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PIB-Agro/CEPEA: Impulsionado por ramo agrícola, PIB agro cresce 5,35% no 1º trimestre

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Cepea, 10/06/2021 – Depois de alcançar crescimento recorde no ano de 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro, calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), teve alta de 5,35% no primeiro trimestre de 2021.

Considerando-se os desempenhos até o momento do agronegócio e da economia brasileira como um todo, o Cepea/CNA estima que a participação do setor no PIB total brasileiro pode ultrapassar os 30% em 2021.

Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado observado no primeiro trimestre de 2021 esteve atrelado ao forte crescimento de quase 8% do ramo agrícola, tendo em vista que o pecuário recuou 1,96%.

RAMO AGRÍCOLA – Pesquisadores do Cepea indicam que o bom desempenho do ramo agrícola se deve especialmente ao expressivo avanço de 14,77% do PIB do segmento primário (“dentro da porteira”). Ressalta-se, contudo, que a intensa alta nos custos com insumos atuou em direção contrária, limitando o crescimento do PIB do segmento primário agrícola. Esse aumento do custo com insumos, por um lado, pressionou o PIB da agricultura, mas, por outro, resultou em avanço de 6,65% do PIB do segmento de insumos agrícolas.

Ainda no ramo da agricultura, também chama a atenção o forte crescimento do PIB dos agrosserviços (6,62%), o que foi reflexo, especialmente, do excelente desempenho do campo e seu impacto sobre o uso de serviços de transporte, comércio, armazenagem, entre outros.

RAMO PECUÁRIO – No ramo pecuário, os resultados foram mais modestos ou mesmo de queda do PIB entre os segmentos. Em geral, o avanço intenso dos custos com insumos está corroendo o PIB das cadeias pecuárias. De acordo com pesquisadores do Cepea, seja no campo ou nas agroindústrias de processamento, o custo com insumos subiu a taxas bastante superiores às observadas para o valor bruto da produção.

Especificamente, a escalada dos grãos e os preços elevados de medicamentos e de combustíveis pressionam expressivamente as margens no segmento primário da pecuária. Diante disso, e da baixa oferta de boi gordo para abate, que limitou os resultados do PIB via produção, o crescimento do PIB desse segmento se limitou a 2,54% no trimestre.

Nas agroindústrias, as valorizações dos animais vivos e de outros custos industriais, somadas à dificuldade de repassar esses aumentos, sobretudo no mercado doméstico, também têm pressionado as margens. Nesse cenário, o PIB da agroindústria pecuária acumulou queda de 5,37% no primeiro trimestre do ano.

Para os agrosserviços, o PIB teve queda de 6,33%, refletindo os resultados a montante. Pesquisadores do Cepea indicam que, no geral, os menores volumes de bovinos e de carne bovina produzidos e o estreitamento das margens da maioria das cadeias pecuárias diante de fortes elevações de custos explicam esse resultado.

Em sentido contrário, o PIB do segmento de insumos pecuários foi impulsionado pelos maiores preços das rações e cresceu 15,64%.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o PIB brasileiro aqui e por meio da Comunicação Cepea, com o prof. Geraldo Barros e a pesquisadora Nicole Rennó: [email protected].

Fonte: CEPEA

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AGRO & NEGÓCIO

Inovações no manejo de pragas e doenças contribuem com a qualidade da safra

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Na próxima quinta-feira, 24/6, começam as atividades do 6º Ciclo de Seminários Agrícolas CanaMS 2021. Nessa data, a partir das 13hs (14hs BSB), acontece o 1º Seminário, que terá como tema “Pragas e Doenças da cana-de-açúcar”. O evento será realizado on-line, com transmissão pelo Canal do Youtube da Embrapa (https://www.youtube.com/watch?v=sRDG9ATJ7Rw) e também pelo Facebook da Embrapa Agropecuária Oeste.  

Na ocasião, os participantes poderão conhecer mais sobre “as previsões climáticas para o Inverno”, por meio de palestra proferida pelo pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Claudio Lazzarotto. Na sequência haverá palestra sobre “Eficiência no uso de armadilhas”, que será realizada por José Francisco Garcia, da Global Cana (Ribeirão Preto/SP); em seguida acontece a palestra sobre “Cana: o palhiço, as doenças e o caminho a seguir”, que será realizada pelo analista da Embrapa Agropecuária Oeste, Alexandre Dinnys Roese. 

Para encerrar as atividades acontece ainda palestra sobre “Uso do Drone na aplicação de Cotesia”, realizada por João Adalberto Palucci, da empresa Rio Amambai Agroenergia (Naviraí/MS). Após as palestras os participantes poderão interagir por meio de perguntas on-line, via chat. A moderação do evento será feita por José Trevelin Junior (TCH Gestão Agrícola) e Cesar José da Silva (Embrapa Agropecuária Oeste).

Qualidade – O pesquisador e coordenador do evento, Cesar José da Silva ressalta que a cultura de cana-de-açúcar é muito expressiva no estado e explica “Mato Grosso do Sul é o quarto maior produtor de canado Brasil com 48,99 milhões de tonelada na safra 2020/21, segundo dados da CONAB”. 

Segundo ele, o bom manejo de pragas e doenças tem grande contribuição para aumento da produtividade e da qualidade da cana colhida, daí a importância do tema deste 1º Seminário Agrícola. Cesar acredita que o potencial estadual é muito promissor para a cultura e acrescenta “durante muitos anos as tecnologias aqui empregadas eram oriundas das regiões tradicionais na produção de cana, que possuem características edafoclimáticas diferentes das nossas. Com o passar dos anos, as pesquisas e experiências das equipes técnicas das usinas e fornecedores, foram se intensificando na região. Hoje, já estamos indo para o sexto ano consecutivo do Ciclo de Seminários Agrícolas com palestras de especialistas, cases de sucesso e resultado de pesquisas desenvolvidas no MS”. 

O pesquisador chama atenção ainda para a qualidade da cana-de-açúcar e diz “dados da Biosul, revelam que a cana-de-açúcar produzida no estado tem melhorado de qualidade safra após safra. Houve um aumento de 3,7% na concentração de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR/TC), ou seja, foi obtido 142,39 kg por tonelada de cana no período acumulado da safra de cana-de-açúcar 2020/2021 e com produtividade estável”. 

Resultados – O Chefe Adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Agropecuária Oeste, Auro Akio Otsubo, destaca a relevância desse evento, visto que  a Equipe de pesquisa em agroenergia da Embrapa Agropecuária Oeste tem obtido resultados de pesquisas voltados para o sistema de produção de cana-de-açúcar de Mato Grosso do Sul. Ele acrescenta ainda que boa parte desses resultados são respostas às demandas feitas pelo setor produtivo estadual ao longo dos anos anteriores.

O evento é gratuito e aberto aos interessados no tema. As inscrições podem ser feitas por meio do link: https://www.cpao.embrapa.br/seminario-cana-ms/pages/inscricao.ph.

Esse evento é uma realização da Embrapa Agropecuária Oeste, sendo organizado pela TCH Gestão Agrícola e conta com apoio institucional da Biosul, Sulcanas, Coplacana e Global Cana.

Fonte: Embrapa

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