TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Nupemec realiza curso para mediadores sobre Direito Empresarial

Publicado


Recuperação judicial, quebras ou suspensões de contratos, fechamentos de estabelecimentos foram algumas situações acarretadas durante o período da pandemia da Covid-19 e com elas uma série de conflitos e demandas que podem chegar ao Poder Judiciário. Atento a essas questões, o Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos e Cidadania (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso realiza a partir da próxima segunda-feira (19 de outubro) capacitação para mediadores judiciais que atuarão no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Virtual Empresarial, que será implantado ainda nesta gestão, em Cuiabá.
 
Em parceria com a Escola dos Servidores do PJMT, o I Curso Básico de Direito Empresarial para Mediadores Judiciais será realizado na forma virtual, pela plataforma LifeSize, e ministrado por profissionais da área empresarial. A capacitação vai ocorrer sempre pela manhã e foi dividida por módulos, cada um com um professor distinto.
 
Para proporcionar o diálogo entre as partes buscando consenso é preciso que os mediadores e conciliadores estejam cada vez mais qualificados, especialmente sobre este tema. De acordo com a juíza coordenadora do Nupemec, Cristiane Padim da Silva o Poder Judiciário de Mato Grosso inova mais uma vez com a implantação do Cejusc Virtual Empresarial e daí a necessidade que o atendimento seja especializado.
 
“Estamos nos preparando para o aumento das demandas empresariais que poderão chegar ao Judiciário em virtude da pandemia. Buscando a inovação, em breve vamos instalar o Cejusc Virtual Empresarial para Cuiabá e a intenção é expandir para todo o Estado. Com esse curso os mediadores e conciliadores se sentirão mais seguros em conduzir o procedimento nessa área tão específica que é a empresarial. Eles receberão as instruções necessárias de grandes professores para melhorar a prestação de serviços para todos aqueles que procurarem o Cejusc”, comentou a magistrada.
 
Veja a programação do curso:
 
Módulo 1 – 19/10 (segunda-feira) sobre Títulos de crédito com a advogada e especeilista em Direito Empresarial, Emilia Carlota G. Vilela.
 
Módulo 2 – 21/10 (quarta-feira): Teoria Econômica da Propriedade ministrado pelo professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Carlos Eduardo Silva e Souza.
 
Módulo 3 – 23/10 (quinta-feira): Teoria Geral da Empresa, com o juiz do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) Pedro Ivo Lins e Moreira.
 
Módulo 4 – 26/10 (segunda-feira): Contabilidade, matemática financeira, tributação e finanças empresariais aplicadas ao Direito, proferido pela contadora, administradora judicial e perita Silvia Cavalcanti.
 
Módulo 5 – 28/10 (quarta-feira): Contratos empresariais e bancários, com o professor e advogado na área do Direito da Insolvência Bruno Oliveira Castro.
 
Módulo 6 – 29/10 (quinta-feira): Sistema de Insolvência, ministrado pela juíza da Primeira Vara Regional Especializada em Recuperação Judicial e Falência da Comarca de Cuiabá, Anglizey Solivan de Oliveira.
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Comentários Facebook
publicidade

TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Juízes relembram trajetórias de 16 anos de magistratura

Publicado


Ao longo de 16 anos de magistratura, completados nesta quarta-feira (28 de outubro), quatro juízes falam sobre o desempenho de suas atividades, suas motivações e da dedicação para atuarem em seu papel na Justiça de Mato Grosso.
 
De economista e professor universitário ministrando aulas de matemática financeira, Walter Tomaz da Costa percebeu que os números não o satisfaziam mais e queria contribuir de uma melhor forma para a sociedade. Titular da Primeira Vara Cível e do Juizado Especial Cível e da Fazenda Pública da Comarca de Sinop, o juiz descobriu durante o curso de Direito que era na magistratura que seria útil à população.
 
Natural de Aporé, no Estado de Goiás (GO), Walter Tomaz da Costa afirma que a vocação vem muito mais do suor, de mostrar a expertise na consecução dos objetivos. “Somos seres humanos, temos nossas falhas e limitações, mas temos sempre que perseverar e isso leva credibilidade no que fazemos. Se estou judicando estou dando credibilidade ao Poder Judiciário de Mato Grosso. Minha satisfação está no trabalho que realizo. Tenho a certeza de que estou cumprindo o meu dever, promovendo a efetivação da justiça e isso traz a gratidão”, afirma o juiz.
 
Walter Tomaz da Costa começou sua carreira como juiz substituto na Comarca de Alto Taquari, respondendo cumulativamente pela Segunda Vara de Alto Araguaia, depois Ribeirão Cascalheiras e titularizado como juiz de Direito na Comarca de Brasnorte, passando ainda por São José do Rio Claro, Alta Floresta, Colíder e por fim, Sinop onde trabalha atualmente.
 
Desde os 16 anos com a meta de passar em um concurso da magistratura, a juíza da Terceira Vara Criminal e do Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Campo Verde, Caroline Schneider Guanaes Simões diz que além de interessante, de muita leitura e aprendizado, o curso de Direito abre um leque para várias oportunidades, motivos que a levaram a escolher essa área. Sempre dedicada desde a época da escola e com gosto e facilidade pelos estudos ela seguiu a carreira de juíza e para ela é difícil resumir em uma só palavra.
 
“É você poder compartilhar o seu aprendizado e suas ideias com outras pessoas, trocar experiências no dia a dia, na realização de audiências em contato com advogados, promotores, servidores.. Esses 16 anos só tenho a agradecer aos servidores que foram excelentes. Fiz amizade intensa com eles. Isso me lembrou que nas comarcas onde passei sinto muito carinho e falta de todos eles, são laços que são formados, amizades que ficam”, disse a magistrada que passou pelas comarcas de Água Boa, Canarana e Querência.
 
Com pai e um tio advogados e outro tio juiz, Alexandre Delicato Pampado, magistrado titular da Vara Criminal de Primavera do Leste define esses 16 anos de carreira como uma vida de trabalho, desafios, realizados e constante aprendizado. “Entrei na magistratura aos 24 anos de idade e nela formei minha família, essência como pessoa e profissional. Uma carreira maravilhosa, de muita dedicação e trabalho pela sociedade.”
 
Ao longo de todo o período de trabalho pelo judiciário mato-grossense o juiz já atuou nas comarcas de Feliz Natal e Nova Ubiratã, Juína, Arenápolis, Campo Novo do Parecis e Barra do Garças. Cada comarca com suas peculiaridades e que durante essa trajetória, foram várias transformações em diversos aspectos que Alexandre Pampado elencou. “Temos um dos melhores Tribunais de Justiça do país, que sempre esteve na vanguarda das inovações. Passei por muitas dessas transformações, dentre as quais a mudança das intimações de carta com AR para o DJE, da transcrição para a gravação dos depoimentos, dos bloqueios por mandado para BACENJUD e agora SISBJUD, do processo físico para PJe, e agora da audiências presenciais para as virtuais”, diz.
 
Ser juíza era um sonho de infância para a juíza da Segunda Vara Criminal da Comarca de Tangará da Serra, Anna Paula Gomes de Freitas. “Fiz toda a faculdade de Direito pensando sempre na magistratura, desde o primeiro ano da faculdade já estudava pensando em concurso, pela simples vontade de distribuir justiça. É um grande sonho realizado. Vocação e paixão pela magistratura, apesar de todos os percalços que a carreira traz, que não são poucos.”
 
A magistrada conta que vários processos marcaram os 16 anos de carreira, mas segundo ela, os que dão mais satisfação são os casos anônimos. “São aqueles em que uma parte chora de felicidade na audiência, ao sair de lá com uma decisão há muito tempo esperada e que lhe concede o direito de alguma forma negado ou resistido. Aqueles olhares de esperança e gratidão, confiança estabelecida na Justiça não têm preço.”
 
Dani Cunha
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 
 
 
 
 

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Agronegocio

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana