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Nos EUA, Câmara aprova lei de reforma policial “George Floyd”

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Muro feito pelo artista  'EME Freethinker' em apoio aos protestos sobre a morte de George Floyd
Michael Sohn/AP

Muro feito pelo artista ‘EME Freethinker’ em apoio aos protestos sobre a morte de George Floyd

Na quarta-feira (03), foi aprovado na Câmara dos Representes dos Estados Unidos , um projeto de lei que desautoriza práticas policiais consideradas controversas e simplifica processos contra autoridades que violarem os direitos das pessoas suspeitas. As informações foram apuradas pelo G1. 

O partido democrata, que tem o maior número de representantes na Câmara, conquistou uma vitória de 220 votos a 212, para aprovar a “Lei George Flyod de Justiça no Policiamento” . Somente um republicano votou contra. Documento agora segue para o Senado onde sua aprovação passa a ser incerta. 

Aprovação foi divulgada a poucos dias do julgamento do ex-policial, Derek Chauvin , que com o seu joelho apoiado por 8 minutos e 46 segundos, assassinou George Flyod em maio de 2020, em Mineápolis. Chauvin vai ser julgado pelos crimes de homicídio culposo e assassinato em terceiro grau. 

De acordo com a acusação estadual, Floyd já não tinha sentidos nos dois minutos e 53 segundos finais do sufocamento e acabou não resistindo aos ferimentos em um hospital. Ele está solto desde de outubro, após pagar uma fiança de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5,5 milhões). 

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O ex-policial Derek Chauvin filmado com o joelho em cima da vítima
Reprodução/Facebook

O ex-policial Derek Chauvin filmado com o joelho em cima da vítima

Durante acontecimento, Floyd repetia diversas vezes a frase “I can’t breath” (eu não consigo respirar, em português). Frase, virou marco em manifestações vistas por todo país norte-americano e também em várias outras cidades do mundo, impulsionando o movimento “ Black Lives Matter ” (Vidas Negras Importam, em português). 

“Quantas pessoas mais têm que morrer? Quantas pessoas mais têm que ser agredidas?”, declarou a deputada democrata Karen Bass, que apresentou projeto junto com o presidente do Comitê Judiciário da Câmara, Jerrold Nadler.  

Segundo a parlamentar, a polícia passará ser responsabilizada quando os direitos constitucionais dos suspeitos forem violados, porém, as forças das leis locais também receberão apoio para que melhorias no policiamento comunitário, em especial em bairros de minorias, sejam concretizados.

Uma das cláusulas mais polêmicas do projeto é a mudança na “ imunidade limitada ” da polícia, com isso, as autoridades poderão ser processadas pelo uso excessivo da força. 

Fonte: IG Mundo

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Caso George Floyd: promotores fazem argumentações finais

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Os promotores do caso George Floyd pediram nesta segunda-feira (19) aos jurados para que eles “acreditem em seus olhos” enquanto reproduziram nos argumentos de encerramento do julgamento o vídeo que mostra o ex-policial Derek Chauvin se ajoelhando sobre o pescoço de Floyd.

O principal advogado de Chauvin, Eric Nelson, contra-atacou dizendo que Chauvin se comportou como qualquer “policial razoável” faria, argumentando que o agente seguiu seu treinamento após 19 anos na polícia. 

Por várias vezes o promotor do Estado norte-americano de Minnesota Steve Schleicher repetiu uma frase: “Nove minutos e 29 segundos” – o tempo em que Chauvin foi gravado em vídeo no dia 25 de maio de 2020 com seu joelho pressionando o pescoço de Floyd até a morte. 

Embora o veredicto do júri possa oferecer uma avaliação sobre o uso do policiamento nos Estados Unidos contra a população negra, Schleicher enfatizou em comentários que duraram quase duas horas que o júri estaria avaliando a culpa de um só homem e não de todo um sistema. 

“Aquilo não foi policiamento; foi assassinato”, disse Schleicher aos jurados. Ele citou o lema do Departamento de Polícia de Mineápolis, que demitiu Chauvin e outros três agentes após o assassinato de Floyd: “Proteger com coragem e servir com compaixão”. 

“Enfrentar George Floyd naquele dia não necessitava de coragem, e nada de coragem foi mostrado naquele dia”, disse Schleicher, que falou em tom enfurecido e enojado. “Tudo que foi requisitado foi um pouco de compaixão, e nada de compaixão foi mostrado naquele dia”.

O juiz distrital do condado de Hennepin, Peter Cahill, deu as instruções finais aos jurados antes de eles deixarem o tribunal para iniciar suas deliberações.

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