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Nós e a guerra estratégica – 2

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No artigo de ontem apresentamos um breve briefing da ferrovia bioceânica Brasil-Peru, que começará no litoral norte do Rio de Janeiro até o litoral do Oceano Pacífico, no Peru, com 3.524 km total de extensão, que deverá ser construída pela empresa China Railway Group Ltd. A previsão é de que a ferrovia fique pronta em 6 anos depois que começar. Ela vai mudar muita coisa. Começa na logística atual de Mato Grosso.

 

A produção desce em caminhões por 2.700 km até os portos de Paranaguá (PR) e de Santos (SP), fora os de Tubarão (SC) e Vitória (ES). O frete até U$ 120 por tonelada, fora todos os contratempos e a falta de lógica de fretes em longa distância como essas.

 

Ao Norte de Lucas do Rio Verde onde será o terminal 4 da ferrovia bioceânica, pela rodovia BR-163 se atinge os portos de Miritituba e de Santarém, no Pará. Logo, Lucas será um extraordinário entroncamento de logística. É preciso registrar que as trades Ammagi, Bumge, ADM e Cargill cogitam construir a “Ferrovia do Grão”, ligando Lucas até os portos de Miritituba, no rio Tapajós, e de Santarém no rio Amazonas.

 

Lá elas já estão construindo terminais portuários pensando na carga de grãos e de carnes do Médio Norte de Mato Grosso. Ainda tem mais. Estudos avançados trabalham na idéia de ligar esses portos até o porto marítimo de Santana, no Amapá, de onde podem ser embarcadas cargas em navios de grande porte.

 

Mas a ferrovia bioceânica tem propósitos estratégicos muito maiores do que aparenta. Ela liga as regiões produtoras de grãos de Goiás, do Tocantins e de Mato Grosso direto ao destino do porto chinês de Shangai. Leva grãos e traz produtos chineses como tratores, máquinas, fertilizantes, químicos, elétricos e eletrônicos.

 

Com uma produção industrial muito diversificada a China invadiria o coração do Brasil com produtos chineses. De certo modo isso desviaria o nosso foco com os Estados Unidos de onde vem grande parte da tecnologia de máquinas e de produtos industriais. Uma imensa inversão na atual lógica de mercado!

 

Claro que os EUA e União Européia não concordarão de mansinho. Vão reagir e nos veremos aqui no Centro-Oeste brasileiro envolvidos numa guerra de interesses internacionais. Isso sem contar o lobby da indústria de caminhões do Brasil, que perderá um enorme mercado cativo de fretes de longa distância.

 

As trades que hoje financiam a produção de grãos, compram e exportam a produção, também terão que fazer profundas adaptações. Pra elas será ruim mudar toda a sua cômoda lógica atual pra se adaptar a uma nova sistemática provocada pela ferrovia e pelos interesses comerciais chineses. O assunto encerra amanhã.

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – www.onofreribeiro.com.br

 

 

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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