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Pescador tenta pegar tubarão em alto mar e acaba sendo mordido no Pará

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Tubarão mordeu pescador em alto mar, a 2km da costa paraense
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Tubarão mordeu pescador em alto mar, a 2km da costa paraense

Um  pescador foi mordido por um tubarão na manhã desta quarta-feira, dia 22, enquanto trabalhava em direção ao alto mar, a aproximadamente 2 quilômetros da praia de Salinas, no Pará. Seus colegas levaram-no de volta para a costa e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Salinópolis.

Segundo a prefeitura, o paciente foi levado para o Hospital Regional do município. O  tubarão acabou sendo capturado e abatido, conforme mostra um vídeo gravado pelos pescadores. A família da vítima, entretanto, pediu que a imagem do homem fosse preservada.

“Ele segue estável, recebendo atenção de equipe de saúde e passará por procedimento cirúrgico e desde já não há risco de perder a vida”, informou a assessoria de imprensa por meio de nota.

Momento em que pescador é socorrido após ataque de tubarão
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Momento em que pescador é socorrido após ataque de tubarão

Pescadores que acompanhavam a vítima disseram que o tubarão mordeu a perna esquerda do homem, na região da panturrilha. Diante do incidente, eles voltaram com o barco ao Porto Grande, referência no município, onde o indivíduo recebeu os primeiros socorros e foi conduzido à unidade de saúde.

“Vale ressaltar que os tubarões que ocorrem em nossa costa não são de espécies agressivas, são pequenos (como o deste caso), e não tem o ser humano como parte da dieta”, explicou a prefeitura de Salinópolis em nota. “E este ataque ocorreu em situação de extremo estresse do animal, fora da água e também ele foi capturado em mar aberto, não representando índice de risco a banhistas das praias”.

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Chanceler diz que busca resolver pendências em acordo Mercosul-UE

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O Itamaraty está trabalhando para resolver as pendências que impedem a formalização do acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, disse hoje (26) o ministro das Relações Exteriores, Carlos França. Segundo ele, a ampliação de acordos comerciais é uma prioridade do governo.

O chanceler fez a declaração no lançamento da agenda legislativa da Frente Parlamentar do Comércio Internacional e Investimentos (FrenComex), no Palácio do Itamaraty. Assinado em 2019, o acordo Mercosul–UE precisa ser aprovado pelos parlamentos dos países dos dois blocos para entrar em vigor. No entanto, questões ambientais e climáticas têm travado as votações.

“Os desafios são complexos, mas a diplomacia brasileira está e permanecerá atenta”, disse França. Segundo o ministro, o Oriente Médio e os países do sul e do leste asiático são prioridades do Brasil na busca de acordos comerciais.

O ministro das Relações Exteriores defendeu a modernização do Estado brasileiro por meio do ingresso do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela agenda de privatizações. Na avaliação dele, existe espaço para que o Brasil diversifique as exportações, sem deixar de lado as commodities (bens primários com cotação internacional).

“Há espaço para diversificação da pauta exportadora sem negligenciar nossa estratégia de exportação de commodities, ampliando exportação de serviços e bens industrializados”, comentou.

Agressividade

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também esteve presente ao evento e defendeu que o Brasil seja mais agressivo nas negociações comerciais, como a redução da tarifa externa comum do Mercosul e o afrouxamento das regras que permitem a cada país do bloco negociar individualmente acordos tarifários bilaterais.

“Parabenizo [o chanceler Carlos] França por avançar na agenda de tornar o Itamaraty mais agressivo. Ele é o good guy [sujeito bom], eu sou o bad guy [sujeito mau]. Acho que o Itamaraty devia ter muito mais agressividade. Nos Estados Unidos, os embaixadores são quase homens de negócio”, disse Guedes. Ele pediu mais aproximação entre os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores.

Eixos

Ao lançar a agenda da FrenComex pelos próximos dois anos, o presidente da frente parlamentar, deputado federal Evair de Melo (PP-ES), disse que o Brasil está fortalecendo suas relações comerciais e que o país sairá “maior do que entrou” da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26). O encontro ocorrerá de 1º a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia.

Em nota, a FrenComex informou que a agenda da frente parlamentar pelos próximos dois anos tem cinco eixos: facilitação do ambiente de negócios para o investidor estrangeiro, negociação e assinatura de acordos comerciais, melhoria da infraestrutura logística para exportação, simplificação e desburocratização das operações de comércio exterior e políticas de fomento à exportação.

Edição: Aline Leal

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