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PF combate grupo criminoso especializado em crimes financeiros

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Uma organização criminosa especializada nos crimes de evasão de divisas, câmbio ilegal e lavagem de dinheiro foi desarticulada, nesta quarta-feira (1º), pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Massari. Os investigados atuavam na fronteira do Brasil com Uruguai, entre Santana do Livramento e Rivera.

O grupo criminoso também tinha ramificações no estado de São Paulo e litoral de Santa Catarina para executar o fluxo de dinheiro ilícito dessas regiões para a fronteira sul do Brasil e posteriormente para o Uruguai, a China, Argentina e o Chile.

Segundo a PF, ao menos R$ 13,5 milhões foram movimentados por intermédio de contas bancárias vinculadas aos investigados, nos últimos três anos. “Porém, estima-se que a movimentação financeira paralela seja muito superior, visto que a maior parte das operações se dá através de dinheiro em espécie”.

Cerca de 40 policiais federais cumprem desde o início da manhã dez mandados de busca e apreensão, em Santana do Livramento e um na cidade de São Paulo, além de ordem de bloqueio de contas bancárias e a indisponibilização de veículos.

De acordo com a PF, o nome da operação, Massari, é uma expressão usada pelos investigados ao se referirem às transações com dinheiro em espécie.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Geral

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PF recolhe 15 girafas em resort e prende duas pessoas

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A Polícia Federal apreendeu hoje (26) 15 girafas e prendeu dois homens por maus tratos aos animais no Portobello Resort & Safari, em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro.  A ação foi feita no âmbito de inquérito policial instaurado pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (Delemaph) e acompanhada por analistas ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), para verificar informações acerca da morte de três espécimes, de um conjunto original de 18 girafas importadas da África do Sul.

Os policiais federais e os analistas ambientais constataram a situação de maus tratos dos animais e, diante disso, dois homens, responsáveis pela manutenção dos cativeiros, foram presos. As girafas foram apreendidas. O Ibama ficará responsável pela supervisão e adotará todas as providências necessárias para resguardar a integridade das girafas.

Os presos foram conduzidos à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro, onde foram autuados. A investigação prosseguirá com o objetivo de apurar as circunstâncias e a legalidade da importação dos animais, bem como as condições de manutenção e cuidado das girafas.

Defesa

No dia 14 de dezembro de 2021, seis girafas derrubaram a cerca de proteção e fugiram. Em seguida, elas foram recapturadas e três delas morreram. Em nota, o BioParque do Rio, responsável pelo resort safari, informou que durante as operações de manejo, um grupo de girafas escapou de uma área de contenção e, após o retorno às baias, os animais não resistiram. 

As girafas são bastante sensíveis e, por isso, determinadas situações podem levar ao desequilíbrio orgânico do animal. O BioParque do Rio “reitera a responsabilidade com o manejo de fauna, com os projetos de longo prazo de restauração da natureza e afirma não haver maus tratos como tentam sugerir em denúncias infundadas.”

A nota informa que o resort trabalha com muita seriedade no tripé da pesquisa, conservação e educação e com muita responsabilidade e cuidado no manejo da fauna, inclusive com um projeto de longo prazo para um programa dedicado à conservação integrada de girafas.

“O grupo de 18 girafas veio de um local autorizado para manejo sustentável e desenvolvimento comunitário com essas espécies na África do Sul. A instituição foi devidamente aprovada pelos órgãos competentes brasileiros e sul-africanos”, diz a nota em outro trecho.

O documento diz ainda que “ assumimos o compromisso de sermos os coordenadores no Brasil do Grupo de Trabalho para os esforços de conservação da girafa pela Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB). Neste papel, o BioParque do Rio liderará as pesquisas e projetos de conservação da espécie no país, com foco principal no desenvolvimento de técnicas utilizando a genética e a tecnologia da reprodução para o aumento da espécie”.

O manejo de espécies é uma importante ferramenta complementar de conservação da biodiversidade e a ela foi dedicado o artigo 9º da Convenção sobre a Diversidade Biológica (CDB), assinado pelo Brasil em 1992.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Fonte: EBC Geral

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