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Orquestra emociona público na abertura do TCEstudantil do Tribunal de Contas

Cerca de 80 alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública de Campo Verde vieram a Cuiabá para participar pela primeira vez do programa, criado há 17 anos pelo TCE-MT com objetivo de aproximar a Corte de Contas da população

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Thiago Bergamasco | TCE-MT

TCEstudantil com alunos de Campo Verde - 06.jpg

Orquestra de Campo Verde faz apresentação na abertura do TCEstudantil

A apresentação da Orquestra Sinfônica Jovem de Campo Verde marcou a abertura da edição 2018 do Programa TCEstudantil, na manhã desta terça-feira (06.03), no Plenário do Tribunal de Contas de Mato Grosso, e emocionou o público.

 

Cerca de 80 alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública de Campo Verde vieram a Cuiabá para participar pela primeira vez do programa, criado há 17 anos pelo TCE-MT com objetivo de aproximar a Corte de Contas da população mais jovem do Estado. A apresentação foi também uma homenagem aos conselheiros e servidores do TCE-MT, já que ocorreu antes da sessão ordinária do Pleno do TCE-MT.

 

Participaram do TCEstudantil estudantes das escolas municipais Dona Maria Artemir Pires, Dona Sabina Lazarin Prati, José Garbúgio e Monteiro Lobato.

 

A coordenadora do ensino fundamental II da Secretaria Municipal de Educação de Campo Verde, Sônia Flores, disse que procurou contemplar também alunos da zona rural, cujo acesso à capital é mais difícil. Os visitantes retornam ao município como multiplicadores do conhecimento que adquirem no TCE, como as principais atribuições do órgão de controle externo e a importância da participação da população na fiscalização das contas públicas. Sônia Flores destacou que a visita também representa uma oportunidade para os alunos debaterem sobre cidadania.

 

O presidente do Tribunal de Contas, conselheiro Gonçalo Domingos de Campos Neto, agradeceu a visita dos estudantes e reforçou a importância do programa para estreitar a relação da Corte de Contas com os jovens mato-grossenses. Ele lembrou que o TCEstudantil está comemorando 17 anos de atividades este ano e que nesse período o Tribunal recebeu 25.660 estudantes em 543 eventos. O conselheiro Domingos Neto convidou os estudantes a acompanharem alguns julgamentos do Pleno e aconselhou os jovens cidadãos a fiscalizarem regular aplicação dos recursos públicos, a fim de melhorar a qualidade dos serviços prestados.

 

 Conselheiro interino vice-presidente do TCE-MT, Luiz Henrique Lima, pontuou a relevância do TCEstudantil, que tem entre as suas propostas o fomento à cidadania, e alertou ser necessário sensibilizar os jovens, que serão, além de futuros cidadãos, os próximos dirigentes de Campo Verde, do Estado e do País.

 

O TCE é uma instituição democrática e neste sistema toda autoridade tem que prestar contas à sociedade e o TCE é o órgão estatal encarregado de fazer essa fiscalização”

Destacou o conselheiro interino e vice-presidente do TCE-MT

Thiago Bergamasco | TCE-MT

Secretaria da SAI do TCE-MT - Cassyra Vuolo

Secretária da Secretaria de Articulação Institucional do TCE-MT, Cassyra Vuolo

“Em tempos de crítica contra a educação nós nos deparamos com um projeto formado apenas por crianças de escolas públicas, com professores contratados pela prefeitura, e jovens reconhecidos pela capacidade musical. Além de uma homenagem aos conselheiros e servidores, foi uma forma de nos inspirar, de provar que se há incentivo à educação e uma gestão pública de qualidade, as crianças e jovens respondem com esmero”, ressaltou a secretária de Articulação Institucional do TCE-MT, Cassyra Vuolo.

 

Impacto Social

 

A Orquestra Jovem de Campo Verde é uma parceria com o Instituto Ciranda Música e Cidadania, de Cuiabá, que hoje ensina música a 450 crianças do município. A iniciativa foi levada para Campo Verde em 2013, na gestão do prefeito Fabio Schroeter, que se reelegeu em 2016 e marcou presença na apresentação do grupo no TCE. O prefeito é um entusiasta do projeto, em razão do impacto que ele tem não apenas na vida da criança, mas de toda a família.

Thiago Bergamasco | TCE-MT

Prefeito de Campo Verde - Fabio Schroeter

Prefeito de Campo Verde Fábio Schroeter

O prefeito destacou o caráter democrático da iniciativa, que atende estudantes de todas as classes sociais e de todas as religiões, e ressaltou que a música pode também se transformar em fonte de renda para muitos desses jovens ao se aperfeiçoarem através de um curso de graduação em música, ou mesmo ganhar dinheiro formando grupos e tocando em festas e eventos da cidade, como já vem ocorrendo. “A música abre novos horizontes para esses jovens”, observou Fabio Schroeter.

 

Para o maestro André Tavares, o convite do Tribunal de Contas foi um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela Orquestra, além de ajudar na divulgação do trabalho. O maestro explica que o Instituto oferece capacitação aos municípios interessados no projeto, e o poder público paga os professores e compra os instrumentos, o que em Campo Verde vem acontecendo com o apoio da iniciativa privada.

 

Superação

 

O som grave do contrabaixo provocou uma paixão inesperada na estudante Ellen Cristine Coty Lamim quando ela tinha 13 anos. Hoje, aos 15, ela vai ensinar o instrumento para os alunos da Escola de Música de Campo Verde. Ellen recorreu à música, por orientação de uma psicóloga, para superar o trauma causado pelo bullyng, que a fazia sentir muita vergonha por se sentir excluída na escola.

 

Ela conta que desde criança assistia a documentários ou filmes na TV sobre orquestras e sonhava em um dia estar no palco, mas como vivia na zona rual era muito difícil. Precisou se mudar para a cidade de Campo Verde para poder realizar o sonho, que no início era simbolizado por um violino ou violoncelo. Mas na escola o único instrumento disponível era o contrabaixo, que a cativou de imediato.

 

Rafaela Cordazzo Pogannski, 12, toca violino há quatro anos e apesar da pequena estatura foi escolhida para auxiliar o professor nas turmas iniciais da escola de música. Ela pretende fazer da música uma profissão e disse que a arte já causou mudanças na vida dela. Passou a se dedicar mais à escola e tirar notas melhores. Também está mais disciplinada, em razão da necessidade de sempre treinar com o instrumento.

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Comunidade rurais próximas a Campo Verde estão isoladas e pedem socorro

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A reunião aconteceu em frente à Escola Agrícola, prefeito de Campo Verde e o deputado Allan Kardec, participaram

Pelo menos 8 comunidades da região da Serra de São Vicente (90 km da capital), fizeram uma manifestação ontem (22.06) para pedir socorro. Segundo as lideranças comunitárias, eles estão isolados, sem assistência e sem apoio técnico para desenvolverem suas atividades.

O problema, de acordo com o presidente da Associação Córrego do Ouro, Nadir Moreira, é a situação geográfica dos assentamentos, onde moram 2 mil famílias, nunca foi esclarecida. “Ninguém aqui sabe a qual município nós, de fato pertencemos”.

Moreira diz que o problema vem se arrastando há 3 décadas e chegou agora a um estado insustentável, pois essa indefinição não permite a regularização das terras e por consequência trava o sistema de crédito e dificulta o processo de produção, colocando todas as famílias em dificuldades. eles reivindicam que a região seja anexada ao município de Campo Verde.

“Além de estar mais próximo da gente Campo Verde é quem nos atende com assistência à saúde e na manutenção das estradas, além disso, Campo Verde é um município produtor agrícola e possui políticas de apoio ao setor rural”. O representante dos assentados disse que as comunidades estão reivindicando que a Assembleia Legislativa interfira e vote um projeto lei que permita que o território dos assentamentos rurais seja anexado ao município.

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes, que participou da manifestação, se mostrou solidário à anexação da região. “São comunidades que têm uma ligação muito forte com a gente e esse remanejamento já tem projetos em andamento junto ao estado, que contempla a região dos assentamentos”, informou.

ENTENDA O CASO

O Assentamento Mata Mata que compõe o grupo dos oito, já foi considerado a “menina dos olhos” do Governo durante a gestão Dante de Oliveira (1987/1990). Naquele período o Governo levou a energia e água tratada, construiu pontes de concreto e forneceu sistema de irrigação. Como resultado desses investimentos só o Mata Mata foi responsável por 15% dos produtos de hortigranjeiros que abasteciam Cuiabá e Várzea Grande.

De lá para cá a região foi perdendo essa assistência por parte da Capital e para complicar ainda mais, a Lei Federal 10.500/2017 definiu um novo reordenamento territorial para os municípios brasileiros e determinou que os assentamentos Mata Mata, Santo Antônio da Fartura, Bigorna, Córrego do Ouro, Serrana, Bom Jardim e São Vicente, alguns deles pertencentes a Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães, fossem todos anexados ao território do município de Campo Verde.

Ocorre que, apesar da Lei ter definido o novo layout a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG) antiga SEPLAN, em seus registros considera aquele território como sendo uma área branca isolada pertencente a Cuiabá. Santo Antônio e Chapada alegando prejuízo iniciaram uma serie de interpelação jurídicas, fato que, por força de uma decisão liminar Campo Verde está hoje impedido de assumir de vez e realizar qualquer tipo de investimento na área dos assentamentos.

 

 

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