com informações da Gazeta Digital

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