AGRO & NEGÓCIO

O Boletim do Suíno de abril está disponível no site!

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Cepea, 13/05/2022 – O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, disponibiliza hoje o Boletim do Suíno de abril de 2022.

Confira aqui a publicação!

Abaixo, alguns trechos:

Mercado em abril

O mês de abril foi marcado pelo aumento da liquidez do suíno vivo e da carne na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea, sobretudo ao longo da segunda quinzena. Dessa forma, os preços médios do suíno reagiram em parte das praças entre março e abril.

Preços e exportações

As exportações brasileiras de carne suína tiveram leve recuo em abril. Segundo dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, entre produtos in natura e processados, o Brasil exportou 88,4 mil toneladas, leve recuo de 1,3% frente ao volume de março e 9% abaixo do de abril/21.

Relação de troca e insumos

Apesar de os preços do suíno vivo não terem subido em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea em abril, o poder de compra do suinocultor avançou em todas as praças. Isso porque os valores dos principais componentes utilizados na ração da suinocultura, o milho e o farelo de soja, recuaram no mercado brasileiro.

Carnes concorrentes

O valor médio da carcaça especial suína registrou leve alta entre março e abril frente aos preços da carne de frango, que subiram com força. Diante disso, a competitividade da carne suína frente à de origem avícola cresceu nesse período, atingindo, em abril, o maior patamar desde julho de 2012. A carne bovina, por sua vez, registrou pequena desvalorização de março para abril, o que reduziu levemente a competitividade da proteína suína frente a essa concorrente no último mês.

Fonte: CEPEA

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AGRO & NEGÓCIO

Pecuária de corte: Aula prática mostra vantagens da diversificação de pastagens

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Profissionais da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) participam de capacitação sobre Pecuária de Corte, com o objetivo de atualizar conhecimentos nas diferentes etapas da produção. O curso teve início no dia 5 de maio e se estende até 3 de junho, com aulas teóricas, ministradas na sede do Sebrae, em Rio Branco, e atividades de campo. Na sexta-feira, 27 de maio, a aula prática sobre “Manejo de Pastagens” aconteceu na Fazenda Guaxupé, localizada no quilômetro 30 da Estrada AC-90 (Transacreana).

A capacitação integra o Plano de Trabalho do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Embrapa e Sepa, e tem o apoio do Sebrae/AC. A programação contempla, entre outras temáticas, a formação de pastagens, dieta animal, melhoramento genético do rebanho e custo de produção. A parceria busca fortalecer a interação entre pesquisa e extensão rural e melhorar o acesso a conhecimentos, por produtores rurais, além de viabilizar o atendimento a demandas da atividade.

A pecuária de corte é a principal cadeia produtiva do estado e envolve produtores com diferentes níveis tecnológicos e poder aquisitivo, requerendo conhecimento técnico nas diversas escalas de produção. Os participantes da capacitação atuam como multiplicadores de conhecimentos, no âmbito do projeto “Pecuária Mais Eficiente”. Durante a aula prática os participantes puderam conferir na prática conteúdos ministrados em sala, visualizar características de uma pastagem bem formada e de qualidade, tirar dúvidas e agregar novos conhecimentos técnicos úteis para a atuação profissional.

Diversificação de pastagens

A Fazenda Guaxupé é parceira em estudos desenvolvidos pela Embrapa Acre, sobre pastagens com foco na melhoria da produção na pecuária de corte. O empreendimento é considerado um exemplo na diversificação de pastagens e no consórcio de gramíneas com o amendoim forrageiro, leguminosa que captura nitrogênio do ar e fixa no solo, proporcionando uma adubação natural. Além de conferir maior longevidade ao pasto, em função da adubação nitrogenada natural, o consórcio de pastagens com amendoim forrageiro melhora a dieta do rebanho devido ao elevado valor proteico da leguminosa. A planta possui cerca de 25% de proteína, o dobro do teor encontrado nas gramíneas utilizadas na região.

De acordo com o pesquisador Carlos Maurício de Andrade, um dos instrutores do curso, um dos fatores essenciais para aumentar a eficiência produtiva na atividade é a qualidade da pastagem. Esse módulo da capacitação enfatizou questões como a escolha acertada da forrageira, formação e estrutura de divisão da pastagem, fertilidade do solo, consórcio de pastagens com amendoim forrageiro e práticas adequadas de manejo. A proposta é enfatizar que existem caminhos viáveis para garantir pastagens produtivas o ano todo e fazer da pecuária uma atividade mais produtiva e rentável, sem prejuízo para o meio ambiente.

“Muitos produtores têm apostado na diversificação de pastagens, utilizando diferentes tipos de gramíneas adaptadas às condições de clima e solo da região, e na consorciação de pastagens com amendoim forrageiro como estratégia para aumentar a eficiência da atividade pecuária. O ideal é plantar diferentes variedades de capins, em uma mesma área, junto com o amendoim forrageiro, e adotar práticas adequadas de manejo, como o pastejo rotacionado, onde o pasto é dividido em piquetes que permitem fornecer forragem de qualidade para o gado, de forma controlada e na quantidade necessária, com os períodos para descanso e regeneração das áreas pastejadas. Além de manter o pasto sempre coberto, o que garante a oferta de alimento para o rebanho inclusive na época da seca, essa tecnologia reduz custos na produção, em função do maior tempo de vida útil das pastagens, o que evita reformas, e da economia de gastos com adubação nitrogenada”, destaca.

Projeto Pecuária Mais Eficiente

Executado pelo governo do Acre, por meio da Sepa, o projeto Pecuária Mais Eficiente atua em 15 municípios com o objetivo de viabilizar a adoção de alternativas tecnológicas de baixo impacto para melhoria da produção e da renda dos produtores, sem a abertura de novas áreas, para promoção de uma pecuária mais sustentável. A iniciativa conta com recursos do Programa para Pioneiros em REDD+ (REM), financiado pelos governos da Alemanha e Reino Unido.  A meta é contemplar 500 produtores rurais com ações voltadas para o melhoramento genético do rebanho, nutrição, sanidade e manejo animal dentre outros aspectos da produção pecuária.

A engenheira agrônoma Carminda Luzia Silva, uma das participantes da capacitação, explica que na fase atual a equipe trabalha na avaliação da qualidade dos rebanhos e das pastagens das propriedades rurais selecionadas. O curso vai ajudar a preparar os técnicos para a transferência de tecnologias modernas e adequadas para os produtores. Essa atualização de conhecimentos é necessária e vai contribuir para melhorar o trabalho de modernização das propriedades que participam do projeto.  

“Aqui nessa área constatamos que o consórcio de pastagens, utilizando espécies distintas de gramíneas e o amendoim forrageiro, o que traz muitos benefícios para o rebanho e para o produtor. Um aspecto interessante dessa tecnologia é o gasto reduzido com insumos na implantação e manutenção de uma pastagem de qualidade, quesito fundamental na atividade produtiva. Essa é uma estratégia que todo produtor – do familiar ao grande pecuarista – deveria adotar em sua propriedade”, afirma.

Fonte: Embrapa

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