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Pátria Voluntária lança campanha de doação para crianças vulneráveis

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O programa Pátria Voluntária lançou nesta sexta-feira (28) uma campanha para arrecadar doações financeiras que serão destinadas a instituições que cuidam de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

O lançamento da nova iniciativa ocorreu em uma cerimônia, no Palácio do Planalto, para marcar a celebração do dia nacional do voluntariado. O evento contou com a participação do presidente Jair Bolsonaro, do vice Hamilton Mourão, além de ministros e autoridades.  

A nova ação foi batizada de “Apadrinhe um Futuro” e será executada em conjunto com a Fundação Banco do Brasil, responsável pelo recebimento das doações. Por meio do projeto Arrecadação Solidária, uma outra iniciativa do Pátria Voluntária, serão selecionadas 81 instituições sem fins lucrativos que tenham projetos e atuem com crianças e adolescentes vulneráveis. A chamada pública pode ser acessada pela plataforma do programa na internet.

“Nosso objetivo é impactar o futuro de 8 mil crianças e adolescentes atendidos nas instituições sem fins lucrativos. A sua ajuda é fundamental para que eles possam seguir brincando, aprendendo e sorrindo. Faço também um convite a essas organizações, que acolhem crianças e adolescentes, a participarem da chamada pública”, afirmou a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, em discurso durante o lançamento da ação. 

Instituído no ano passado, o Programa Nacional de Incentivo ao Voluntariado (Pátria Voluntária) incentiva a participação dos cidadãos na promoção de práticas sustentáveis, culturais e educacionais voltadas para a população mais pobre e vulnerável. A ação é conduzida por um conselho, presidido pela primeira-dama, composto por 24 integrantes do governo e da sociedade civil.

Segundo a secretária executiva do programa, Adriana Pinheiro, o Pátria Voluntária já beneficiou cerca de 300 mil pessoas vulneráveis em todo o país, por meio dos projetos como o “Arrecadação Solidária” e o “Brasil Acolhedor”.  

Como doar

As doações de recursos para o “Apadrinhe um Futuro” serão recebidas em conta corrente específica, sob a gestão da Fundação Banco do Brasil (Banco do Brasil: 001 Agência: 1607-1; conta corrente: 19.001-2; CNPJ: 01.641.000/0001-33; Nome: Camp Pátria Voluntária).

Poderão doar pessoas físicas ou jurídicas pela plataforma do programa Pátria Voluntária. O valor mínimo para doação é de R$ 30. 

Edição: Lílian Beraldo

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Famílias mais pobres destinam 26% da renda para compra de alimentos

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O Brasil é o país onde somente o gasto das famílias mais ricas com a alimentação é 165,5% maior do que a renda total de famílias mais pobres. Entre os que têm maior renda, o valor desembolsado na compra de alimentos representa apenas 5% dos rendimentos, enquanto as pessoas mais pobres destinam mais de um quarto (26%) do que ganham para comprá-los.

É o que revela o Estudo sobre a Cadeia de Alimentos, feito pelo economista Walter Belik, em parceria com o Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), com apoio do Instituto Ibirapitanga e do Instituto Clima e Sociedade.

O estudo usou como referência dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2017-18), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As informações foram cruzadas com as de outras bases, como a da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

De acordo com o relatório, a quantia despendida com alimentação, em todo o país, entre 2017 e 2018, foi de R$ 45,4 bilhões mensais, sendo que famílias com renda de até seis salários mínimos responderam por mais da metade desse valor (54%). As famílias nessa faixa salarial representam 71% da população, o que leva a concluir que apenas 29% das famílias concentram 65% da renda e 46% das despesas com produtos alimentícios.

Conforme o estudo, a renda afeta diretamente as condições de acesso e de qualidade dos alimentos consumidos pela população. Como as famílias mais ricas gastam, em média 627% a mais em alimentos do que as famílias mais pobres e têm renda 32,5 vezes maior — deixando ainda no orçamento muito espaço para compra de alimentos mais sofisticados —, tais famílias constituem um dos públicos de maior interesse da indústria de alimentos. 

Na avaliação de Belik, que já foi coordenador da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome, projeto conduzido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o quadro que se caracteriza no Brasil é “perverso”. Belik diz que o propósito de seu estudo é servir de orientação a formuladores de políticas públicas que possam rever o cenário atual. 

Para ele, uma informação relevante é a de que apenas dez produtos concentram mais de 45% do consumo alimentar: arroz, feijão, pão francês, carne bovina, frango, banana, leite, refrigerantes, cervejas e  açúcar cristal. Na pesquisa, explica-se por que este é um registro importante para entender a alimentação do brasileiro: a dieta é homogênea em todo o território nacional, o que quer dizer que está longe do ideal, que é a variedade de fontes de nutrientes no prato. Isso também significa que mais de um terço do dinheiro é gasto com um reduzido grupo de alimentos e que o potencial para cultivar uma gama tão diversa de produtos não se reflete no consumo.

O estudo detalha ainda como se dá a relação entre o poder aquisitivo das famílias e o comportamento alimentar. Nesse sentido, o que se observou foi que o consumo de arroz e feijão diminui à medida que a renda aumenta. Já o consumo de carne é proporcional, aumentando conforme a renda sobe.

Por outro lado, com a melhora na renda, outros produtos acabam perdendo lugar no armário de casa, como é o caso da farinha de mandioca, do açúcar cristal, dos peixes frescos, do óleo de soja, dio arroz e do feijão. Tal redução é mais radical entre classes sociais mais altas, que quase chegam a cortar em absoluto esses produtos do carrinho. Entre famílias de renda mais baixa, o aumento na renda faz com que passem a comprar mais desses itens básicos.

O estudo, que traz também informações sobre a produção e a comercialização de produtos pode ser lido na íntegra, no site do Imaflora. Há, ainda, uma versão resumida dos dados apresentados, que sintetiza a análise em dez tópicos.

Edição: Nádia Franco

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