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Parceria entre Embrapa e Ceplac propõe fortalecer a produção de cacau no Brasil

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Nesta quarta-feira (05), a Unidade Mista de Pesquisa e Inovação em Cacauicultura (UMIPI-CACAU) foi oficialmente anunciada pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Com sede em Ilhéus (BA), o projeto é resultado de cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

O presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti, mencionou que desde 2012 a empresa trabalha com unidades mistas de pesquisa – conceito originalmente francês – e demostrou satisfação diante da colaboração entre as entidades. “É uma grande satisfação estar de mãos dadas com a Ceplac nesse momento. Eu não tenho dúvidas de que essa é uma maneira inovadora, criativa e moderna de avanço em temas para pesquisa, desenvolvimento e inovação na agricultura brasileira”, afirmou. 

Moretti, que revelou no evento de lançamento que quando era estudante imaginou um dia trabalhar na Ceplac, declarou que a aliança entre as empresas será uma grande oportunidade para compartilhar recursos humanos, infraestrutura e conhecimento, visando a contribuição para o desenvolvimento competitivo e sustentável da cacauicultura brasileira. “A tendência, ao usar investimentos, é construir prédios e laboratórios e comprar novos equipamentos, quando, na verdade, podemos unir forças e favorecer o agro brasileiro. É isso que vamos fazer. Contem com a Embrapa”, disse. 

Waldeck Araujo Jr., diretor-geral da Ceplac, detalhou como funcionará a parceria, que inicialmente será entre as duas instituições, mas que visa, segundo ele, a futura criação de uma rede de pesquisa e inovação composta por produtores, cooperativas, fundações, associações, universidades e outras organizações. “De um lado temos a Ceplac, com todo conhecimento e prospecção desenvolvidos ao longo de 64 anos, e do outro lado, a Embrapa, com 48 anos de dedicação ao agro brasileiro, com os mais de 2.200 pesquisadores e laboratórios em nível de excelência em tecnologia. Isso resultará no compartilhamento de recursos, governança e pesquisa, com foco na produtividade, sustentabilidade e qualidade”, esclareceu.

Para a ministra Tereza Cristina, o lançamento da Unidade é motivo de comemoração. “Finalmente chegou o dia que esperávamos há muito tempo! Hoje é um dia muito significativo para o fortalecimento da cadeia de cacau no Brasil, que é importante para todos nós, por ser uma cultura que oferece múltiplos benefícios, desde a geração de emprego e renda à preservação da floresta, por meio da fixação de carbono”, contou. A ministra Tereza Cristina garantiu um investimento inicial de R$ 4,7 milhões para a entidade, que fortalecerá o desenvolvimento genético e controle de doenças, e prometeu buscar mais R$ 15 milhões em parcerias com a iniciativa privada nos próximos dois anos.

A cultura do cacau é caracterizada pela predominância da agricultura familiar e possui mais de 70 mil produtores em todo Brasil. O país é o 7º maior produtor e o 5º maior consumidor do produto no mundo, mas a produção nacional necessita de investimentos. “Nossa produção de cacau é insuficiente diante da demanda. Por meio da parceria entre a Embrapa e a Ceplac, esforços serão direcionados para promover pesquisa e desenvolvimento sustentável à essa atividade agrícola no país. Nossa meta é buscar a autossuficiência até 2025”, anunciou Tereza Cristina. Para atingir essa meta, a ideia é trabalhar com todos os elos da cadeia produtiva para aumentar a produção. “Com todo o conhecimento disponível na Embrapa, vamos viabilizar a modernização da Ceplac e, assim, produziremos um cacau cada vez melhor, adaptado às características naturais e climáticas do Brasil”, destacou a ministra.

O evento foi transmitido pelo canal oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Youtube, e contou com a presença da ministra Tereza Cristina; do presidente da Embrapa, Celso Luiz Moretti; do diretor-geral da Ceplac, Waldeck Araujo Jr; e outros representantes das instituições envolvidas.

Para assistir à live, acesse: https://www.youtube.com/watch?v=CzOq8TTVRFw&ab_channel=Minist%C3%A9riodaAgricultura.

Fonte: Embrapa

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Soja Legal é lançado pela Aprosoja MT

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Sustentabilidade

Soja Legal é lançado pela Aprosoja MT

O programa vai fomentar a melhoria continua da propriedade rural, com a integração dos aspectos ambientais e socioeconômicos

22/06/2021

“Um novo conceito de sustentabilidade para o Brasil e para o mundo”, foi com esse olhar que o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Fernando Cadore, lançou o Programa Soja Legal, na noite desta terça-feira (22.06), em Brasília. A cerimônia contou com a presença de ministros, parlamentares e chefes de poderes.

No discurso, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, afirmou que “Aprosoja MT mais uma vez sai na frente com o lançamento do Soja Legal. É um passo para se chegar na certificação, mostrando para o mundo que a soja brasileira é sustentável”.

Já o ministro Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas reforçou que o Governo Federal vai trabalhar para que o setor produtivo de grãos se desenvolva cada vez mais. “Iniciamos tratativas com bancos para linhas de crédito para armazenagem menos burocráticas e financiamentos mais simples para os nossos produtores”, declarou.

“Esse lançamento é um passo para reverter a falsa narrativa que foi instituída em relação ao agro. Os produtores brasileiros são exemplos de sustentabilidade. Mato Grosso representa uma potência para o país e o mundo”, disse o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

O presidente Aprosoja Brasil, Antonio Galvan, que acompanhou desde o início a criação do programa enfatizou que é um marco para a agricultura brasileira. “O Soja Legal nasceu em Mato Grosso e vai disseminar pelo Brasil. Afinal, dos 66% de vegetação nativa protegida e preservada dentro do território brasileiro, 26% estão em propriedades rurais”, ressaltou Galvan.

Atuação do Programa

O Soja Legal está à disposição dos mais de 7.400 produtores associados da Aprosoja MT. A equipe de campo da entidade fará implantação nas propriedades, com aplicação de questionários, orientações de adequações e formação contínuas com cursos presenciais e online.

As ações incorporam os critérios essenciais de conformidade com oito diretrizes: qualidade de vida no campo e no trabalho, gestão consciente da água, gerenciamento de resíduos, melhores práticas agrícolas, viabilidade econômica, qualidade do produto, relacionamento com o entorno e a governança.

“O Soja Legal nasceu para legitimar a nossa sustentabilidade, para mostrar a realidade que temos no campo, a preservação, as melhorias continuas nas partes trabalhistas e tudo que envolve a porteira para dentro”, destacou Cadore.

Fonte: Marcella Lírio

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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