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PDI ajuda a reduzir mortalidade infantil e aumenta arrecadação do município

Campo Verde apresentou os resultados de ações coordenadas e definidas no Planejamento Estratégico do município. Os efeitos positivos se fizeram notar nas áreas de saúde, educação, cultura, financeira-administrativa.

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Sérgio Tanigut | Portal Mato Grosso

Campo Verde - Prefeitura municipal

Prefeitura municipal de Campo Verde

Depois de cinco anos como parceiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso no Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado – PDI, Campo Verde apresentou os resultados de ações coordenadas e definidas no Planejamento Estratégico do município.

 

Os efeitos positivos se fizeram notar nas áreas de saúde, educação, cultura, financeira-administrativa, e na ampliação de vários serviços ao público. Além de apresentar bons resultados, o município, que já um case de sucesso na implantação do PDI, demonstrou controle das atividades desenvolvidas.

Marcos Bergamasco | Portal Mato Grosso

auditor do tce jose marcelo peres

Coordenador do Projeto I do PDI no TCE-MT, José Marcelo Peres

“O gestor enxerga onde estão os gargalos e tem condições de fazer correções. Assim, a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”, disse o coordenador do Projeto I do PDI no TCE-MT, José Marcelo Peres, que participou da reunião de resultados em Campo Verde em janeiro.

 

Em Campo Verde, a prefeitura reuniu conselheiros de políticas públicas, vereadores, sociedade civil e servidores para mostrar resultados positivos oriundos das ações do PDI no município, principalmente nas áreas de saúde, cultura, transparência, Educação Continuada, Eficiência e Inovação e práticas essenciais para o desenvolvimento da cidade.

 

De acordo com as estratégias do PDI, todas as secretarias municipais estão envolvidas no alcance de metas de curto, médio e longo prazo, que devem ser atingidas até 2021. Em 2017, das 44 metas estipuladas, 35 foram atingidas. Conforme os resultados das metas apresentadas, alguns chamaram a atenção por terem impacto direto na sociedade, como a redução da mortalidade infantil, que teve a taxa reduzida em 33,9%, e a melhora no nível de desempenho dos alunos das séries finais.

 

Outro avanço importante foi o aumento da arrecadação própria do município, que tinha como meta da Secretaria Municipal de Fazenda sair de R$ 24,6 milhões em 2016 para R$ 29,9 milhões em 2017. No ano passado, a arrecadação bateu em R$ 33,1 milhões.

Thiago Bergamasco | TCE-MT

fabio schroeter prefeito de campo verde

Prefeito de Campo Verde, Fábio Schroeter

Houve avanços na redução do deficit habitacional, ampliação das atividades culturais, recreativas ou de lazer, e na consolidação de Campo Verde como pólo de serviços para a região. A coordenadora municipal do PDI, Marinês Refati Almeida, reforçou ainda os avanços na coleta de 100% do lixo produzido na cidade, e implantação do sistema de transporte coletivo em 60% de linhas na área urbana.

 

O prefeito Fábio Schroeter destacou que fazer o planejamento estratégico não é tarefa fácil. “Mas estamos conseguindo avançar, aos poucos estamos consolidando esse trabalho com o apoio do Tribunal (TCE/MT), consultorias e, principalmente, com o trabalho, o apoio dos nossos servidores e o engajamento de todos”.

 

Fábio frisou que, como os recursos são poucos para tantas demandas, não há possibilidade de erros nos investimentos. “Nós temos que aplicar e aplicar muito bem”, ressaltou. “E esse planejamento nos ajuda muito a fazer isso”, salientou.

 

Cassyra Vuolo, secretária de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania do TCE/MT e coordenadora do Projeto II do PDI, no qual Campo Verde está inserido, destacou a importância da população na apresentação dos resultados das metas de 2017.

 

 “A sociedade precisa participar para poder avaliar os resultados e também propor medidas para aperfeiçoar os indicadores que ainda precisam ser atendidos”, disse ela, salientando que o trabalho que está sendo desenvolvido em Campo Verde com relação ao planejamento estratégico serve de modelo para todo o Brasil.

 

A coordenadoria-geral do PDI no TCE-MT estará acompanhando as reuniões de apresentação de resultados do ano de 2017 em todos os municipios que aderiram ao programa desde 2012. Segundo a coordenadora-geral do PDI, Naíse Silva Freire, este ano o foco será nas capacitações e na inserção de novos municípios.

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Comunidade rurais próximas a Campo Verde estão isoladas e pedem socorro

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A reunião aconteceu em frente à Escola Agrícola, prefeito de Campo Verde e o deputado Allan Kardec, participaram

Pelo menos 8 comunidades da região da Serra de São Vicente (90 km da capital), fizeram uma manifestação ontem (22.06) para pedir socorro. Segundo as lideranças comunitárias, eles estão isolados, sem assistência e sem apoio técnico para desenvolverem suas atividades.

O problema, de acordo com o presidente da Associação Córrego do Ouro, Nadir Moreira, é a situação geográfica dos assentamentos, onde moram 2 mil famílias, nunca foi esclarecida. “Ninguém aqui sabe a qual município nós, de fato pertencemos”.

Moreira diz que o problema vem se arrastando há 3 décadas e chegou agora a um estado insustentável, pois essa indefinição não permite a regularização das terras e por consequência trava o sistema de crédito e dificulta o processo de produção, colocando todas as famílias em dificuldades. eles reivindicam que a região seja anexada ao município de Campo Verde.

“Além de estar mais próximo da gente Campo Verde é quem nos atende com assistência à saúde e na manutenção das estradas, além disso, Campo Verde é um município produtor agrícola e possui políticas de apoio ao setor rural”. O representante dos assentados disse que as comunidades estão reivindicando que a Assembleia Legislativa interfira e vote um projeto lei que permita que o território dos assentamentos rurais seja anexado ao município.

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, que participou da manifestação, se mostrou solidário à anexação da região. “São comunidades que têm uma ligação muito forte com a gente e esse remanejamento já tem projetos em andamento junto ao estado, que contempla a região dos assentamentos”, informou.

ENTENDA O CASO

O Assentamento Mata Mata que compõe o grupo dos oito, já foi considerado a “menina dos olhos” do Governo durante a gestão Dante de Oliveira (1987/1990). Naquele período o Governo levou a energia e água tratada, construiu pontes de concreto e forneceu sistema de irrigação. Como resultado desses investimentos só o Mata Mata foi responsável por 15% dos produtos de hortigranjeiros que abasteciam Cuiabá e Várzea Grande.

De lá para cá a região foi perdendo essa assistência por parte da Capital e para complicar ainda mais, a Lei Federal 10.500/2017 definiu um novo reordenamento territorial para os municípios brasileiros e determinou que os assentamentos Mata Mata, Santo Antônio da Fartura, Bigorna, Córrego do Ouro, Serrana, Bom Jardim e São Vicente, alguns deles pertencentes a Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães, fossem todos anexados ao território do município de Campo Verde.

Ocorre que, apesar da Lei ter definido o novo layout a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) antiga SEPLAN, em seus registros considera aquele território como sendo uma área branca isolada pertencente a Cuiabá. Santo Antônio e Chapada alegando prejuízo iniciaram uma serie de interpelação jurídicas, fato que, por força de uma decisão liminar Campo Verde está hoje impedido de assumir de vez e realizar qualquer tipo de investimento na área dos assentamentos.

 

 

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