AGRO & NEGÓCIO

O agro é solidário, mas não só durante a pandemia

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Fortalecimento Institucional

O agro é solidário, mas não só durante a pandemia

Por Fernando Cadore*

29/06/2020

O agro é solidário sim há muito tempo. As ações são contínuas e antigas, não começaram durante o atual momento de pandemia causada pelo Covid-19. Entidades representativas, como associações e Sindicatos Rurais, bem como as empresas do setor desempenham papel social em Mato Grosso, há décadas. Mas o agro tem recebido muitas críticas e vem sendo acusado diariamente de ter uma atuação tímida perante a crise econômica e social causada pela pandemia.

Como legítimo representante do setor, vim em defesa do agro. A ações e projetos desenvolvidos pelas entidades e empresas da agropecuária já fazem parte da vida dos mato-grossenses há muito tempo.  Mas já que recebemos duras críticas quanto às contribuições durante a pandemia, vamos aos números.

Na busca por amenizar os impactos sociais causados pela atual situação de pandemia, o Programa Agrosolidário desenvolvido pelos produtores de soja e milho, via sua associação, a Aprosoja-MT, entregou 1.100 kits com cestas básicas, bebidas de soja e produtos de higiene e limpeza  que foram distribuídos para famílias necessitadas, em parcerias com a Secretaria de Assistência Social e Cidadania do Estado, o Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), e com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Outros 1.000 Kits (iguais) serão entregues ainda em junho, para famílias carentes em Cuiabá e Várzea Grande. Como medida de segurança e proteção à saúde, também estão sendo entregues mais de 30 mil máscaras (laváveis) pela Aprosoja-MT.   Logo, somente no primeiro semestre de 2020, foram investidos em ações sociais um montante de R$ 876 mil pela Associação.

E como prova de que as ações sociais do agro não são somente durante a pandemia, continuo a destacar que os produtores de soja e milho do Estado e a Aprosoja-MT, entidade que represento, há mais de dez anos por meio do Programa Agrosolidário atende famílias carentes em mais de 36 municípios, incluindo Cuiabá e Várzea Grande. Atualmente são atendidos 86 projetos e instituições importantes em todo Estado, como creches, Apaes, lares de idosos, centros de reabilitação, igrejas, escolas, hospitais, projetos esportivos, culturais, entre outros.

No total, os produtores de soja e milho fazem parte da vida de mais de 20 mil famílias, diariamente. Com distribuição de bebida à base de soja, que possui alto valor nutricional e contribui com a nutrição de milhares de famílias e também com aporte financeiro, apoiando e incentivando projetos sociais, de esporte e cultura. 

Um dos cases de sucesso do Agrosolidário é a parceria contínua com o Hospital de Câncer de Mato Grosso. Além de estar presente com trabalho social, com as crianças assistidas por lá e recursos financeiros para manutenção e reformas, também são entregues as bebidas de soja. Os pacientes em tratamento oncológico, crianças, adultos e idosos, ingerem o complemento alimentar inclusive via sonda. O que tem proporcionado a boa nutrição deles para continuarem os procedimentos como quimioterapia e radioterapia, que são altamente invasivos.

Ainda em relação a este hospital, os produtores de soja e milho do estado já doaram quase R$ 3 milhões para referido centro de tratamento oncológico, que foram investidos na estruturação da nova ala de atendimento, na construção e equipamentos de seis UTI’s oncológicas infantis, e uma parte, ainda, para o Hospital de Câncer de Rondonópolis.

 

Os recursos que mantem boa parte do Instituto Matogrossense dos Cegos (AMC), localizado em Cuiabá, são oriundos dos produtores de soja e milho. Por lá, os cegos desenvolvem atividades que os integram com a sociedade, através do esporte, da cultura, do lazer e de aprendizados essenciais, como aulas de informática.

Não é à toa que colecionamos 8 Selos de Empresa Socialmente Responsável durante solenidade do Prêmio Brotar do Instituto Desportivo da Criança (IDC), que celebra e reconhece a importância dos parceiros que ajudam na transformação social de crianças atendidas pelo Instituto. Atualmente 700 crianças, em Cuiabá, Várzea Grande, Chapada dos Guimarães, distritos da Guia e Sucuri, participam dos projetos oferecidos nas áreas de educação, esporte, cultura e música.

É muito importante frisar que os produtores de soja e milho se preocupam com as pessoas não só na área social, mas trabalhista, ambiental e econômica. Por meio de projetos e programas importantes nas áreas de sustentabilidade, defesa e política agrícola, buscando maior produtividade de alimentos, mas cuidando do bem mais precisos que é o meio ambiente, e desta forma, das gerações futuras.

Exemplo disso é o projeto Guardião das Águas, que orienta e apoia o produtor rural na manutenção, preservação e restauro das nascentes em Mato Grosso. Já foram mapeados 26 municípios, na primeira fase do projeto, e os dados apontam que os agricultores mato-grossenses preservam 95% das nascentes localizadas em áreas de plantio. Tem também o Soja Plus, programa de melhoria contínua da propriedade em âmbitos ambientais, trabalhistas e socioambientais.

Há muito tempo que o agro se preocupa com o bem estar social de quem mais precisa em Mato Grosso. Não é só na pandemia, nós cuidamos de milhares de famílias há décadas. Deixo um convite à toda sociedade que procure a Aprosoja-MT e conheçam com mais detalhe o trabalho social, de auxílio, amor, carinho e dedicação, desenvolvido pelo agro do estado.

* Fernando Cadore é produtor de soja e milho, engenheiro agrônomo, atual vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, membro da Aprosoja Brasil. Atua como membro do Instituto Brasil Logística (IBL), do Instituto Pensar Agro (IPA) e da International Soybean Growers Alliance (ISGA), em português, Aliança Internacional dos Produtores de Soja.

 

Fonte: Ascom Aprosoja

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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AGRO & NEGÓCIO

Técnicos se reúnem em Minas Gerais para validar zoneamento do milho

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Profissionais do setor produtivo agropecuário de Minas Gerais se reuniram para fazer a validação do Zoneamento Agrícola do Risco Climático para a 1ª e 2ª safras do milho no estado. Mais de 100 pessoas participaram da reunião online, em 25 de junho, promovida pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com duas outras Unidades da empresa, Embrapa Cerrados e Embrapa Informática Agropecuária.

O chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Frederico Durães, fez a abertura da reunião de validação de Minas Gerais e ressaltou que  o Zarc dá suporte às iniciativas pública e privada, que integram outras políticas de mercado, de inovações tecnológicas e o marco legal para a eficiência de desempenho e segurança das safras agrícolas. “A reunião de validação da metodologia Zarc, por espécie agrícola, é uma oportunidade para uma junção de saberes técnico-científicos e de produção e mercado, dos vários agentes de interesse para uma região, em um período de uma safra agrícola”, disse Durães.

Os dados do Zarc Milho para Minas Gerais foram organizados pelos pesquisadores Aryeverton Fortes de Oliveira e José Eduardo Monteiro (Embrapa Informática Agropecuária); Fernando Antônio Macena da Silva (Embrapa Cerrados); Balbino Antônio Evangelista (Embrapa Pesca e Aquicultura); Daniel Pereira Guimarães  e Camilo Lelis de Andrade (Embrapa Milho e Sorgo).  Atualmente,  Minas Gerais cultiva 721.900 e 465.100 hectares de área com milho na primeira e segunda safra, respectivamente, conforme dados da Conab.

“O Zarc é uma ferramenta de análise de risco climático que considera a variabilidade climática, com isso ela permite indicar as datas de semeadura, com menor risco climático para os municípios do estado. “O objetivo desta reunião é fazer a validação do Zarc para a cultura do milho 1ª e 2ª safras para o estado de Minas Gerais e avaliar as possíveis inconsistências nos resultados gerados. Pois, uma vez validados, os resultados serão enviados para o Ministério da Agricultura”, explicou Fernando Macena.

 

Daniel Guimarães apresentou a metodologia do Zarc para o milho safra e safrinha (segunda safra). Ele mostrou como os fatores climáticos determinam a produtividade agrícola. “O que fazemos é avaliar os riscos climáticos e um estudo de probabilidades. Todo processo de modelação envolve determinação de limites de cortes. Avaliamos também como funciona a interação de três fatores: clima, solo e cultura, bem como o balanço hídrico”.

Já Eduardo Monteiro detalhou os dados apurados para a safra e safrinha do milho nas diversas regiões do estado de Minas Gerais. Ele ressaltou que o objetivo desta reunião é mostrar os resultados, a metodologia e os parâmetros de modelagem. “Assim podemos fazer os ajustes. O zoneamento segue, na maioria dos casos, considerando as culturas de sequeiro. Mas, também, existe o zoneamento para cultura irrigada”, disse.

 

“O ex-ministro da agricultura Alysson Paolinelli também compareceu à reunião. Ele destacou a importância da cultura do milho, cereal mais requerido no mundo hoje. E fez um chamamento para o aumento de produção de alimentos para poder suprir a demanda estimada pela FAO até o ano 2050. “Nós precisamos urgentemente ampliar a nossa oferta, especialmente de milho e de sorgo. E nós temos condições de produzir mais. A forma de aumentar a produção, estamos discutindo aqui. Uma delas é seguir as orientações do zoneamento, com as épocas de plantio e todas as outras condições que se estabelecem, com a melhora da adubação e do manejo”, disse.

 

 “O Brasil pode atender essa demanda fabulosa que nós vamos ter daqui até 2050. E isso pode ser resolvido sem precisar ampliar um metro quadrado de área, basta que se irrigue. Esta é uma solução prática, mais econômica. A não ser no caso do ILPF, em que você recupera pastagens. Hoje nós temos quase dois milhões de hectares irrigados na região do cerrado. Estas irrigações estão permitindo três safras. Isso é muito bom. Essas três safras se encaixam perfeitamente na necessidade do mercado atual”, concluiu o ministro.

Zarc

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) é um instrumento de política agrícola e gestão de riscos na agricultura, coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O zoneamento é elaborado em duas etapas: a modelagem e a validação dos resultados.  As reuniões para validação para as safras de milho acontecem no Brasil nos meses de junho e julho de 2020.
 

A modelagem consiste em utilizar modelos que permitem indicar períodos mais apropriados de plantio, por município, levando em consideração o ciclo das cultivares e o tipo de solo, de modo a minimizar a chance de que adversidades climáticas coincidam com a fase mais sensível das culturas. Esta etapa, coordenada pela Embrapa, é elaborada por uma equipe multidisciplinar de especialistas utilizando metodologias desenvolvidas por várias instituições.
 

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo, Lauro José Moreira Guimarães, considerou a responsabilidade da equipe do Zarc. “A gente vê a complexidade que é rodar um sistema desses. E as contribuições dos convidados enriquecem e esclarecem melhor a situação de cada região. Precisamos entender o que o agricultor está fazendo. E ficar atentos aos benefícios que estas ferramentas podem trazer para as atividades agrícolas”.

Para validar os resultados apresentados nesta reunião, em Minas Gerais, participaram representantes de instituições públicas e privadas, cooperativas de agricultores, técnicos extensionistas, produtores e pesquisadores da Embrapa. Estes profissionais contribuíram para avaliar se os resultados obtidos com a modelagem estão de acordo com a realidade no campo. Assim, podem ser feitos os ajustes, e pode ser concluído o relatório que será enviado ao Mapa.

 

Zoneamento

 

Confira no site do Mapa o cronograma de reuniões de validação do Zarc.

Ao todo, onze culturas serão revisadas em 2020, pela Embrapa Informática Agropecuária e pelo Departamento de Gestão de Riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através de um convênio com o Banco Central do Brasil, que possibilitou a ampliação das pesquisas até 2021. A primeira cultura é o milho. As reuniões estão sendo realizadas por teleconferência e começaram em junho de 2020.
 

Os agricultores que seguem as recomendações do Zarc estão menos sujeitos aos riscos climáticos e ainda poderão ser beneficiados pelo Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e pelo Programa de Subvenção ao prêmio do Seguro Rural (PSR). Muitos agentes financeiros só liberam o crédito rural para cultivos em áreas zoneadas e para o plantio de cultivares indicadas nas portarias de zoneamento.
 

Fonte: Embrapa

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