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Operação Anestesia da PF apura desvio de kits intubação em Macapá

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Operação Anestesia da PF apura desvio de kits intubação em Macapá
Matheus Magenta – Da BBC News Brasil em Londres

Operação Anestesia da PF apura desvio de kits intubação em Macapá

O desvio de medicamentos que compõem o chamado kit intubação, especialmente para tratamento de covid-19, é alvo da segunda fase da Operação Anestesia, da Polícia Federal, em Macapá (AP), nesta quinta-feira (22).

Os insumos foram enviados ao Amapá pelo Ministério da Saúde para serem utilizados na intubação de pacientes graves da doença, internados em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Até o momento, o prejuízo estimado supera R$ 370 mil.

Na manhã de hoje, com o apoio do Ministério Público Federal, 12 policiais federais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em Macapá (AP): duas residências e dois órgãos que integram a Secretaria de Estado de Saúde, a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica e a Superintendência de Atenção à Saúde.

Segundo a PF, a investigação já constatou fortes indícios de arranjo entre servidores da Secretaria Estadual de Saúde para desviar as medicações, além de inconsistências no envio de medicamentos sob a responsabilidade da Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF) aos locais aonde deveriam chegar.

Histórico

Na primeira fase da Operação Anestesia, em maio deste ano, no cumprimento do mandado de busca e apreensão na Central de Abastecimento, verificou-se uma série de irregularidades.

“Diversos fármacos eram encaminhados para uma sala separada, à qual o acesso era facilitado à servidora investigada, ao que tudo indica, para fins de comercialização por parte dela. Policiais verificaram falta de controle adequado sobre o estoque de remédios”, informou a PF, em nota.

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Ainda naquela ocasião, os agentes localizaram insumos médicos e hospitalares – máscaras, luvas cirúrgicas, álcool, além de testes rápidos de covid-19 em quantidade e circunstâncias incompatíveis: escondidos em cômodos e mesmo dentro do carro de uma investigada.

Foram encontrados quase R$ 5 mil reais em espécie, valores que não tiveram comprovação de origem nem justificativa para estarem no local. Outro fato constatado pela PF foi um fluxo atípico de pessoas no local onde os medicamentos estavam armazenados.

Esse movimento ocorreu nos finais de semana anteriores à deflagração da primeira fase. A operação também identificou divergências entre a quantidade de medicamento enviada pela CAF e a quantidade efetivamente recebida pelo Hospital Universitário e pelo município de Macapá.

Verificou-se que dos medicamentos enviados ao hospital, cuja destinação é incerta, em possível desvio, chegam a um valor total de ao menos R$ 275 mil e os destinados à prefeitura da capital chegam ao valor de aproximadamente R$ 95 mil.

Dois servidores públicos já foram indiciados pela Polícia Federal por peculato. Os demais investigados poderão responder por peculato e associação criminosa, além de outros crimes que possam ser constatados, cujas penas podem chegar a 20 anos de reclusão.

Até o fechamento da reportagem, a Agência Brasil não conseguiu contato com a prefeitura de Macapá para manifestação sobre a ação da PF.

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Julgamento do habeas corpus do ‘faraó dos bitcoins’ será na tarde desta terça

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Julgamento do habeas corpus do 'faraó dos bitcoins' será na tarde desta terça
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Julgamento do habeas corpus do ‘faraó dos bitcoins’ será na tarde desta terça

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) vai julgar nesta terça-feira, às 13 horas, os pedidos de habeas corpus (HC) ajuizados pelos advogados de  Glaidson Acácio dos Santos, dono da G.A.S. Consultoria e Tecnologia, de Felipe Silva Novais e de Michael de Souza Magno.

Sob a liderança de Glaidson, chamado de “faraó dos bitcoins”, eles são acusados de promover uma pirâmide financeira, disfarçada de operações de investimento em criptomoedas, que teria movimentado ilegalmente pelo menos R$ 38 bilhões, especialmente entre investidores de Cabo Frio e cidades vizinhas da Região dos Lagos fluminense.

O julgamento desta terça-feira, sob a relatoria do desembargador Flávio Lucas, será acompanhado de perto por manifestantes de Cabo Frio, que fretaram quatro ônibus e prometem fazer um protesto pacífico, com todos vestidos de branco, em frente ao tribunal, no Centro do Rio.

As investigações demonstraram que, desde pessoas pobres a grandes empresários da região, cerca de 67 mil pessoas investiram na operação de Glaidson, atraídas pela oferta de lucros de 10% ao mês, razão pela qual Cabo Frio passou a ser chamada de “Novo Egito”.

Presos desde 25 de agosto, durante a Operação Kryptos, Glaidson, Felipe e Michael são acusados principalmente de crimes contra o sistema financeiro nacional e de organização criminosa.

Eles foram denunciados por gerir fraudulentamente instituição financeira e emitir, oferecer e negociar títulos sem registro prévio junto à autoridade competente, usando em seu lugar declaração falsa de instituição financeira. Na semana passada, o mesmo TRF-2 negou um HC de outro integrante do grupo, Tunay Lima.

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Para mantê-los em prisão preventiva, o Ministério Público Federal (MPF) alega que as investigações constataram risco de fuga, ameaça a pessoas e evasão de recursos que se encontravam com a organização. Quando deteve Glaidson na casa de um amigo na Barra da Tijuca, a Polícia Federal constatou que ele tinha as malas prontas.

Após a operação, a venezuelana Mirelis Zerpa, mulher do “faraó dos bitcoins” que se encontra foragida, teria resgatado mais de R$ 1 bilhão em criptomoedas. Além disso, a quebra de sigilo provou que Glaidson teria ameaçado reter uma jornalista em cárcere privado.

Os clientes de Glaidson, no entanto, alimentam a esperança de que o dono da G.A.S. seja solto e volte a operar o esquema. Eles alegam que, em nove anos de atividade, a empresa nunca atrasou o pagamento dos lucros e que, se o esquema não tinha autorização prévia, isso se deve principalmente à falta de legislação sobre criptomoedas.

Embora o inquérito tenha identificado 67 mil investidores, os investigadores já estão convencidos de que o número pode ultrapassar a marca dos 200 mil, motivo pelo qual Cabo Frio deve parar hoje, à espera da decisão do TRF-2.

Procurada, a defesa de Glaidson, por nota, declarou que “em relação ao julgamento do Habeas Corpus, nesta terça-feira, a G.A.S. Consultoria espera que seja concedido o direito de Glaidson Acácio dos Santos de responder ao processo em liberdade”. Informou ainda que “vale lembrar que a denúncia já foi oferecida pelo Ministério Público Federal, portanto, não há motivos para mantê-lo encarcerado. A empresa reforça que confia plenamente na Justiça”.

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