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Pix: Itaú, Bradesco e BB cobram até R$ 150 de clientes PJ; veja tarifas

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Veja as taxas cobradas por bancos no Pix
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Veja as taxas cobradas por bancos no Pix

Enquanto o Pix é totalmente gratuito para pessoas físicas, pessoas jurídicas (PJ) podem pagar caro pelo serviço de transferências instantâneas. Alguns dos principais bancos presentes no mercado brasileiro podem isentar as contas empresariais tanto no recebimento quanto no envio como a Caixa, Inter, C6 e Nubank. Porém, o Itaú, Banco do Brasil e Bradesco podem cobrar até R$ 150 por operação.

O Pix é um método de pagamento cada vez mais comum no cotidiano por sua praticidade e agilidade no envio instantâneo de dinheiro entre contas bancárias, mesmo que sejam entre diferentes instituições, fora de horário comercial e durante finais de semana e feriados. Trata-se de um tecnologia introduzida pelo Banco Central em novembro de 2020 e que é gratuita de maneira geral, mas nem sempre para clientes empresariais.

Por resolução do Banco Central, empresários individuais (EI) e microempreendedores individuais (MEI) não podem ser tarifados pelo serviço de transferências instantâneas em nenhum banco. Porém, CNPJs fora dessas duas categorias estão sujeitos a taxas em diversas instituições.

No caso, as tarifas podem diferir para o recebimento e para o envio via Pix e podem ser taxas fixas ou percentuais sobre o valor total da transação. Contudo, vale lembrar que esses preços podem ser reduzidos ou até zerados dependendo dos planos contratados em cada banco.

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Quanto custa o Pix para clientes PJ

O Tecnoblog reuniu as taxas do Pix dos maiores bancos brasileiros. Os preços foram consultados na tabela geral de tarifas divulgada pelas próprias instituições financeiras:

Banco / fintech Tarifa de transferência ou pagamento via Pix Tarifa de recebimento via Pix
Banco do Brasil até 0,99% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 1 e máximo de R$ 10 até 0,99% do valor da transação, com tarifa máxima de R$ 140
Banrisul zero zero
Bradesco até 1,4% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 1,65 e máxima de R$ 9 até 1,4% do valor da transação em vendas via QR Code, com tarifa mínima de R$ 0,90 e máxima de R$ 145
BS2 até 0,99% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 4 até 0,99% do valor, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 50
C6 Bank zero zero (até abril de 2023)
Caixa zero zero
Inter zero zero
Itaú até 1,45% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 1,75 e máxima de R$ 9,60 até 1,45% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 150
Mercado Pago zero 0,99% em vendas online – 0% em vendas via QR Code
Nubank zero zero
PagSeguro zero até 1,89% do valor da transação em vendas online ou via QR Code
Safra até 1,3% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 1,50 e máxima de R$ 9,90 até 1,3% do valor de transações via QR Code, com tarifa mínima de R$ 1,50 e máxima de R$ 150
Santander até 1% do valor pago, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 10 até 1% do valor da transação, com tarifa mínima de R$ 0,50 e máxima de R$ 11

Conforme apurado, a tarifa mais salgada é do Itaú, que cobra no recebimento via Pix até 1,45% do valor da transação, com taxa mínima de R$ 1 e máxima de R$ 150. O Banco do Brasil, segue em segundo lugar, podendo cobrar até R$ 140. Outros bancos, como o Safra e Bradesco, taxam vendas via QR code, com cobranças de 1,3% e 1,4% e com o teto de R$ 150 e R$ 145, respectivamente.

Há também o caso do PagSeguro, que pode ser a mais alta taxa de recebimento via Pix do mercado brasileiro. O serviço cobra até 1,89% do valor da transação em vendas online ou via QR Code, sem cobrança máxima definida. Porém, recebimentos não comerciais não são tarifados.

Barisul, Caixa, Inter e Nubank são os únicos que não cobram nenhuma taxa nem pelo envio e nem pelo recebimento via Pix nas contas jurídicas. O banco C6 também oferece gratuidade total do serviço, mas somente até 30/04/2023 para maquininhas ou comércios eletrônicos. Após essa data, o custo ainda será zero para até 100 transações por mês e R$ 0,15 por operação excedente.

Essas taxas sempre estão sujeitas a mudanças e vale a pena, como empresário e comerciante, sempre estar atento a possíveis mudanças. O Barisul, por exemplo, afirma que o Pix é gratuito para todas as empresas, mas já avisou que “quando forem definidas tarifas e modalidades de cobrança, estas serão divulgadas com antecedência mínima de 30 dias para início da cobrança aos clientes”.

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Paulo Guedes diz que ministro Marcos Pontes é burro, afirma jornal

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Ministro da Economia teria feito desabafo em reunião fechada
Washington Costa/ASCOM ME

Ministro da Economia teria feito desabafo em reunião fechada

O ministro da Economia, Paulo Guedes, teria dito em reunião nesta terça-feira (27) fechada que o ministro da Ciência e Tecnologia (MCTI) é “burro”. Além disso, criticou a má gestão de dinheiro público no país, informa a colunista Camila Mattoso, da Folha de São Paulo. Guedes também teria se perguntado “o que está fazendo” no cargo. 

As falas se deram no contexto da contestação feita por integrantes da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que brigam para ter de volta R$ 600 milhões de recursos retirados do ministério da área. No local estavam deputados da base e de oposição.

Guedes reclamou que alguns ministros deixam dinheiro disponível na pasta parado. No caso do MCTI, Guedes disse que o colega astronauta vive no ‘espaço’ e não entende nada de gestão. Se for para devolver o dinheiro, Guedes afirma que não negocia com Pontes, apenas com técnicos da pasta.

O ministro da Economia se queixou de uma verba que foi enviada a Pontes para investimento em ciência, mas o dinheiro foi parar em “foguetes”. Nesse momento, usou a palavra “burro” para classificar o gestor.

Guedes também criticou os ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e Onyx Lorenzoni, do Trabalho e Previdência, como maus utilizadores da verba que lhes é repassada.

Um parlamentar presente na reunião mencionou que Lorenzoni se preocupou em gastar dinheiro fazendo campinhos de futebol no Sul do país e campeonatos. Nos torneios eram distribuídos troféus e medalhas comprados com dinheiro público. 

Como contraponto, Guedes citou Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, para exemplificar o bom uso de dinheiro público.

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Outro ministro citado foi Ciro Nogueira, da Casa Civil. Segundo o titular da Economia, quando envia dinheiro para o piauiense, não sabe o destino. Ele afirmou que é de Nogueira a ordem de colocar ou tirar recursos das pastas.

“O ministro Paulo Guedes precisa ter execução orçamentária. A palavra não é irritado, mas agoniado. O ministro está vendo que chegou novembro e nós precisamos dar agilidade às execuções orçamentárias. É atitude de quem é responsável. O Paulo Guedes vai ser cobrado no final de ano pelo todo. Ele está fazendo o papel dele de botar pilha e cobrar dos ministros as execuções financeiras”, disse o vice-líder do governo na Câmara, o deputado Evair de Melo, à Folha. 

“A irritação dele é mais um discurso de autoestima, vamos lá, vamos virar 24h, vamos empenhar, vamos definir prioridades. É o capitão motivando o time”, completou o vice-líder do governo na Câmara, em defesa de Guedes.

Melo disse que as desavenças com ministros são como num time de futebol e buscam motivas, não criticar. 

“O Ministério de Ciência e Tecnologia precisa, sim, melhorar a execução financeira e orçamentária. É palavra de motivação, não é nenhuma crítica pontual. Não sei quem te passou, mas o tom do Paulo Guedes não foi esse, não. Foi tom de motivação, de ‘vamos lá, tem que ter mais competência, tem que executar, o dinheiro é pouco, é escasso, então o pouco que tem é pra executar’. Em momento algum tem tom pejorativo.”


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