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O que é afasia, doença que afastou cartunista Angeli da carreira

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Cartunista Angeli
Reprodução 20/04/2022

Cartunista Angeli

afasia, doença que provocou a  aposentadoria do chargista Angeli, é um transtorno de linguagem decorrente de uma lesão cerebral, que pode acontecer em adultos e idosos. Essa condição pode afetar a capacidade de uma pessoa de falar, escrever e entender a linguagem, tanto verbal quanto escrita.

No entanto, cada um desses aspectos da linguagem está localizado em uma parte diferente do cérebro, por isso existe mais de um tipo de afasia. As afasias já apresentaram vários tipos de classificação ao longo da história da neurologia.

Testes neuropsicológicos, como por exemplo, o teste de afasias de Boston, são testes padronizados ao redor do mundo, geralmente aplicados por neuropsicólogos, que ajudam a entender os diferentes tipos de disfunção.

Várias funções da linguagem são avaliadas por esses testes como: fluência do discurso, compreensão do discurso, capacidade de nomeação, capacidade de repetição, leitura, escrita. A anamnese adequada e o exame neurológico, realizados por neurologistas experientes, associado aos resultados dos testes neuropsicológicos podem dar pistas a respeito da localização da lesão cerebral além da causa das afasias. Podemos dividir as afasias em dois grandes grupos baseado na fluência do discurso: afasias fluentes e afasias não fluentes.

Principais sintomas

Os sintomas podem ser percebidos pelo paciente, parentes ou pessoas próximas, podendo se apresentar das seguintes formas: o paciente fala frases curtas ou incompletas, que não fazem sentido, troca uma palavra por outra ou troca fonemas por outros fonemas — essas trocas são conhecidas como parafasias semânticas ou fonéticas, respectivamente —, fala palavras incompreensíveis, não entende a conversa de outras pessoas, escreve frases que não fazem sentido.

Causas

Várias doenças neurológicas podem levar as afasias por lesões que acometem as áreas de linguagem, como por exemplo os acidentes vasculares cerebrais (AVC), que levam a afasias de instalação aguda ou súbita. As afasias podem também se instalar de forma gradual, como quando relacionadas a tumores cerebrais ou doenças degenerativas, como alguns tipos de demências (Demência Frontotemporal ou na Doença de Alzheimer).

Outras causas de lesões cerebrais que podem levar as afasias são: abscessos cerebrais, traumas de crânio, esclerose múltipla etc. O tamanho da lesão cerebral e o tipo de doença de base determinam o grau de deficiência da linguagem.

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Diagnóstico

O diagnóstico das afasias é eminentemente clínico, sendo o neurologista o profissional mais habilitado para este diagnóstico. A partir da constatação dos sinais e sintomas pelo exame clínico surge a necessidade de um diagnóstico topográfico, que define onde está a lesão no cérebro e o diagnóstico etiológico, que é a causa ou doença que levou a afasia. Para o diagnóstico do local da lesão cerebral e da causa, os principais exames complementares são: a tomografia computadorizada e a ressonância magnética.

Tratamento

A doença de base deve ser definida e tratada adequadamente o mais rápido possível. Caso o quadro de afasia apresente instalação aguda ou súbita, o paciente deve procurar imediatamente um pronto socorro especializado, porque a causa pode ser um AVC. Os AVCs devem ser tratados o mais precoce possível, pois isso aumenta as chances de o paciente evoluir sem sequelas.

Após iniciar o tratamento das doenças de base, o tratamento para as afasias deve ser feito com programas de reabilitação de linguagem que tem como seu principal pilar a fonoterapia. Essa terapia envolve a prática de habilidades linguísticas e pode ensinar os pacientes a suprir deficiências com outras formas de se comunicar. Os membros da família frequentemente participam do processo de reabilitação, ajudando com a comunicação dos pacientes.

Prevenção

Não há como prevenir diretamente as afasias. A prevenção ocorre ao evitar as doenças de base. O controle dos fatores de risco para doenças vasculares como: controle da pressão arterial, diabetes mellitus, colesterol, obesidade, sedentarismo, tabagismo entre outros, seria uma forma de prevenir AVCs e consequentemente as afasias.

No Brasil

Não há dados específicos sobre a incidência das afasias no Brasil, que podem ser consequência de uma série de doenças neurológicas. A mais comum das doenças neurológicas que levam a afasia são os AVC’s.

*Com informações da Agência O Globo

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Fonte: IG SAÚDE

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Covid: pacientes podem ficar com sintomas neurológicos por 2 anos

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Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos
Rovena Rosa/Agência Brasil 10.03.2022

Covid pode deixar pacientes com sintomas neurológicos por mais de 2 anos

Um novo estudo realizado com pacientes que contraíram a  Covid-19 indica que os sintomas neurológicos, como psicose, demência, névoa mental e convulsões, podem perdurar por mais de dois anos.

A conclusão veio em uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford publicado na revista “The Lancet Psychiatry”.

“Desde as primeiras fases da pandemia, é conhecido que a Covid-19 está associada a um aumentado risco de muitas sequelas neurológicas e psiquiátricas. Todavia, mais de dois anos do diagnóstico do primeiro caso, três importantes perguntas permanecem sem respostas: primeiro, não sabemos se ou quando os riscos de diversos problemas pós-Covid voltam para os valores padrão; em segundo lugar, o perfil de risco nas diversas faixas etárias; e em terceiro se os perfis de risco mudaram com o aparecimento de tantas variantes”, informam os pesquisadores.

Por isso, os especialistas analisaram os dados de 1,25 milhão de pacientes para verificar se já existe alguma resposta a essas questões principais.

O estudo mostrou que, entre os adultos, 640 pessoas a cada 10 mil ainda relatavam “névoa cerebral” após mais de dois anos de cura. O risco, porém, era mais do que o dobro naqueles que tinham mais de 65 anos – com 1.540 casos a cada 10 mil.

Nos outros problemas apontados, os números também eram o dobro entre os idosos: 450 em cada 10 mil sofriam com demência; e 85 em cada 10 mil relataram surtos psicóticos.

Os pesquisadores relatam que esse tipo de problema também ocorre com outras infecções respiratórias graves, mas que os números pré-pandemia eram muito menores.

Os problemas neurológicos e psiquiátricos da chamada “Covid longa” resultaram muito mais raros nas crianças, mas não ausentes: 260 em cada 10 mil sofriam ainda com convulsões – o dobro do grupo de controle – e 18 em cada 10 mil tinham distúrbios psicóticos (em relação aos 6 a cada 10 mil no controle).

Entre as variantes, o estudo da Oxford confirmou que a variante Delta é muito mais severa para quase todos os sintomas de longo prazo da Alfa, a primeira das mutações. Porém, os especialistas apontam que há indicativos de que a variante Ômicron, que se dissemina de forma intensa desde o fim do ano passado, tenha as mesmas características de longo prazo de sua antecessora – apesar dos sintomas mais leves.

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Fonte: IG SAÚDE

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