mato grosso

Placa auxilia agricultores a divulgarem seus produtos na Região Norte

Publicados

em


Com dificuldade em divulgar seus produtos, um grupo de pequenos agricultores pediu a ajuda de técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) que encontraram a solução nas placas de identificação fixadas na entrada das propriedades.

Com quase um ano em prática, a iniciativa “Aqui tem Empaer” já atendeu 32 produtores de Sinop (a 500 km de Cuiabá) que buscavam uma forma de associar a sua propriedade com a produção. A medida deu tão certo que família como da dona Inácia Corrêa, que produz hortaliça, frutas e legumes, ajudou muito na venda dos produtos. “Era muito difícil ser visto. Com o apoio da Empaer as pessoas sabem o que produzimos e as portas se abriram”, contou ela.

Na placa vai o nome da propriedade, os responsáveis e o tipo de produto comercializado, como exemplo do senhor José Genivaldo, que é produtor de leite. Para a identificação do produto, a placa apresenta a figura de uma vaca.

“Com a placa as pessoas não saem mais de propriedade em propriedade perguntando. Logo na porteira já sabe do que se trata. Otimiza tempo e o acesso dos clientes. A Empaer está sempre nos auxiliando com medidas simples e de baixo custo”.

A placa é padronizada e mede 60×40 centímetros e o custo da produção é do agricultor. O engenheiro agrônomo da Empaer Thiago Tombini explica a importância da iniciativa que tem como diferencial o acompanhamento e a assistência técnica junto aos produtores. “Muitos reclamavam que poucas pessoas conheciam o que produziam por venderem direto na sua propriedade. Pensamos na comodidade e o acesso de compradores a um custo acessível”.

A placa é padronizada e mede 60×40 centímetros e o custo da produção é do agricultor Foto: Empaer 

Mais facilidade

Associado as placas, outros serviços muito requisitados pelos agricultores da região norte, são a produção de marcas, tipos de embalagens, informações nutricionais e o código de barra nas embalagens.

A nutricionista da Empaer Sinop, Daisy Cristina Boter Ferraz, destaca que cada cidade tem sua legislação e os critérios junto ao serviço da vigilância sanitária. Cita como exemplo a cidade de Lucas do Rio Verde que exige o rótulo com a identificação e informação nutricional de qualquer  produto comercializado em feiras e supermercados, seguindo as diretrizes de legislações sanitárias estadual e federal.

Outro exemplo é uma produtora de geleia e compota em que a presença de um rótulo é importante para o seu produto ter as informações necessárias na embalagem. “Um comprador vê uma geleia amarela que pode ser de infinitos alimentos desta cor. Colocando o rótulo conseguimos identificar de qual fruta é a geleia, além dos demais ingredientes que compõem o produto, evitando confusões para o consumidor, além da produtora conseguir divulgar o seu contato”, ressalta Daisy.

Outra demanda é o registro de uma marca que precisa ser registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Exemplo de um produtor de Cotriguaçu que solicitou o serviço e todo processo foi encaminhado e aguarda aprovação. Caso não haja contestação em 60 dias, o processo terá seguimento até a obtenção final da marca.

Tem ainda a certificação do código de barra realizado junto a uma empresa certificadora. Todos estes trabalhos saem a um valor mais acessível ao agricultor familiar, sendo um diferencial diante das opções de serviços especializados que existem à disposição “Estamos sempre à disposição para orientar e ser uma referência que facilite para o pequeno produtor rural”.

Embalagens de ovos e de alface com a devida identificação e informações dos produtores Foto: Empaer

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Propaganda

mato grosso

Empaer testa capim kurumi como alternativa para produtores de leite

Publicados

em


Conhecido pelo valor nutritivo, o capim kurumi é a nova aposta da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer) e vem sendo testado junto a produtores de leite da agricultura familiar de Juara, Terra Nova do Norte e Nova Bandeirantes. A equipe técnica segue na produção de mudas e avaliação do potencial nutritivo da cultivar, que pretende junto com o capiaçu ser uma das alternativas de baixo custo e auxiliar os produtores, principalmente durante o longo período de estiagem.

O técnico da Empaer em Terra Nova do Norte, Rodrigo Cezar Ribeiro, explica que quanto maior a produção de leite, maior a demanda energética e proteica. Independente das estações do ano, a alimentação dos animais devem ser uma constante e no caso do período de entressafra, quando a chuva diminui é quando o pasto e o cocho necessitam de uma redobrada atenção.

Ele destaca que as mudas de BRS Kurumi foram fornecidas o ano passado pela Embrapa Agrossilvipastoril de Sinop, multiplicadas e plantadas no sitio Nonoai do senhor João Luis da Rosa, na comunidade Quinta Agrovila.  Na propriedade, em uma área de 1 hectare, a cultivar foi desenvolvida conforme planejado e no dia 20 de novembro será realizado o primeiro pastejo e a avaliação do potencial produtivo do Kurumi com a produção das matrizes leiteiras que irão consumir o pasto.

Rodrigo frisa que insumos para produção da ração como a soja e o milho tiveram um grande aumento nos últimos anos. “Na teoria, o capim produz 20% de proteína bruta e, por este motivo, está sendo plantado na propriedade com a intenção de reduzir custos de produção, principalmente com a alimentação”, destaca.

Ainda em Terra Nova do Norte, 100 produtores já receberam as mudas de kurumi, mas a meta é chegar a 160, o mesmo público atendido nos últimos dois anos com capiaçu.

Trabalho semelhante dos técnicos da Empaer em Nova Bandeirantes, Luma Regina Maldaner e Eder José Barreiros, que vêm atendendo produtores dos Projetos de Assentamento de Japuranã e Japuranomann junto ao Programa REM.

Luma Maldaner destaca que as mudas foram trazidas do escritório regional de Juara através de um produtor. “Em Nova Bandeirantes, nós trabalhamos em parceria com a Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Saneamento. Elas foram plantadas em uma área de 1 hectare no viveiro municipal e serão doadas posteriormente aos produtores da cidade”.

De acordo com Luma, o objetivo é buscar novas alternativas que sejam de baixo custo. O próximo passo será gradear a área para o plantio. “Temos bons exemplos de produtores dos estados de Goiás e da região sul país que o kurumi é uma boa alternativa por ser de pastejo. Em contrapartida, com o capiaçu de silagem. Duas boas alternativas para o produtor da agricultura familiar”.

Mudas sendo mutiplicadas para serem distribuidas e plantadas                              Foto: Empaer 

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana