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PGR vai investigar declarações de Kim Kataguiri e Monark sobre nazismo

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Kim Kataguiri e MonarkKim Kataguiri e Monark

O procurador-geral da República, Augusto Aras, determinou nesta terça-feira, dia 8, a instauração de procedimento para que seja apurada a prática de eventual crime de apologia ao nazismo tanto pelo deputado federal Kim Kataguiri (Podemos-SP) quanto pelo apresentador do Flow Podcat, Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark. Em razão disso, o locutor foi desligado do programa. A investigação foi motivada por representações enviadas ao Ministério Público Federal (MPF).

Nesta segunda-feira, dia 7, o apresentador Monark mostrou-se favorável à existência legal de partido nazista no Brasil. Já o parlamentar disse que foi um erro a Alemanha ter criminalizado o partido nazista, responsável pelo Holocausto. Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes usaram seus perfis no Twitter para enfatizar que apologia ao nazismo é crime no Brasil.

De acordo com a PGR, “o teor das declarações será analisado pela assessoria criminal de Augusto Aras em função de o caso envolver parlamentar com prerrogativa de foro no Supremo Tribunal Federal (STF)”.

“A mensagem veiculada no programa repercutiu tanto na imprensa quanto no meio jurídico. A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), por exemplo, lembrou que ‘o direito à liberdade de expressão não é absoluto e repudiar o nazismo é uma tarefa permanente, que deve ser reiterada por todos'”, destacou a PGR em comunicado, e lembrou:

“Embora não possa se posicionar sobre o caso específico — que será devidamente apurado —, a PGR reitera posição contra o discurso de ódio já externada em mais de uma oportunidade. A mais recente, na abertura do ano judiciário, afirmou ser imprescindível a união das instituições para ‘repudiar veementemente’ o discurso de ódio, lembrando que a Constituição reconhece e preconiza o respeito às diferenças, ao pluralismo e ao multiculturalismo. ‘Todo discurso de ódio deve ser rejeitado com a deflagração permanente de campanhas de respeito a diversidade como fazemos no Ministério Público brasileiro para que a tolerância gere paz e afaste a violência do cotidiano’, frisou na oportunidade”.

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Salman Rushdie: acusado será indiciado por tentativa de homicídio

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Homem foi detido após atacar o escritor Salman Rushdie
Reprodução/YouTube Euronews (em português) 13.08.2022

Homem foi detido após atacar o escritor Salman Rushdie

Acusado de ter  esfaqueado o escritor Salman Rushdie, Hadi Matar, de 24 anos, será indiciado por tentativa de assassinato em segundo grau e acusações de agressão, diz reportagem do jornal The Guardian. Nesta quinta (18), ele vai se apresentar ao tribunal para as acusações, disse o promotor distrital do condado de Chautauqua, Jason Schmidt, por e-mail. Hadi é acusado de ferir Rushdie na sexta-feira passada, pouco antes de o autor dar uma palestra.

Matar já compareceu a um tribunal do condado no sábado, no qual se declarou inocente das acusações de tentativa de homicídio e agressão, ambas em segundo grau.

O acusado pelo ataque a Salman Rushdie disse que não esperava que o escritor sobrevivesse ao atentado. Em entrevista ao New York Post, Hadi Matar elogiou o aiatolá Khomeini (que fez uma publicação em que pedia a morte do escritor) e contou que teria lido “apenas duas páginas” do romance escrito por Rushdie.

“Quando soube que ele sobreviveu, fiquei surpreso”, disse Matar, em uma entrevista em vídeo feita da cadeia onde está preso. “Eu respeito o aiatolá. Acho ele uma ótima pessoa. Isso é o que posso dizer sobre isso.”

Na entrevista, Hadi Matar também negou ter contato com qualquer entidade do Irã e afirmou ter tomado a decisão de ir até o local do evento sozinho. Ele contou ter decidido ir ao encontro de Rushdie, que participava de um evento, após ver uma publicação em uma rede social anunciando a visita do escritor.

“Eu não gosto da pessoa. Não acho que ele seja uma pessoa muito boa”, disse ele sobre Rushdie. “Ele é alguém que atacou o Islã, ele atacou suas crenças.”

Hadi Matar, de 24 anos, que é morador de Nova Jersey, se declarou inocente, em audiência no último sábado, da tentativa de assassinato em segundo grau, de agressão em segundo grau, com intenção de causar lesão física com arma mortal, além de outras acusações, de acordo com Nathaniel Barone, seu defensor público.

A possibilidade de fiança para Matar foi recusada, e ele foi detido na Cadeia do Condado de Chautauqua. A próxima aparição de Hadi no tribunal é sexta-feira (19). O crime, de acordo com a lei de Nova York, pode levar até 25 anos de prisão após a condenação.

Versos satânicos

A obra de Rushdie fez com que ele se tornasse alvo de ameaças de morte no Irã desde a década de 1980. O livro “Os Versos Satânicos” de Rushdie é proibido no país desde 1988. Muitos muçulmanos consideram a história uma blasfêmia.

Um ano depois, o falecido líder do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, emitiu um edito, pedindo a morte de Rushdie. Uma recompensa de mais de US$ 3 milhões também foi oferecida para quem tirasse a vida dele. O escritor passou cerca de dez anos sob proteção policial e vivendo na clandestinidade. Ele mora nos EUA desde 2000.

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Fonte: IG Mundo

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