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Padre Fábio de Melo revela ter Síndrome de Ménière; entenda a doença

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Padre Fábio de Melo nega ter feito harmonização facial
Padre Fábio de Melo nega ter feito harmonização facial

A participação do padre Fábio de Melo no programa Altas Horas, da TV Globo, no último sábado motivou uma série de críticas a sua aparência nas redes sociais. Internautas chamaram atenção para seu rosto inchado, em geral sugerindo que ele teria feito harmonização facial. Em pouco tempo, uma enxurrada de memes tomou o Twitter.

Outros sintomas comuns são: crises de tontura de duração variável, perda auditiva, sensação de zumbido e de ouvido tapado, como se estivesse cheio de água, e vertigem.

No caso do padre, que contou ter sido diagnosticado há 10 anos, ele disse ao jornal O Dia que seu sintoma é apenas a perda de audição do ouvido esquerdo nas regiões graves. Melo relatou também que o uso de alguns medicamentos reforça a retenção de líquidos, deixando seu rosto inchado. Além disso, como a doença não tem cura, o tratamento deve ser continuado. “Usei [corticoides] durante quase dois anos seguidos, com interrupções para que o organismo descansasse, em doses altíssimas: 60 ml por dia”, afirmou ao jornal, destacando que “no auge das crises”, chegou a usar 80 ml diariamente.O religioso rebateu os comentários maliciosos e revelou nesta segunda-feira, em entrevista ao jornal O Dia, ter sido diagnosticado com a Síndrome de Ménière — doença crônica que atinge duas a cada mil pessoas e provoca aumento da pressão de líquidos no labirinto, parte do ouvido responsável pelo equilíbrio e pela audição.

No Twitter, internautas compararam o visual do religioso com vilões de desenho animado e a cantora Joelma, que também teve a aparência modificada por problemas de saúde.

“Recebi uma foto do padre Fábio de Melo e tô horrorizado que ele harmonizou… Jesus devia fazer algo a respeito”, comentou um usuário do microblog.

“Gente, na moral, que pecado foi esse que cometeram no rosto do Padre Fábio de Melo?? A harmonização dele tá numa harmonia tipo a relação de Caim e Abel. Jesus misericordioso”, disse outra pessoa.

“Se tivesse feito [harmonização facial] não teria nenhum problema em assumir. A gravação coincidiu com o término de uma crise de sinusite que durou um mês e meio. Foram 15 dias de antibióticos e anti-inflamatórios muito fortes. Eu tenho facilidade de reter líquidos. Mas, graças a Deus já estou bem. O rosto já está normal”, afirmou.

O padre postou também um vídeo em que aborda a necessidade das pessoas pela “cura emocional” para que elas não “desprezarem” mais umas as outras. “Só estamos emocionalmente curados depois que nós perdemos a necessidade de desprezar”, disse o sacerdote.

“O desprezo pode ser um sinal de que nós ainda estamos interessados pela realidade que dizemos ter superado. Quando fazemos verdadeiramente a faxina emocional que expulsa de nós os resultados danosos das relações que vivemos, perdemos a necessidade de insultar, falar mal, desprezar. Quando estamos realmente curados, nós oferecemos ao outro nosso silêncio, a elegante postura de quem sabe seguir a vida sem olhar para trás.”

Diagnóstico

De acordo com o otorrinolaringologista Felippe Felix, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o diagnóstico para a Síndrome de Ménière é clínico, feito com base nos sintomas do paciente e nos exames que descartam outras doenças. O ideal, segundo ele, é que seja realizado o quanto antes, pois a doença é progressiva.

“A pessoa vai tendo mais crises de tontura e a audição vai se deteriorando cada vez mais. Por isso é importante ter um controle da doença, com mudança no estilo de vida e em alguns casos de medicação, para impedir que progrida e gere uma incapacidade crônica na pessoa, tanto de equilíbrio quanto de audição, que vai diminuindo cada vez mais no lado do ouvido acometido”, afirmou Felix.

As causas da doença ainda são desconhecidas, mas Felix disse que é comum pacientes terem histórico na família e que a faixa etária mais comum é entre os 30 e 50 anos de idade.

Tratamento

Embora não haja uma cura para a Síndrome de Ménière, é recomendado tratá-la para evitar a progressão dos sintomas, bem como diminuir a retenção de líquidos no corpo.

“Existem formas de controle para evitar que as crises aconteçam, como mudanças no estilo de vida. Geralmente recomendamos dieta com restrição de sal para evitar acúmulos de líquido no corpo. O abuso de açúcar também pode contribuir para essa retenção. Mas também pode ser necessário usar diuréticos ou outras medicações”, completou o médico.

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Fonte: IG SAÚDE

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Cientistas descobrem 70 genes fortemente relacionados ao autismo

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Autismo: cientistas descobrem 70 genes fortemente ligados ao transtorno
Reprodução: ACidade ON

Autismo: cientistas descobrem 70 genes fortemente ligados ao transtorno

O autismo e outras síndromes relacionadas, como a de Asperger, afeta uma em cada 100 crianças no Reino Unido. O número é ainda maior nos Estados Unidos onde uma a cada 44 crianças têm a condição — o índice é dez vezes maior do que há 30 anos. Embora haja tratamentos, testes psicológicos e remédios que possam ser administrados para melhorar os sintomas, não há cura.

Um estudo feito por cientistas americanos, porém, que está sendo considerado o maior da área, mostrou um avanço no entendimento da doença. Eles analisaram o DNA de 150 mil participantes, sendo que 20 mil deles haviam sido diagnosticados com autismo. Os pesquisadores identificaram ao menos 72 genes que estão fortemente ligados à condição e outros 252 com associações menores.

“Neste estudo sem precedentes, conseguimos reunir vários tipos de mutações em uma ampla variedade de amostras para obter uma noção muito mais rica dos genes e da arquitetura genética envolvida no autismo. Isso é significativo porque agora temos mais insights sobre a biologia das mudanças cerebrais subjacentes ao autismo e mais alvos potenciais para tratamento”, afirmou Joseph Buxbaum, coautor do estudo e diretor do centro de pesquisa e tratamento de autismo de Nova York.

Os genes ligados ao autismo tendem a afetar os neurônios maduros, ou seja, aqueles que não podem mais se dividir ao contrário de outros neurônios e aparecem no início do desenvolvimento. Por exemplo, os genes relacionados a atrasos no desenvolvimento são mais propensos a serem ativos durante o desenvolvimento de um neurônio.

Buxbaum defende que, para esses casos, deve-se ter uma “medicina de precisão”. Ou seja, os pacientes devem ser geneticamente testados para o autismo no intuito de ajudar a desenvolver novos medicamentos que “beneficiem famílias e indivíduos em risco de transtorno do espectro do autismo”, disse.

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Fonte: IG SAÚDE

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