AGRO & NEGÓCIO

Parceria incentiva plantio de araucárias e conservação genética

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Parceria firmada entre a Embrapa Florestas e a ENGIE, por meio do Sistema de Transmissão Gralha Azul, vai incentivar o plantio de araucária (Araucaria angustifolia), bem como a estruturação de um banco genético para conservação da espécie no estado do Paraná.

A parceria prevê a instalação de 13 Unidades de Referência Tecnológica (URTs) de técnicas de plantio de araucária – associada a outras espécies da Floresta Ombrófila Mista – em propriedades de agricultores paranaenses, como estratégia de transferência de tecnologia e estabelecimento de coleção de material genético. Segundo Erich Schaitza, Chefe Geral da Embrapa Florestas, “há um número significativo de produtores rurais que, por lei, devem recuperar áreas de florestas em suas propriedades para atender ao novo Código Florestal, mas não possuem referências técnicas, na forma de sistemas de produção, que lhes permitam fazer essa recuperação de forma eficiente, com uma visão conservacionista, mas também produtiva. Dessa forma, espera-se estabelecer em campo uma série de exemplos de ‘como fazer’, com todo um detalhamento passo a passo ao longo do tempo, tanto do ponto de vista silvicultural, quanto de custos de implantação e possibilidades de obtenção de renda.”

Outro ponto interessante do projeto é a inclusão de caixas de abelhas sem ferrão nas URTs. As abelhas podem ser uma fonte de renda para produtores e também funcionam como um indicador de qualidade ambiental das áreas.

Incentivo ao plantio

As URTs vão servir como modelo para adoção da tecnologia para outros produtores rurais. A intenção é realizar dias de campo e outras ações para que conheçam como fazer e sintam-se incentivados a plantar araucária, conservá-la e, como consequência, ainda gerar renda. “Além disso, os produtores rurais participantes vão receber recursos para conduzir estas ações em suas áreas, em um modelo de pagamento semelhante ao desenvolvido pelo projeto Estradas com Araucárias, executado pela Embrapa Florestas há mais de dez anos”, completa Schaitza.

A instalação das unidades tem o apoio do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), responsável pela extensão rural e pesquisa agropecuária no estado. O IDR vai apoiar a organização de produtores e parte da capacitação do projeto. Com isso, uma forte equipe de engenheiros florestais e agrônomos do IDR poderá usar as URTs em seu processo de trabalho.

Banco genético com variabilidade

Outro braço da parceria prevê a instalação de um banco de conservação de Araucaria angustifolia, que consiste em uma grande área destinada ao plantio de araucárias, a ser realizado de forma criteriosa. A criação do banco busca garantir que a variabilidade genética da população natural esteja totalmente representada no plantio. Assim, ameaças à erosão genética dentro da espécie podem ser evitadas ou revertidas, caso necessário. Além disso, essas populações poderão ser base para programas de melhoramento genético. Segundo Schaitza, “esse é um trabalho estruturante, contínuo e dispendioso, que deve ser repetido ao longo de toda a região de ocorrência da araucária. Exige amplas coletas de sementes e análises cuidadosas da paisagem, da distribuição das árvores dentro de fragmentos, da distribuição de machos e fêmeas na natureza e, posteriormente, dentro da população base”. O banco será instalado na Fazenda da Embrapa em Ponta Grossa.

O trabalho vai utilizar ferramentas modernas de biologia molecular, analisando a variabilidade genética das populações coletadas e das árvores plantadas. Com isso, tem-se a garantia de qualidade da estratégia de conservação.

“Essa população base vai se somar às que temos na área da Embrapa Florestas em Colombo/PR. São bancos com mais de 30 anos, únicos, que auxiliam na conservação genética da araucária. Esperamos continuar a ampliação de nossos bancos com outras parcerias. Nesse aspecto, o projeto com a ENGIE é um modelo de organização”, finaliza Schaitza.

“Essa é uma parceria que será muito gratificante. Sabemos de sua importância não só para a conservação, mas para o incentivo e orientação de produtores para a sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente. Essa parceria e a possibilidade de participarmos de um projeto que vai da conservação genética, ao plantio, conservação e geração de renda é uma das boas práticas que estamos adotando, buscando fazer a diferença”, relata o diretor de implantação do Sistema de Transmissão Gralha Azul, Márcio Daian Neves. Como exemplo de outras ações adotadas pela ENGIE nos últimos anos, está a doação e o plantio de mais de 700 mil mudas somente no estado do Paraná, sendo que em 2019 foram mais de 50 mil mudas.

Fonte: Embrapa

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Ministério faz alerta para conter entrada de praga quarentenária da bananeira no Brasil

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Produtores de banana e demais envolvidos na cadeia produtiva da fruta, foram alertados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para reforçarem a atenção na ocorrência de sintomas de Fusarium oxysporum f. sp. cubense Raça 4 Tropical (Foc R4T), considerada a maior ameaça para a bananicultura mundial.  A doença já chegou à Colômbia e esta semana o Serviço Nacional de Sanidade Agrícola do Peru (Senasa) confirmou a ocorrência de foco da doença no país.

Diante da ameaça, o Mapa  emitiu alerta de emergência fitossanitária em todo o Brasil, reforçando a importância da realização das articulações necessárias junto aos órgãos estaduais de sanidade vegetal, associações de produtores, órgãos de assistência técnica, pesquisa e outros, visando evitar prejuízos aos bananicultores nacionais, no caso de sua eventual introdução no país. 

O governo recomenda a ampla divulgação do Comunicado Técnico nº 149 elaborado pela Embrapa Amazônia Ocidental, com a participação de técnicos do Ministério, onde constam orientações atualizadas sobre a praga, identificação dos sintomas, cuidados a serem observados durante o levantamento e as providências nas eventuais suspeitas de ocorrências no país.

Em caso de identificação de sintomas característicos da praga, os produtores, responsáveis técnicos, extensionistas ou pesquisadores devem comunicar imediatamente os Serviços de Sanidade Vegetal nas Superintendências Federais de Agricultura do Ministério da Agricultura ou nas Agências Estaduais de Defesa Agropecuária nos seus respectivos estados.

De acordo com o Mapa, apesar de identificada na província de Sullana, próximo à fronteira do Peru com o Equador e longe da fronteira com o Brasil, “é necessário reforço nas ações de vigilância e prevenção para impedir seu ingresso no país”.  Reconhecida como quarentenária, a praga consta na lista de prioridades do governo para a prevenção e vigilância fitossanitária.

O  Ministério a Agricultura informa, ainda, que já está realizando tratativas com os demais países integrantes do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave), para tornar viáveis ações coordenadas em nível regional, e reforça a proibição do transporte de material vegetal (frutos, folhas, mudas de banana), solo e até mesmo material artesanal (bolsas, chapéus, entre outros) produzidos com folhas ou fibras de bananeira.

Cuidados redobrados – O Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) alerta aos bananicultores sobre a importância de que não sejam adquiridos materiais de propagação de banana de origem desconhecida, uma vez que essa tem sido uma importante via de disseminação da praga nos países em que ocorre atualmente.

O procedimento correto é contactar, o mais breve possível, a Superintendência Federal de Agricultura no estado que tomará providências como a coleta de amostras e envio ao laboratório oficialmente credenciado pelo Ministério da Agricultura para a identificação do agente e adotar medidas de mitigação para evitar a disseminação do patógeno para outros plantios.

Tendo em vista que não existem cultivares resistentes à raça tropical 4, os produtores devem atentar para a proibição de importação de mudas de bananeira e helicônia de países onde a praga ocorre, principalmente da Colômbia.

Uma vez que os agentes causais da murcha-de-Fusarium podem permanecer no solo por mais 30 anos, os produtores de banana só devem utilizar mudas de origem segura e comprovada, preferencialmente produzidas in vitro, visando minimizar os riscos de introdução de pragas na área de produção.

Caso durante os tratos culturais do plantio, o produtor observe sintomas que indiquem a presenta das pragas descritas no trabalho, ele não deve utilizar as ferramentas de manejo (facão, Lurdinha, ferro de cova etc.) em outras plantas antes de realizar a desinfestação dos apetrechos com hipoclorito de sódio.  

Fonte: Embrapa

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