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O momento de lutar

Publicado

Por Francisney Liberato

Há tempo para tudo, e enquanto há tempo, há oportunidade de fazer.

No seriado da TV Record denominado “Rei Davi”, existe um capítulo em que se conta o pecado cometido pelo rei após relacionar-se com Bate-Seba, a qual era casada com Urias.

Como consequência de sua atitude irresponsável, Deus afirmou por intermédio do profeta Natã que o seu pecado custaria a vida do seu filho recém-nascido.

Davi ficou aflito pela mensagem do profeta. O rei ficou alguns dias sem comer e se isolou. Ele clamava a Deus 24 horas por dia para que não permitisse que o seu filho fosse morto.

Passados alguns dias, o filho de Davi faleceu. Então, no contexto do seriado da Record, Davi soube da notícia, tomou um banho, se vestiu com novas vestes e foi se alimentar.

Os servos, ao verem aquela cena, ficaram abismados e perguntaram a Davi: “não entendemos a atitude do rei: quando o seu filho estava doente próximo da morte, o rei jejuava, chorava, clamava, implorava para que Deus fizesse um milagre. Agora o filho morreu e o rei nem dedica um tempo para o luto?”. Davi então respondeu: “o momento de chorar, de pedir, de clamar e de lutar já foi feito, isto é, antes da morte”.

Se refletirmos sobre o enredo da história do seriado, vamos notar que há uma aplicação perfeita e profunda para as nossas vidas.

Ninguém gosta de sofrer ou chorar. Nós desejamos ter uma vida com alegria e muita saúde. Acontece que as circunstâncias da vida estão fora do nosso controle. Às vezes, alguns dos nossos atos custam um alto preço a ser pago.

Davi estava sofrendo as consequências de suas atitudes imprudentes. O efeito veio com a morte do seu filho recém-nascido. Ele sofreu muito, sofreu amargamente pelos seus erros.

Apesar do sofrimento do rei, a história nos ensina uma lição poderosa que podemos aplicar para nossa vida hoje. O rei fez o seu melhor, o seu máximo, intercedendo pela vida de seu filho, mas Deus tinha planos para o cumprimento do que havia prometido, pois foi por intermédio do sofrimento de Davi que o seu coração retornou contrito à vontade de Deus.

Se isso já aconteceu em sua vida, saiba que perder um ente querido, ou romper com alguém, não é fácil. Pode ser que você até sofra, mas desde que seja de forma temporária, uma vez que continuar sofrendo não mudará o cenário da sua vida. Devemos lutar e persistir, quando possível, antes que ocorra um fato irreparável.

Que possamos utilizar a mesma experiência do rei Davi, em que o momento para lutar e batalhar pelas nossas conquistas e pelos nossos entes queridos é enquanto houver vida. Se perdermos esta oportunidade, pode ser que jamais tenhamos uma nova chance de combater e demonstrar o nosso amor e carinho por essas pessoas.

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso e Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT. Palestrante Nacional, Professor, Coach e Mentor. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz” e “Singularidade”. http://www.francisney.com.br Saiba mais sobre o autor: CLIQUE AQUI. @francisneyliberato

 

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Estamos em guerra contra o mesmo inimigo

Publicado

Por Luiz Antonio Pôssas*

Em março deste ano Cuiabá começou uma guerra contra um inimigo invisível: o coronavírus, causador desta doença terrível que é a COVID-19. O que muita gente não sabe, é que a Prefeitura começou a se armar para este combate em janeiro, quando ainda não tínhamos nenhum caso no Brasil. Nossa valorosa equipe técnica da Saúde enxergou que teríamos dias difíceis e começamos a nos organizar em fevereiro, fazendo a aquisição de insumos, EPIs e equipamentos para nossos hospitais. Também montamos um comitê com os mais diversos especialistas, que desde então vêm fazendo estudos e norteando as ações tomadas pela gestão frente à pandemia.

Todos nós da Secretaria Municipal de Saúde, juntamente com o prefeito Emanuel Pinheiro estamos trabalhando muito, até bem tarde, sem direito a sábados, domingos e feriados. Se administrar uma secretaria de saúde já é um desafio imenso, com milhares de problemas, imagine o que é conduzir uma secretaria de saúde durante uma pandemia? É algo inimaginável! Os problemas, que já eram muitos, não param de se multiplicar e é preciso resolver cada um deles para a engrenagem continuar a funcionar.

Neste momento todos nós, sem exceção, temos apenas um inimigo: o coronavírus. As medidas de contenção que tomamos ainda em março foram para diminuir a velocidade de transmissão do vírus para dar tempo de organizarmos nossos hospitais, pois sabíamos que teríamos muitas pessoas doentes. E conseguimos nos organizar.

Mas, como aconteceu no resto do mundo, além da população ficar doente, nossos profissionais de saúde começaram a ficar doentes também. Esse vírus é altamente contagioso, e, mesmo com todo o cuidado, muitos profissionais da saúde adoeceram. Para esses, que estão na linha de frente, cuidando da população, salvando vidas, eu só tenho a agradecer. Vocês são verdadeiros heróis, que honram as profissões que escolheram. É preciso gostar de gente para cuidar de gente, e vocês, médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos, entre vários outros profissionais que atuam na linha de frente merecem o agradecimento e a admiração de toda a população.

Quando eu falo dos profissionais que se acovardaram, em momento algum me refiro a estes que estão lutando para salvar vidas. Também não me refiro aos que estão afastados por serem do grupo de risco, seja por idade ou por comorbidade. Me refiro aos que entraram com pedido de afastamento usando atestados sem terem motivos reais para isso. Tivemos pedidos de afastamento de mais de 1500 profissionais da saúde desde que a pandemia começou e cada pedido destes foi periciado. Muitos destes pedidos foram indeferidos pelo médico que fez a perícia, pois ele constatou que não havia motivos para estes profissionais não trabalharem. São esses profissionais que eu disse que se acovardaram, pois ao invés de se juntarem às equipes que estão combatendo a pandemia, decidiram se esconder atrás de um atestado fajuto.

Peço desculpas aos profissionais da saúde que estão na linha de frente do combate à pandemia e que se sentiram ofendidos pela colocação que eu fiz. Tenham certeza de que a minha fala não foi direcionada a vocês. Como filho de médico que sou, tenho um grande respeito por quem trabalha nesta área, de maneira séria e comprometida.

Neste momento venho a público pedir que todos nós nos unamos para ganharmos essa luta contra o coronavírus. Estamos fazendo todo o possível para continuar salvando vidas. Estamos correndo contra o tempo para abrir mais 40 leitos de UTI na próxima semana, para que mais pacientes tenham chance de sobreviver. Agora não é hora de brigas políticas, de boicotes, de acusações… Agora é hora de união contra este inimigo que já ceifou mais de 60 mil vidas no país e quase 200 só aqui em Cuiabá. Precisamos do apoio da União, do Governo, dos Conselhos de Classe, sindicatos, dos políticos, da imprensa e de toda a população para vencermos este vírus. Nós, gestores e os profissionais da saúde não somos o inimigo! Nós estamos trabalhando arduamente para salvarmos vidas! Precisamos de toda a ajuda possível para ganharmos esta guerra e voltarmos ao normal. E só vamos ganhar se estivermos unidos!

*Luiz Antonio Pôssas de Carvalho é Secretário Municipal de Saúde de Cuiabá

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