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Nova civilização no Centro-Oeste

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Onofre Ribeiro

Essa esquizofrenia sobre a Amazônia brasileira é a ponta de um iceberg histórico que começou no fim da década de 1950 com a construção de Brasília. É um resgate necessário. Cansa-me a discussão estéril focada somente no presente imediato.

 

            Em novembro de 1956 iniciou-se a construção de Brasília na vastidão de um sertão desconhecido e abandonado no coração do Brasil. Digo isso, porque cheguei a Brasília pra estudar, em 31 de janeiro de 1961. O ambiente ainda era o do cerrado seco de vegetação retorcida. Vivi lá até 1976, quando vim pra Mato Grosso. O ideal de Brasília, vindo da Constituição de 1823 era centralizar o país, repetido na de 1946. O ideal no governo Juscelino Kubitscheck (1956-1960), era o de abrir caminhos a partir de Brasília pra “construção de uma nova civilização brasileira no coração do Brasil”.

 

            A percepção era a de que o Brasil litorâneo não passava de uma caricatura da velha Europa colonizadora. A ocupação política do Centro-Oeste com Brasília abriria o caminho econômico para a ocupação toda a região. Isso seria possível com a abertura de rodovias integradoras como a Belém-Brasília, a Cuiabá-Porto Velho, e as demais interligando com o Sul e Sudeste. Isso, de fato, aconteceu.

 

            Brasília consolidou-se. Foi construída por trabalhadores de todas as regiões do país, atraídos pela oferta de trabalho e por uma atração inconsciente. Brasília expandiu-se além de si mesma a partir de 1973. A velha França, cruel colonizadora de regiões africanas, ameaçou o Brasil com a internacionalização da Amazônia.  O mundo era outro e o Brasil também era outro. Muito menos preparado pra lidar com as desigualdades regionais. O presidente da República, general Emilio Garrastazu Médici, movimentou o governo brasileiro pra ocupar a Amazônia.

 

            A ideia era ocupar a Amazônia do Sul para o Norte. Pavimentou a ligação de Goiânia e de Campo Grande a Cuiabá para dar acesso ao Norte do país. Abriu na selva em tempo recorde a BR-163, a Cuiabá-Santarém que ficou pronta em 1976, a partir de Cuiabá até o porto de Santarém, cortando o Brasil de Sul a Norte. Ela nasce em Tenente Portela, no Rio Grande do Sul. A criação da Universidade Federal em Cuiabá mais o linhão de energia elétrica ligando Cachoeira Dourada, em Goiás, a Cuiabá, serviram de infraestrutura pra ocupação humana que se daria nos anos seguintes.

 

            

Na subida pro Norte, Cuiabá ficou conhecida como “Portal da Amazônia”. Sua pequena população de 100 mil habitantes em 1970, saltou pra 232 mil em 1980. O estado restante da divisão saltou de 598 mil para 1 milhão 1.139 mil habitantes em 1980. O restante da História já é conhecido. Mas voltarei a ele no próximo artigo.

 

            Penso que resgatar essas origens são rigorosamente necessárias neste momento em que o Brasil está perdido dentro de si mesmo. A História foi ferida de morte por ideologias descompromissadas. Parte da população perdida e manipulada. Conhecer a História é sempre necessário nos momentos críticos da civilização.

 

            O próximo artigo será sobre a “nova civilização sonhada pelo presidente JK em 1956.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – [email protected]   www.onofreribeiro.com.br

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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