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Nós e a guerra estratégica – final

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Encerro esta serie de três artigos sobre a ferrovia bioceânica chinesa que está em fase de projetos ligando o litoral do Atlântico no Rio de Janeiro ao litoral do Pacífico no Peru. Estaremos diante de uma profunda revolução no Brasil, especialmente do Centro-Oeste pm o que vai acontecer. Abaixo vão algumas considerações sobre as futuras relações entre a China e Mato Grosso.

 

Neste ano a empresa Hunan Dakang e sua controladora Pengxing adquiriram 57% da participação na trade Fiagril, com sede em Lucas do Rio Verde e um importante player no setor. Proposta: aumentar a industrialização, agregar valor à soja e ao milho na região, antes de transportá-lo futuramente para o porto de Shangai. Agregar valor à produção é o próximo e maior desafio estadual. Aqui entra um dos pontos mais sensíveis da engenharia geopolítica chinesa. Na medida em que começa a fazer joint-ventures (parcerias empresariais) na região, os chineses vão comprando terras assim que o projeto for aprovado no Congresso Nacional, e estabelecendo um território econômico ao longo do trecho da ferrovia, num raio bastante grande. A idéia é criar uma bolha de renda, de negócios e de empregos. Farão financiamentos empresariais em outros moldes…

 

Levando 57 milhões de toneladas de alimentos por ano, no começo, a ferrovia vai trazer na volta produtos chineses. Isso, porque criando uma zona rica no interior do Brasil e do Peru através da industrialização de produtos agropecuários, abre-se junto um mercado importador de objetos chineses: máquinas, tratores, químicos, automóveis, tratores, eletroeletrônicos, medicamentos, etc. Isso representará uma confusão entre a lógica do comércio mundial para o Brasil hoje e o do futuro. Sem contar a atual logística de transportes que mudará completamente. Tempos novos!

 

De outro lado, a presença chinesa por aqui será inevitável. Na Fiagril já tem executivos e funcionários vindos da China para participar da administração da trade. Na construção da ferrovia, engenheiros, técnicos e administrativos. Não voltarão pra lá. Aos poucos uma colônia chinesa por essas bandas.

 

O tema ficará em aberto. Como ação gera reação, certamente muitas coisas mudarão a partir daí nos próximos anos, com poderosos efeitos na logística, na economia, na política, na sociedade, no ambiente de negócios e na nossa vida.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – www.onofreribeiro.com.br

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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