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Polícia Civil cumpre mandado de internação contra menor suspeito de abusar de prima de 08 anos em Poconé

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil cumpriu na manhã desta quarta-feira (21.07) o mandado de internação contra um adolescente suspeito de abusar de sua prima de apenas 08 anos de idade, no município de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá). O mandado de internação provisória foi expedido contra o menor pelo ato infracional de estupro de vulnerável.

Os fatos aconteceram no mês de abril de 2021, ocasião em que o padrasto da vítima teve o mandado de prisão cumprido pelo estupro de vulnerável da menor e o adolescente também foi apreendido pelo mesmo ato.

As investigações iniciaram após a equipe da Delegacia de Poconé receber a comunicação da situação de estupro de vulnerável, em que o adolescente abusou sexualmente da prima, sendo também descoberto posteriormente os abusos praticados pelo padastro.

O caso veio à tona, após o adolescente de 14 anos (primo da vítima) ser flagrado por familiares abusando da menor. Durante conversa com criança, ela também revelou que sofria constantes abusos sexuais praticados pelo padrasto.

Com base nas informações, foi instaurado inquérito policial contra o padastro que foi preso preventivamente no mês de abril. Em relação ao menor, o Ministério Público pediu a internação provisória do adolescente. A ordem judicial foi cumprida, nesta quarta-feira (21), pelos policiais da Delegacia de Poconé, sendo o menor localizado em uma propriedade rural do município.

“Com a internação do adolescente, mais um caso de abuso sexual infantil foi esclarecido, dando fim aos abusos sofridos pela vítima”, disse o delegado de Poconé, Maurício Pereira Maciel.

Fonte: PJC MT

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Justiça mantém demissão de secretários da Prefeitura de Cuiabá. Grupo é investigado por suspeita de desviar R$ 100 milhões

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A contratação de empresas fantasmas usadas para desviar mais de R$ 100 milhões da Saúde foi o motivo para a Justiça determinar  demissão dos secretários da prefeitura de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, da Saúde e Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, de Gestão,  sexta-feira (30/07). Segundo relatório técnico que o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, teve acesso e se baseou para deflagrar a intitulada “Operação Curare” da Polícia Federal, só uma das empresas, Vip Serviços Médicos, foi contratada por R$ 4 milhões, de forma emergencial (sem licitação) para prestar serviços médicos na modalidade de terapia intensiva, mas investigações apontam que a empresa não prestou os serviços.

A empresa seria responsável pelo fornecimento de medicamentos, mão de obra, materiais médico-hospitalares e insumos para atender 20 leitos covid na UTI IV. “Contudo de acordo com o relatório de fiscalização, não houve qualquer mensuração sobre a referida empresa por parte do responsável técnico e das pessoas contratadas, as quais, ao prestarem esclarecimentos, informaram que trabalhavam para a empresa Hipermed Serviços Médicos & Hospitalares S.A., o que, conforme a autoridade representante, indica a subcontratação total ou mesmo a atuação como “testa de ferro” da empresa contratada”, diz parte do documento assinado por Jeferson.

O relatório ainda aponta que a empresa Vip Serviços Médicos não possui responsável técnico de UTI registrado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) cometendo assim uma infração e não estaria apta a assumir nenhum leito de UTI.

Ficou apurado também que os medicamentos e insumos fornecidos pela Vip eram provenientes da empresa Hipermed, aparentemente subcontratado. A empresa também não possui autorização para desenvolver atividades de compras de medicamentos e insumos farmacêuticos.

O contrato de R$ 4.008.000, 00 milhões foi firmado entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública e foi assinado pelo atual secretário Célio Rodrigues da Silva, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade representante da unidade hospitalar e por Douglas Castro proprietário da Vip Serviços Médicos.

Caracterizando ainda um possível esquema de “laranja” foi investigado que a Vip foi constituída no ano de 2017, com sede na Rua Cândido Mariano, região central da capital, mas durante a fiscalização foi identificado que o imóvel está abandonado há pelo menos 3 anos.

Operação PF

A Polícia Federal continua trabalhando para desarticular a organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação. A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do Município de Cuiabá/MT, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19.

Entretanto, as contratações emergenciais e os pagamentos “indenizatórios” abarcam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

As empresas investigadas fornecem orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 

Com informações da Gazeta Digital

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