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‘Não vai dar em nada’, diz Luciano Bivar sobre nome da terceira via

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‘Não vai dar em nada’, diz Luciano Bivar sobre nome da terceira via
REPRODUÇÃO/AGÊNCIA BRASIL

‘Não vai dar em nada’, diz Luciano Bivar sobre nome da terceira via

Um dos idealizadores da candidatura única à Presidência da chamada terceira via, o deputado federal Luciano Bivar (União-PE), agora, faz duras críticas ao grupo que reúne MDB, PSDB e Cidadania. O parlamentar diz não ver chance de um consenso e justifica ter abandonado o projeto por perceber que cada um estava pensando unicamente em seu partido. O parlamentar pretende oficializar sua própria pré-candidatura ao Palácio do Planalto, de forma independente das demais siglas, em evento no próximo dia 31.

“Não vai dar em nada (a candidatura da terceira via), não vão apresentar nenhum candidato. Tivemos esse sentimento de que não ia a lugar nenhum, que não haveria uma concordância de princípio. Ninguém pensa em projeto Brasil. Sentimos que cada um estava muito pensando no seu partido, isoladamente na sua paróquia”, criticou.

Após a saída do União Brasil do grupo, os presidentes de PSDB, MDB e Cidadania tentam convencer o ex-governador de São Paulo João Doria (PSDB) a deixar a disputa em favor da senadora Simone Tebet (MDB-MS). A decisão foi tomada após uma pesquisa contratada pelas legendas apontar a emedebista com a menor rejeição do eleitorado. O tucano, no entanto, resiste sob o argumento de que foi escolhido como candidato à Presidência em prévias realizadas em novembro pela sua sigla.

Na avaliação de Bivar, tanto no MDB quanto no PSDB a questão deve ser decidida apenas nos tribunais, umas vez que Doria e Simone enfrentam resistências internas. Segundo o deputado, a decisão do União Brasil de deixar o grupo “não tem mais volta” e ele não descarta que sua candidatura seja “chapa pura”, com um vice da própria legenda.

“Necessariamente não é uma candidatura pura, mas temos cacife para ter uma candidatura pura e muito bem representada com os quadros que a gente tem”.

‘Palpiteiros’

Sem ainda pontuar nas pesquisas, Bivar sustenta que o cenário mudará a partir de agora, quando ele começa a se posicionar publicamente como pré-candidato. A partir de junho, promete viajar pelo Brasil pregando o principal mote de sua campanha, que é o lançamento de um Imposto Único Federal (IUF). Além disso, diz já ter um time de ex-ministros para escrever seu plano de governo, entre eles Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, e o ex-juiz Sergio Moro, que perdeu o posto de presidenciável ao trocar o Podemos pelo União Brasil e, por ora, não tem futuro político definido.

Na semana passada também incorporou à equipe o marqueteiro Augusto Fonseca, demitido da campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após divergências internas no PT.

“O partido já definiu e terá lançamento da pré-candidatura no dia 31 de maio. Isso desvanece quaisquer palpiteiros que pensavam que estávamos ali apenas para querer ter uma participação (na disputa)”.

Embora aliados defendam uma aproximação com o presidente Jair Bolsonaro, Bivar descarta. Segundo ele, o processo democrático que defende é “diferente dos arroubos que acontecem no Planalto contra as instituições democráticas do nosso país”.  

O deputado rompeu com Bolsonaro em 2019, após uma disputa pelo controle do cofre do PSL. Neste ano, fundiu sua legenda com o DEM, criando o União Brasil. A sigla recém-criada recebeu de herança o maior caixa das eleições deste ano, com R$ 770 milhões, além do maior tempo de propaganda na TV e no rádio. Diante deste cenário, Bivar afirma ser uma “obrigação moral” se contrapor a Bolsonaro.

“Pelos desígnios da política, hoje sou presidente do maior partido do país. Tenho obrigação moral de me contrapor a isso aí (governo Bolsonaro)”, afirmou.

Esta, contudo, não será a primeira vez que ele disputará a Presidência. Em 2006, então à frente do nanico PSL, terminou a corrida pelo Planalto em último lugar, com 62 mil votos. Agora, porém, diz que a candidatura é viável graças à estrutura que o partido conquistou após surfar na onda do bolsonarismo em 2018 e eleger 52 deputados federais, a segunda maior bancada da Câmara. É com base no número de representantes eleitos que a Justiça Eleitoral divide o dinheiro público para financiar as campanhas.

“Em 2006 não tínhamos dinheiro, não tínhamos densidade eleitoral, mas tínhamos o conteúdo. Diferentemente do passado, hoje o União Brasil tem estrutura, tem luz própria, tem condição e conteúdo para levar sua mensagem a todo o recanto desse país”.

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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