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Paulo Guedes diz que ministro Marcos Pontes é burro, afirma jornal

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Ministro da Economia teria feito desabafo em reunião fechada
Washington Costa/ASCOM ME

Ministro da Economia teria feito desabafo em reunião fechada

O ministro da Economia, Paulo Guedes, teria dito em reunião nesta terça-feira (27) fechada que o ministro da Ciência e Tecnologia (MCTI) é “burro”. Além disso, criticou a má gestão de dinheiro público no país, informa a colunista Camila Mattoso, da Folha de São Paulo. Guedes também teria se perguntado “o que está fazendo” no cargo. 

As falas se deram no contexto da contestação feita por integrantes da comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara, que brigam para ter de volta R$ 600 milhões de recursos retirados do ministério da área. No local estavam deputados da base e de oposição.

Guedes reclamou que alguns ministros deixam dinheiro disponível na pasta parado. No caso do MCTI, Guedes disse que o colega astronauta vive no ‘espaço’ e não entende nada de gestão. Se for para devolver o dinheiro, Guedes afirma que não negocia com Pontes, apenas com técnicos da pasta.

O ministro da Economia se queixou de uma verba que foi enviada a Pontes para investimento em ciência, mas o dinheiro foi parar em “foguetes”. Nesse momento, usou a palavra “burro” para classificar o gestor.

Guedes também criticou os ministros Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, e Onyx Lorenzoni, do Trabalho e Previdência, como maus utilizadores da verba que lhes é repassada.

Um parlamentar presente na reunião mencionou que Lorenzoni se preocupou em gastar dinheiro fazendo campinhos de futebol no Sul do país e campeonatos. Nos torneios eram distribuídos troféus e medalhas comprados com dinheiro público. 

Como contraponto, Guedes citou Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, para exemplificar o bom uso de dinheiro público.

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Outro ministro citado foi Ciro Nogueira, da Casa Civil. Segundo o titular da Economia, quando envia dinheiro para o piauiense, não sabe o destino. Ele afirmou que é de Nogueira a ordem de colocar ou tirar recursos das pastas.

“O ministro Paulo Guedes precisa ter execução orçamentária. A palavra não é irritado, mas agoniado. O ministro está vendo que chegou novembro e nós precisamos dar agilidade às execuções orçamentárias. É atitude de quem é responsável. O Paulo Guedes vai ser cobrado no final de ano pelo todo. Ele está fazendo o papel dele de botar pilha e cobrar dos ministros as execuções financeiras”, disse o vice-líder do governo na Câmara, o deputado Evair de Melo, à Folha. 

“A irritação dele é mais um discurso de autoestima, vamos lá, vamos virar 24h, vamos empenhar, vamos definir prioridades. É o capitão motivando o time”, completou o vice-líder do governo na Câmara, em defesa de Guedes.

Melo disse que as desavenças com ministros são como num time de futebol e buscam motivas, não criticar. 

“O Ministério de Ciência e Tecnologia precisa, sim, melhorar a execução financeira e orçamentária. É palavra de motivação, não é nenhuma crítica pontual. Não sei quem te passou, mas o tom do Paulo Guedes não foi esse, não. Foi tom de motivação, de ‘vamos lá, tem que ter mais competência, tem que executar, o dinheiro é pouco, é escasso, então o pouco que tem é pra executar’. Em momento algum tem tom pejorativo.”


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Decreto exclui Casa da Moeda de programa de desestatização

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O presidente Jair Bolsonaro editou, nesta segunda-feira (6), um decreto que acolhe recomendação do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos para excluir a empresa pública Casa da Moeda do Programa Nacional de desestatização (PND).

De acordo com o Ministério da Economia, a medida provisória que encerrava a exclusividade do órgão na fabricação de papel moeda, moeda metálica, impressão de selos e títulos da dívida pública perdeu sua eficácia sem ser convertida em lei.

“Por este motivo, entendeu-se que há restrição em se efetivar eventual parceria com a iniciativa privada para essas atividades, enquanto se mantiver tal exclusividade”, reforçou o comunicado.

Ainda segundo a pasta, a exclusão no PND e a revogação da qualificação no âmbito do PPI são decisões que devem ser analisadas pelo corpo técnico do ministério e pelo conselho, que se manifesta por meio de resolução, a ser convalidada por decreto do presidente da República.

Em outubro, o governo federal já havia anunciado que decidiu retirar a Casa da Moeda do seu portfólio de privatizações.

Edição: Paula Laboissière

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