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Pesquisadores desenvolvem aparelho para descontaminar máscaras N95

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Em um projeto que conta com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, pesquisadores do Instituto de Física da Universidade de Brasília desenvolveram um aparelho para descontaminar máscaras N95 que vem sendo usada por profissionais de saúde durante pandemia de Covid-19.

Nesta segunda-feira (29), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, foi conhecer o equipamento que emite radiação ultravioleta para higienizar e assim reaproveitar a máscara N95 de forma segura. O ministro explicou que a iniciativa poderá ajudar os hospitais e profissionais de saúde a salvarem vidas.

“Com relação aos profissionais de saúde que estão na frente de combate, tratado disso dia a dia, tratando com as pessoas, eles precisam de proteção. Não podemos perder esse exército. Esse cuidado com nossos profissionais que estão na ponta é importantíssimo que tenhamos”, afirmou Marcos Pontes.

“Tudo que foi desenvolvido certamente vai ajudar os hospitais, certamente vai ajudar esses profissionais de saúde a salvarem vidas. Precisamos salvar vidas no país e é para isso que estamos aqui”, completou o ministro.

A iniciativa teve apoio do MCTI e Rotary Club Distrito Federal, Goiás e Tocantins. O governo investiu R$ 50 mil no projeto.

O projeto

Na pesquisa, a radiação ultravioleta se mostrou mais viável devido à experiência e capacidade da indústria nacional, baixo custo, facilidade de operação e manutenção.

Seis protótipos com ciclo de descontaminação de uma hora já estão prontos, sendo cinco unidades de pequeno porte, com capacidade para 60 máscaras e uma unidade de maior capacidade para 150 máscaras, que será testada no Hospital Regional da Asa Norte em Brasília (DF). Também serão realizados testes em hospitais de Goiás e Tocantins.

O projeto também tem o apoio do Rotary Club do Distrito Federal, Goiás e Tocantins. O ministro Marcos Pontes informou que o ministério investiu R$ 50 mil e o Rotary R$ 80 mil.

Ciência no enfrentamento à Covid-19

Durante a visita para o conhecer o projeto da Universidade de Brasília, Marcos Pontes destacou a importância da ciência e tecnologia no enfrentamento a pandemia do novo coronavírus e também para a retomada da atividade econômica no momento posterior.

“A ciência é a única arma que temos para vencer o problema em si. É através da ciência que a gente consegue descobrir remédios, vacinas, que é a solução mais perene, testes de diagnósticos, todos esses equipamentos”, disse.

E acrescentou: “Temos que recuperar a economia, o dia a dia das pessoas e o melhor tipo de investimento que pode ser feito é através da ciência e tecnologia como é feito pelos países desenvolvidos há muito tempo e demonstrado que isso dá o retorno de investimento rápido e garantido”.

Fonte: Brasil.gov

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Empresas farmacêuticas lucram com as pandemias

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Farmacêuticas
Reprodução Twitter @sebastianarcher

A pandemia já matou mais de meio milhão de vidas em todo o mundo, enquanto empresas farmacêuticas aproveitam para faturar  com medicamentos que poderiam retardar a escalada de mortes.

O Remdesivir nasceu, com outro nome, após uma pesquisa desenvolvida para combater o Ebola em 2013. Menos eficaz do que outras drogas, caiu no esquecimento, desengavetado com a pandemia do covid-19, Gilead, a farmacêutica que o criou, testou para vereficar seus novos resultados. Para surpresa, tornou-se o primeiro medicamento aprovado pela União Europeia para combater o coronavírus.

A indústria farmacêutica, envolta em suspeitas,  por seus enormes benefícios e por administrar seus negócios no meio do caminho, entre a saúde e o lucro alto. Assistindo a Sicko, o documentário dirigido por Michael Moore, confirma-se a triste realidade da saúde, comercializada na medula óssea em muitos países ao redor do mundo. De mãos dadas com o diretor, um punhado de americanos atravessou os poucos quilômetros que separam os EUA de Cuba para descobrir um sistema em que a assistência médica podesse ser completamente gratuita para os cidadãos.

Os gastos públicos com produtos farmacêuticos aumentaram na Espanha para 18.709 milhões, mais de 4% em relação ao ano anterior. Os medicamentos são caros, quem paga por eles. Os países que possuem seguro social ou saúde pública impedem seus cidadãos de serem hipotecados para salvar suas vidas, mas, em vez disso, verificam como os gastos aumentam a cada ano, para níveis quase insustentáveis, porque a indústria farmacêutica tem total liberdade para definir preços de venda.

Na Espanha, durante 2019, os gastos públicos com produtos farmacêuticos subiram para 18.709 milhões, mais de 4% em relação ao ano anterior, de acordo com dados da Association for Fair Access to Medicine. Ramón Gálvez, neurologista e diretor-gerente por oito anos do Serviço de Saúde Castilla-La Mancha (Sescam), define a data para esse desvio neoliberal: “A indústria farmacêutica mudou em 1975. Organização Mundial do Comércio (OMC) argumentou que os medicamentos estavam sujeitos a patentes. Isso permite que a empresa que produz um medicamento inovador tenha pelo menos 20 anos de exclusividade para sua exploração.

Durante esse período, a empresa pode definir o preço que deseja “. Até então, os medicamentos nunca foram registrados sob patentes. Na Espanha, a aplicação do regulamento é de 1985, entrando totalmente nessa dinâmica em 1989.

Fonte: IG Mundo

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