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Ninguém foge de Deus

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Por Francisney Liberato

“Vá depressa à grande cidade de Nínive e pregue contra ela, porque a sua maldade subiu até a minha presença”. Mas Jonas fugiu da presença do Senhor, dirigindo-se para Társis. Jonas 1:1-3

Quando criança, uma das brincadeiras que mais gostava de me divertir era o esconde-esconde. Dava-se um tempo determinado para que um amigo se escondesse, e depois de contar o tempo eu deveria procurá-lo, e vice-versa.

Em vários momentos da minha infância, quando eu fazia travessuras ou “aprontava”, o que ocorria todos os dias, eu sempre fugia dos meus pais. Às vezes dentro de casa, em outros momentos na casa de alguém, ou na rua. Na realidade, eu tentava me esconder de mim.

E por que eu fugia? Porque eu fazia coisas erradas e/ou desobedecia quando não queria fazer determinada tarefa dada por meus pais.

No contexto do livro de Jonas, é afirmado que Deus determinou que Jonas viajasse para pregar em Nínive. Jonas desobedeceu a Deus, e não ficou por isso mesmo. Ao invés de fazer o que Deus mandou, Jonas foi para Társis. Então, aqui temos dois agravantes, a desobediência e a teimosia.

Desobedecer é agir de maneira contrária a alguma ordem. Já teimosia, é a insistência na coisa errada.

Além de o profeta ter desobedecido e teimado contra Deus, Jonas também tinha a plena consciência de que estava fugindo do Senhor, como se Ele não soubesse de todas as coisas que nos advêm. Deus é onisciente e onipresente, isto é, Ele sabe de tudo, desde o passado, o presente e o futuro.

Será que conseguimos ficar um segundo longe de Deus? Creio que seja impossível se afastar da Sua presença. Não adianta ir para o Norte, Sul, Leste ou Oeste, saiba que Ele estará lá, pois Deus é onipresente.

Apesar dos meus pais não serem onipresentes, às vezes me dava a sensação de que eles eram, uma vez que, mesmo eu me escondendo e fugindo, eles sempre me achavam em algum lugar. Se de nossos pais não conseguimos fugir e nos esconder, imagine de Deus. Certamente isso é impossível.

Meus pais me encontravam, e no fundo, apesar de me corrigirem, me amavam e queriam mostrar o melhor para mim. Deus, da mesma forma, deseja o melhor para cada um de nós, mesmo que optemos por ser desobedientes, rebeldes e teimosos. Ele sempre sabe o que é melhor para todos nós.

Davi, autor de Salmos 139:7-10, reafirma a onipresença de Deus: “Aonde posso ir a fim de escapar do teu Espírito? Para onde posso fugir da tua presença? Se eu subir ao céu, tu lá estás; se descer ao mundo dos mortos, lá estás também. Se eu voar para o Oriente ou for viver nos lugares mais distantes do Ocidente, ainda ali a tua mão me guia, ainda ali tu me ajudas”.

Davi sabia que é impossível fugir de Deus, pois Ele é o nosso Criador.

Infelizmente, Jonas fugiu para Társis. Ele foi para uma cidade oposta à que Deus tinha determinado. A história relatada na Bíblia menciona que ele fugiu numa embarcação. Em dado momento, houve uma tempestade e o barco quase afundou. Os marinheiros ficaram com medo e clamaram pelos deuses. Dialogaram por algum momento, e Jonas relatou os fatos. Ali o profeta sabia que a culpa era dele, e pediu a todos que o jogassem no mar, e que ao fazer isso a tempestade iria se acalmar. E foi o que de fato aconteceu.

Jonas foi engolido por um grande peixe, e depois de três dias e três noites ele foi vomitado na praia de Nínive. Moral da história: ninguém consegue fugir de Deus. Ele poderia ter evitado todo esse transtorno, mas preferiu sofrer as consequências.

Você pode estar pensando: “Jonas era um profeta de Deus, com grande conhecimento, e fugiu, por que eu não posso fazer o mesmo?”. Você até pode desobedecer ao Senhor, como fez Jonas, mas jamais se esqueça de que Deus vai te encontrar e, apesar de te amar muito, você terá que sofrer com as consequências do pecado e da desobediência.

Temos o livre-arbítrio para decidirmos se vamos acatar ou não os planos que Deus tem reservado para as nossas vidas. É importante estar ciente de que as nossas decisões geram consequências, podendo ser boas ou não. E você, ainda pretende fugir de Deus?

Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso e Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT. Escritor, Palestrante, Professor, Coach e Mentor. Mestre em Educação pela University of Florida. Doutor em Filosofia Universal Ph.I. Honoris Causa. Bacharel em Administração, Bacharel em Ciências Contábeis (CRC-MT) e Bacharel em Direito (OAB-MT). Autor dos Livros: “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência”, “A arte de ser feliz”, “Singularidade”, “Autocontrole” e “Fenomenal”.

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A vitória das mulheres nas urnas em 2020

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Por Márcia Pinheiro

Quando falamos nas conquistas dos direitos femininos não imaginamos que uma delas aconteceu recentemente sob o ponto de vista histórico. Há apenas 89 anos, nós mulheres não participávamos da vida política do país já que até então era proibido o direito de voto da mulher.

Apenas em 1934 conseguimos o direito de votar integralmente e esse cenário não era exclusividade do Brasil, pois países como a França, considerado berço revolucionário, teve o voto feminino garantido somente em 1944.

A atuação organizada de um movimento feminino na busca do direito de voto ganhou força no século XX, a partir de uma militância política feminina na Grã-Bretanha que inspirou mulheres ao redor do mundo internacionalizando a luta e favorecendo a conquista do direito de voto em vários países.

Hoje, 24 de fevereiro, comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, data de um feito importante que tem dado rumos aos estados e municípios por todo o país. Tive a oportunidade de participar de um histórico processo eleitoral que, sem sombras de dúvidas, teve o voto feminino como fator decisivo no resultado final das urnas.

Após um primeiro turno equilibrado onde tinha-se uma candidatura feminina que, supostamente, representava as cuiabanas, porém o segundo turno trouxe um ‘banho de água’ fria no movimento feminino em virtude das contraditórias e incoerentes decisões tomadas.

Essa parte do eleitorado feminino então, órfão de representatividade, se agarrou numa candidatura com serviços consolidados à mulher e que tinha um histórico de profundo respeito e trabalho à causa.

Não tenho dúvidas que a união e a força do voto feminino foi protagonista nesta eleição, sobretudo no segundo turno, afinal foram pouco mais de 155 mil votos contra 128 mil comparecimento do sexo masculino.

A vitória no processo eleitoral de 2020 foi das mulheres que viram o seu poder de decisão nas mãos dando engajamento ainda maior na participação política quebrando as dificuldades maternas culturais da dupla, às vezes tripla jornada seguido de preconceitos ainda existentes em nossa sociedade.

As perspectivas nesse panorama são boas, ainda que caminham timidamente, pois ter mulheres ativas no campo política seja como eleitora incentiva o maior interesse e sucesso em candidaturas femininas, é só olhar para a eleição americana de 2020 que culminou na vitória de Kamala Harris, a primeira mulher no cargo de vice-presidente do maior posto do mundo.

Não há mais como negligenciar a importância do voto feminino que tem maior número no eleitorado e uma extensa pauta e demandas que precisam ser representadas pelas mesmas. Sem o exercício dos direitos políticos femininos o regime democrático não alcança o seu ideal de igualdade.

Márcia Pinheiro é primeira-dama de Cuiabá, empresária e pós-graduada em Gestão Pública.

 

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