POLÍCIA

PM lamenta o falecimento do soldado da reforma Argemiro do Nascimento de 103 anos de idade

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É com pesar que a Polícia Militar de Mato Grosso informa o falecimento do soldado reformado Argemiro do Nascimento, de 103 anos de idade, na terça-feira (20.07), em Lucas do Rio Verde. O militar faleceu de morte natural, em casa, ele era o policial de maior idade da instituição.  

Nascido no ano de 1917, na cidade de  Diamantino, soldado Argemiro do Nascimento entrou no 02 de março de 1935 para a Polícia Militar, e serviu a corporação militar por 85 anos. O soldado era um dos policiais mais antigos da instituição, ele chegou a trabalhar na época do 14 º Batalhão em Cuiabá, e nas unidades da PM nos munícipios de Nobres, Diamantino, Alto Paraguai e Rosário Oeste.

Depois de servir ao Exército Brasileiro, o soldado Argemiro ingressou na Polícia Militar. Ele fazia questão de contar a sua experiência e que chegou a ser convocado para atuar na Segunda Guerra Mundial. Na época, soldado Argemiro ficou de prontidão e chegou até a se apresentar no quartel, mas não foi lutar na guerra, pois o conflito já havia acabado.  

 

De acordo com familiares, soldado Argemiro faleceu de causas naturais, em casa, no bairro Jardim das Palmeiras, em Lucas do Rio Verde. Ele deixa nove filhos, inúmeros netos, bisnetos e até tataranetos.  O Comando da Polícia Militar lamenta e transmite as mais sinceras condolências pela perda deste dedicado policial que fazia questão de usar a farda da PM e receber para uma conversa os policiais militares da cidade em que escolheu para desfrutar do seu merecido descanso.  

O velório do soldado reformado Argemiro ocorre nesta quarta-feira (21.07) na Igreja Adventista, e o sepultamento acontecerá no cemitério, às 16 horas, em Lucas do Rio Verde.  

Fonte: PM MT

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POLÍCIA

Justiça mantém demissão de secretários da Prefeitura de Cuiabá. Grupo é investigado por suspeita de desviar R$ 100 milhões

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A contratação de empresas fantasmas usadas para desviar mais de R$ 100 milhões da Saúde foi o motivo para a Justiça determinar  demissão dos secretários da prefeitura de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, da Saúde e Alexandre Beloto Magalhães de Andrade, de Gestão,  sexta-feira (30/07). Segundo relatório técnico que o juiz da 5ª Vara Federal, Jeferson Schneider, teve acesso e se baseou para deflagrar a intitulada “Operação Curare” da Polícia Federal, só uma das empresas, Vip Serviços Médicos, foi contratada por R$ 4 milhões, de forma emergencial (sem licitação) para prestar serviços médicos na modalidade de terapia intensiva, mas investigações apontam que a empresa não prestou os serviços.

A empresa seria responsável pelo fornecimento de medicamentos, mão de obra, materiais médico-hospitalares e insumos para atender 20 leitos covid na UTI IV. “Contudo de acordo com o relatório de fiscalização, não houve qualquer mensuração sobre a referida empresa por parte do responsável técnico e das pessoas contratadas, as quais, ao prestarem esclarecimentos, informaram que trabalhavam para a empresa Hipermed Serviços Médicos & Hospitalares S.A., o que, conforme a autoridade representante, indica a subcontratação total ou mesmo a atuação como “testa de ferro” da empresa contratada”, diz parte do documento assinado por Jeferson.

O relatório ainda aponta que a empresa Vip Serviços Médicos não possui responsável técnico de UTI registrado no Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) cometendo assim uma infração e não estaria apta a assumir nenhum leito de UTI.

Ficou apurado também que os medicamentos e insumos fornecidos pela Vip eram provenientes da empresa Hipermed, aparentemente subcontratado. A empresa também não possui autorização para desenvolver atividades de compras de medicamentos e insumos farmacêuticos.

O contrato de R$ 4.008.000, 00 milhões foi firmado entre a Empresa Cuiabana de Saúde Pública e foi assinado pelo atual secretário Célio Rodrigues da Silva, Alexandre Beloto Magalhães de Andrade representante da unidade hospitalar e por Douglas Castro proprietário da Vip Serviços Médicos.

Caracterizando ainda um possível esquema de “laranja” foi investigado que a Vip foi constituída no ano de 2017, com sede na Rua Cândido Mariano, região central da capital, mas durante a fiscalização foi identificado que o imóvel está abandonado há pelo menos 3 anos.

Operação PF

A Polícia Federal continua trabalhando para desarticular a organização criminosa investigada pelo envolvimento em fraudes a contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos a título “indenizatório”, em ambos os casos sem licitação. A atuação do grupo se concentra na prestação de serviços especializados em saúde no âmbito do Município de Cuiabá/MT, especialmente em relação ao gerenciamento de leitos de unidade de terapia intensiva exclusivos para o tratamento de pacientes acometidos pela COVID-19.

Entretanto, as contratações emergenciais e os pagamentos “indenizatórios” abarcam serviços variados como a realização de plantões médicos, disponibilização de profissionais de saúde, sobreaviso de especialidades médicas, comodato de equipamentos de diagnóstico por imagem, transporte de pacientes etc.

As empresas investigadas fornecem orçamentos de suporte em simulacros de procedimentos de compra emergencial, como se fossem concorrentes. Contudo, a investigação demonstrou a existência de subcontratações entre as pessoas jurídicas, que, em alguns casos, não passam de sociedades empresariais de fachada.

 

Com informações da Gazeta Digital

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