POLÍTICA MT
Natasha propõe fórum permanente de negociação com servidores públicos de Mato Grosso
O encontro teve como objetivo apresentar demandas dos servidores públicos ao senador Carlos Fávaro, além de discutir pautas ligadas à valorização do funcionalismo estadual. Dra. Natasha participou da reunião a convite da federação, oportunidade em que apresentou propostas voltadas à reconstrução do diálogo entre o governo e os servidores públicos.
Durante a reunião, a pré-candidata destacou que a criação da mesa permanente de negociação nasce da necessidade de garantir diálogo contínuo, transparente e institucionalizado com o funcionalismo público estadual, realidade que, segundo representantes sindicais, não ocorreu nos últimos sete anos e meio.
A presidente da FESSP-MT, Carmen Silva Campos Machado, afirmou que a proposta representa uma mudança importante na relação entre o Executivo e os servidores estaduais.
“Essa mesa de negociação representa um marco regulatório das relações de trabalho no setor público. É fundamental que exista um espaço permanente de discussão, onde os servidores possam ser ouvidos e participar efetivamente das decisões que impactam diretamente suas vidas e suas carreiras”, declarou Carmen.
Entre os principais pontos defendidos por Dra. Natasha está a discussão sobre o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) atrasada, além do compromisso de garantir o pagamento anual da recomposição inflacionária acrescida de ganho real aos servidores.
“É preciso reconstruir a relação de respeito entre o Estado e os servidores públicos. Não é possível falar em qualidade dos serviços sem valorização de quem sustenta a máquina pública”, afirmou.
Outro tema abordado durante a reunião foi o alto nível de endividamento dos servidores públicos estaduais, principalmente aposentados, em decorrência de empréstimos consignados considerados abusivos e contratos classificados como duvidosos.
A pré-candidata também defendeu a revisão do chamado “confisco das aposentadorias” dos servidores públicos de Mato Grosso, medida que, segundo ela, tem agravado o comprometimento da renda de aposentados e pensionistas, contribuindo diretamente para o aumento do endividamento da categoria.
Em dezembro de 2021, foi aprovada uma lei prevendo o fim do confisco das aposentadorias dos servidores estaduais. No entanto, o projeto acabou vetado pelo governador, tendo posteriormente o veto mantido pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Na área da educação, Dra. Natasha também defendeu investimentos voltados à qualificação do ensino, ensino médio profissionalizante e políticas públicas efetivas de combate ao analfabetismo funcional e ao analfabetismo real em Mato Grosso.
Ela ainda destacou a necessidade de ampliar as políticas públicas de proteção às mulheres vítimas de violência, defendendo a implantação da Casa da Mulher Brasileira em Mato Grosso. A proposta visa concentrar em um único espaço serviços de acolhimento, atendimento psicológico e médico, assistência social, delegacia especializada e suporte jurídico às vítimas.
Dra. Natasha é médica, empresária, servidora da UFMT e atende há 24 anos no Centro de Saúde Escola do Grande Terceiro, em Cuiabá.
POLÍTICA MT
Jayme critica hospitais de porta fechada e cobra mais UTIs para o interior de Mato Grosso
Jayme critica hospitais de “porta fechada” em MT e promete trabalho por mais UTIs
_Senador defende ampliação de UTIs, fortalecimento dos municípios e uso de emendas parlamentares para melhorar o atendimento à população_
O modelo de funcionamento de hospitais públicos de Mato Grosso está dificultando o acesso da população do interior aos serviços de urgência e emergência. A afirmação foi feita pelo senador Jayme Campos (União-MT) durante reunião da bancada federal com prefeitos mato-grossenses que participaram, em Brasília, da Marcha dos Prefeitos, promovida pela Confederação Nacional dos Municípios.
“O hospital tem que ficar de porta aberta. A pessoa que quebrou um dedo, quebrou uma perna, tomou um tiro, tem que poder entrar no hospital. Sou contra hospital de porta fechada” – afirmou o senador, Ele ressaltou que os hospitais públicos são construídos e implantados para atender casos de urgência, acidentes, traumas e situações em que o cidadão não pode esperar pela burocracia da regulação, como vem ocorrendo no Estado.
Jayme citou o Hospital Central de Mato Grosso, em Cuiabá, e o hospital de Alta Floresta como exemplos de unidades que, segundo ele, precisam funcionar com maior capacidade de atendimento direto à população. Para o senador, o Estado precisa rever prioridades e garantir que os investimentos em saúde se traduzam em acesso real aos pacientes, sobretudo aos moradores do interior.
O parlamentar também cobrou a ampliação do número de leitos de UTI em Mato Grosso. Segundo ele, a falta de vagas tem gerado sofrimento para famílias que dependem da regulação estadual para conseguir atendimento em casos graves.
“Mato Grosso precisa construir mais UTI. Eu recebo quase dia sim, dia não, pedido de ajuda para conseguir UTI. Quando chega a regulação, muitas vezes o cidadão já morreu no interior” – disse Jayme.
Ex-prefeito de Várzea Grande por três mandatos e ex-governador de Mato Grosso, Campos afirmou conhecer de perto as dificuldades enfrentadas pelos municípios na prestação dos serviços de saúde. Ele disse que muitas prefeituras estão sobrecarregadas, sem recursos suficientes para manter atendimentos básicos, transporte de pacientes, consórcios regionais e unidades de apoio à população.
Na avaliação do senador, é preciso também melhorar a distribuição dos recursos estaduais destinados à saúde pública. Jayme citou o caso do consórcio regional de Arenápolis, que atende também municípios como Nortelândia, Santo Afonso, Marilândia, Denise e Nova Olímpia. Segundo ele, os valores repassados estão defasados há anos e são insuficientes para garantir atendimento adequado à população da região.
“Tem consórcio recebendo praticamente o mesmo valor de cinco, seis anos atrás. Como é que vai sobreviver?” – questionou. Segundo ele, não é aceitável que Mato Grosso registre forte arrecadação enquanto prefeituras enfrentam dificuldades para manter serviços essenciais.
*Emendas ao Orçamento* – O senador afirmou que tem procurado fazer sua parte por meio da destinação de emendas parlamentares aos municípios mato-grossenses. Jayme disse que seus recursos têm sido distribuídos para atender as 142 cidades do Estado, de acordo com as necessidades apresentadas pelos prefeitos: “É aquilo que posso atender. Se pudesse mais, atenderia muito mais”.
Durante a reunião, Jayme também informou que suas emendas estão sendo liberadas e depositadas nas contas das prefeituras. Segundo ele, os recursos somam cerca de R$ 300 milhões e devem ajudar os municípios em diferentes áreas, incluindo saúde, assistência social, infraestrutura e melhoria dos serviços públicos.
-
tce mt6 dias atrásSérgio Ricardo defende mineração legal e rastreabilidade do ouro para impulsionar economia de Mato Grosso
-
tce mt5 dias atrásTribunal de Contas identifica falta de medicamentos e falhas estruturais em unidades básicas de saúde
-
esportes7 dias atrásBotafogo vence o Corinthians, que volta à zona de rebaixamento do Brasileiro
-
esportes6 dias atrásAncelotti convoca Brasil para a Copa de 2026 e Neymar volta à Seleção após quase três anos
-
Mato Grosso4 dias atrásPolícia Civil realiza workshop de combate a grupos criminosos no ambiente digital
-
Mato Grosso6 dias atrásTião da Zaeli é eleito presidente da Fecomércio-MT
-
Mato Grosso4 dias atrásLogo do Manso terá praias públicas e marinas com acesso gratuito
-
tce mt3 dias atrásTribunal de Contas manda ex-secretária e envolvidos devolverem mais de R$ 448 mil por fraude na Saúde de Cuiabá



