POLÍCIA

Operação cumpre 35 mandados contra facção criminosa atuante na região leste de MT

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Assessoria/Polícia Civil-MT

Trinta e cinco ordens judiciais, entre mandados de prisão e busca e apreensão, são cumpridos pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (03.12), pelas equipes da Regional de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) com apoio da Gerência de Combate ao Crime (GOE) e Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol). 

A operação denominada Constantine foi deflagrada pela Núcleo de Inteligência da Regional de Água Boa para cumprimento de 21 ordens de prisões preventivas e 14 de busca e apreensão, com objetivo de reprimir diversos crimes praticados por uma facção criminosa atuante na região.

Entre os crimes praticados pelo grupo criminoso estão o tráfico de entorpecentes, associação criminosa, associação para o tráfico, tortura e homicídio. Os trabalhos também buscam coletar provas para robustecer inquéritos instaurados pela delegacia de Água Boa.

Para cumprir os mandados foi mobilizado um efetivo de 53 policiais civis de diversas unidades da Regional de Água Boa, como as delegacias de Canarana, Nova Xavantina, Ribeirão Cascalheira e Querência.

As ordens judiciais foram expedidas pela 7ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado de Cuiabá, após representação do coordenador de inteligência de Água Boa, delegado Gutemberg de Lucena Almeida. Foram deferidas as prisões preventivas contra 21 alvos suspeitos de praticarem os crimes de tráfico e associação para o tráfico, além de integrarem a organização criminosa investigada. 

A Justiça também concedeu as ordens de busca e apreensão domiciliar em 14 endereços ligados ao grupo investigado e o bloqueio de contas bancárias utilizadas para lavagem de dinheiro.

O delegado regional, Valmon Pereira da Silva, ressaltou a importância da operação para a região, sendo que diversos dos investigados atuam de forma direta ou indireta em vários municípios do polo e a prisão da organização criminosa dificultará a expansão dos atos ilícitos nessas cidades. 

“Em três meses, a Polícia Civil de Água Boa, contando com a Operação Vespeiro, já identificou e prendeu aproximadamente 40 integrantes de organização criminosa que atuava na região”, destacou o delegado Gutemberg de Lucena. 

Investigações

As investigações sobre a atuação da facção iniciaram em 2019. Com apoio da Diretoria e Inteligência da Polícia Civil, a equipe da Delegacia de Água Boa chegou a uma organização criminosa composta por detentos reclusos em unidades prisionais de Mato Grosso, entre elas na penitenciária Major Zuzi, em Água Boa, além de diversas pessoas que estão em liberdade e se aproveitam do poder auferido pela facção para praticarem o crime de tráfico de drogas.

De acordo com informações coletadas nas investigações, a organização criminosa é estruturada e se caracteriza pela divisão de tarefas entre seus integrantes, sendo responsável por significativa parcela de crimes praticados na cidade. 

O grupo se associou com a intenção de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza mediante a prática de crimes cujas penas são superiores a quatro anos, em especial o tráfico de drogas e associação, entre outros.

As investigações apuraram ainda que o núcleo da organização investigada controlava o tráfico de drogas em Água Boa, realizando o tabelamento de preços de drogas como maconha e cocaína e o controle de boa parte dos pontos de venda e comercialização de drogas, conhecidos como ‘bocas de fumo, biqueiras ou lojinhas’.

Líderes da organização criminosa, responsáveis por fazer o recolhimento dos valores destinados ao grupo, também foram identificados como ‘‘gerentes’’ ou ‘‘disciplinas’’ cuja função é fiscalizar, repreender e punir outros membros faccionados e moradores da região sob domínio e que violem as regras da facção criminosa, com a aplicação de punições vulgarmente conhecidas como “salves”.

Operação Constantine: as ações policiais devem ser constantes, permanentes no combate ao crime organizado e facções na região.

Fonte: PJC MT

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POLÍCIA

Polícia Civil cumpre mandados contra envolvidos na prática de crimes em Poconé

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Assessoria/Polícia Civil-MT

A Polícia Civil de Poconé (104 km ao sul de Cuiabá) deflagrou na manhã desta quarta-feira (27.01) a Operação Dislike para cumprimento de oito ordens judiciais com objetivo de desarticular grupos criminosos e esclarecer diferentes crimes ocorridos no município.

A ação deflagrada com base em investigações da  Delegacia de Poconé conta com apoio de equipes de unidades da Regional de Várzea Grande, Polícia Militar e do Canilfron.  

Os mandados, sendo quatro de prisão e quatro de busca e apreensão domiciliar, foram decretados contra suspeitos que tiveram o envolvimento identificado em crimes de tentativa de homicídio, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e organização criminosa armada.

Entre os alvos da operação está um traficante de drogas, apontado como o autor de uma tentativa de homicídio ocorrida no dia 12 de novembro no município. Na ocasião, a vítima foi até a casa do suspeito e tentou barganhar uma pedra de crack pelo valor de R$ 8, sendo o valor cobrado R$ 10.

O traficante colocou o usuário para fora, o ameaçando de morte, porém a vítima permaneceu em frente a casa, momento em que o suspeito saiu e efetuou cinco disparos contra o rosto e o braço da vítima.

Os outros três alvos foram identificados em inquérito policial para apurar crimes de porte irregular de arma de fogo de uso permitido, integrar organização criminosa majorado pelo emprego de arma de fogo e associação criminosa armada.

Os suspeitos aparecem em um vídeo veiculado em grupos de WhatsApp em que portam armas de fogo (revólveres e pistolas) e fazem gestos em alusão à facção criminosa. Como trilha de fundo, um funk enaltece a prática de crimes e a atuação de criminosos.

No vídeo, foram identificados quatro suspeitos, porém um deles, João Vitor Aparecido de Arruda, foi vítima de homicídio ocorrido no dia 06 de dezembro, em Poconé.

De acordo com o delegado de Poconé, Maurício Maciel Pereira Júnior, a operação tem o objetivo de levantar novos elementos que contribuirão para as investigações, assim como impedir que os suspeitos identificados continuem atuando na prática de crimes no município.

“Os identificados possuem antecedentes criminais e segundo informações são integrantes de facção criminosa. A operação tem o objetivo de colher elementos que comprovem o envolvimento com a prática dos crimes, assim como a apreensão de drogas, armas de fogo e outros objetos de origem ilícita.

Fonte: PJC MT

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