AGRO & NEGÓCIO

Nascimento de bezerros exige cuidados do produtor

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Veterinário recomenda algumas medidas para melhorar o bem-estar dos recém-nascidos  

O período de nascimento de bezerros requer muita atenção e cuidado nas propriedades leiteiras.

Assim que o animal nasce, ele precisa receber o colostro, primeiro leite secretado pela mãe pós-parto. O colostro é considerado “a primeira vacina” do filhote, já que a placenta não passa a imunidade ao recém-nascido.

De acordo com o veterinário Eduardo de Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), curar o umbigo é um manejo básico e muito importante, principalmente na época chuvosa. O local pode ser uma porta de entrada para infecções e a chuva deixa o cordão umbilical úmido, favorecendo a proliferação de microrganismos. O veterinário recomenda que a cura do umbigo seja feita duas vezes ao dia, durante três dias, com solução de iodo (10%), garantindo assim a cauterização química completa para não haver risco de infecção.

Outra ocorrência muito comum nesta época de chuvas é a pneumonia nos bezerros. Segundo Oliveira, o produtor deve ficar atento a sinais, como: falta de apetite, cansaço e febre.

Diarreia também é bastante frequente nos recém-nascidos. Algumas medidas contribuem para redução dessa enfermidade, como limpeza do comedouro e do bebedouro, higienização dos utensílios usados para fornecimento de leite e do local onde os animais ficam. Assim, evita-se a transmissão e proliferação de microrganismos.

A separação dos bezerros pode ser uma alternativa para impedir a contaminação cruzada.

Manter o calendário de vacinação em dia e fazer a vermifugação adequada são essenciais à sanidade e ao bem-estar de todo o rebanho.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Embrapa ajuda produtores a controlarem as doenças do feijão-de-metro

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O feijão-de-metro é uma das mais importantes hortaliças da Amazônia, mas ainda vulnerável ao ataque de fungos e vírus que causam prejuízo aos produtores, em sua maioria agricultores familiares. Para promover a saúde das plantas e evitar perdas nessa lavoura, a Embrapa divulga estudo para otimizar as ações de prevenção e controle das doenças da espécie.  

Os principais problemas detectados estão descritos na circular técnica Doenças de feijão-de-metro no Pará, que reúne dicas sobre a identificação dos sintomas do adoecimento, inclusive com fotos,  e o manejo preventivo para evitar a contaminação e propagação das doenças. Fonte de consulta muito útil e prática para produtores rurais, técnicos da extensão, estudantes, professores e demais interessados no tema, pode ser acessada diretamente aqui.

“Como no momento só existe uma cultivar registrada no Brasil, denominada De Metro, mas suscetível a contaminações, e por não haver defensivos agrícolas registrados para a cultura pelo Ministério da Agricultura, saber reconhecer os sintomas na planta e agir preventivamente é alternativa indispensável para fazer do feijão-de-metro um cultivo contínuo e bem-sucedido”, enfatiza a autora Alessandra de Jesus Boari, pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental (Belém, PA).

Chamado de feijão-verde no Pará, a leguminosa feijão-de-metro, caracterizada por vagens longas e finas, é da mesma espécie que o feijão-caupi (Vigna unguiculata), havendo doenças comuns a ambos e modos semelhantes de lidar com elas. Fonte de proteínas, carboidratos, cálcio, fósforo, sódio e potássio, além de vitaminas dos complexos A e B (tiamina e niacina), no Norte do Brasil é muito apreciado como alimento substituto do feijão-vagem, de outra espécie: o feijão comum (Phaseolus vulgaris), este pouco resistente às condições ambientais amazônicas (altos índices de temperatura e umidade).

Doenças causadas por fungos

Na obra Doenças de feijão-de-metro no Pará, a circular técnica lançada pela Embrapa, são citadas nove doenças do feijão-de-metro causadas por fungo. A mela é a principal delas: com grande incidência durante o período chuvoso (janeiro a maio), progride rápido nas condições quentes e úmidas do Pará. “Bastam sete dias para as folhas ficarem completamente destruídas”, alerta a pesquisadora Alessandra Boari.

Kátia Nechet, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) e também autora da publicação, explica que a mela é doença comum na Amazônia devido a fatores ambientais, já tendo sido relatada em várias culturas de importância econômica e social na região. “Um dos principais desafios é o controlá-la, uma vez que o fungo causador da mela, Rhizoctonia solani, consegue sobreviver no solo por vários anos e tem vários hospedeiros”, relata, lembrando que o patógeno foi detectado pela primeira vez em plantios do Pará no ano de 2016, quando causou amplo impacto negativo aos produtores.

De acordo com a pesquisadora Kátia Nechet, a mela é doença de difícil controle e várias práticas culturais são recomendadas para evitar a perda total do plantio, por exemplo: usar sementes sadias e certificadas, além de plantar em épocas desfavoráveis ao desenvolvimento da mela são formas de tornar o manejo mais efetivo.

O clima típico da região amazônica, com temperaturas altas e chuvas frequentes, contribui para a disseminação de vários outros micro-organismos, entre eles os causadores da cercosporiose.  Estes patógenos são disseminados principalmente por sementes e o controle indicado se inicia por aí: com o uso de sementes sadias, aliás válido como boa prática sempre. 

A antracnose ou mancha-café não é exclusiva do feijão-de-metro, sendo comum entre as principais culturas econômicas em todo o mundo. O oídio, que, ao contrário da mela, ocorre no período mais seco do ano, pode ser combatido com o uso de leite cru e de óleo de nim.

Para a murcha de fusário, que causa grandes perdas em culturas de importância econômica, a recomendação técnica é a adoção de manejo integrado, como a escolha da área isenta do patógeno e sem encharcamento, uso de sementes sadias e certificadas, rotação de cultura e destruição das plantas doentes para eliminação de fonte de inóculo.

Para a mancha-alvo, que realmente parece o desenho de um alvo rodeado por círculos, mesmo sendo de menor expressão recomenda-se, em caso de surto, o uso de sementes sadias e rotação de cultura. A podridão cinzenta do caule, comum em algodão, mandioca, feijão comum, soja e feijão-caupi (este conhecido no Pará por feijão-da-colônia), faz a planta murchar e morrer. Existe também a podridão úmida das vagens, mas de pouca ocorrência.

Já o tombamento e podridão de raízes podem provocar grandes danos na cultura em períodos quentes e chuvosos, especialmente em solos argilosos, que são favoráveis ao acúmulo de água. Esses sintomas são causados por patógenos disseminados pelo solo, vento, água de chuva ou irrigação e implementos agrícolas.

Doenças causadas por vírus

A publicação Doenças de feijão-de-metro no Pará informa que não existe composto químico para controle de vírus em planta. Também não existe, até o momento, cultivar resistente a vírus causadores das duas doenças citadas no documento: o mosaico-severo e o mosaico-foliar. Da mesma forma que para os fungos, a recomendação da Embrapa é fazer o manejo de viroses e insetos vetores por meio de medidas preventivas e culturais.

No caso de vírus, as boas práticas recomendadas são: “uso de sementes sadias e certificadas; uso de barreiras vivas, que consistem em proteger o plantio de feijão-de-metro com três a quatro fileiras bem adensadas de milho ou sorgos plantadas um mês antes do plantio do feijão-de-metro; evitar proximidade com plantas doentes com sintomas de viroses e eliminar as plântulas de feijão-de-metro apresentando mosaico e clorose nas folhas primárias, assim como plantas hospedeiras de vírus”.

Para baixar a circular técnica, acesse aqui a Infoteca-e, repositório de publicações técnico-científicas da Embrapa. Assinam a publicação as pesquisadoras da Embrapa Alessandra de Jesus Boari e Katia de Lima Nechet, as engenheiras-agrônomas Ayane Fernanda Ferreira Quadros e Izabel Cristina Alves Batista, doutorandas na Universidade Federal de Viçosa (MG) e Caterynne Melo Kauffmann, doutoranda na Universidade Nacional de Brasília (Distrito Federal). 

Fonte: Embrapa

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